segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Mineira-Goiana ou Goiana- mineira?


Masé Soares, mineira que reside em Goiânia, capital de goiás, posa aqui, em brasília, onde andou a passeio.

É ela quem faz PPS de meus poemas e de mais muitos poetas.Realiza esse trabalho com zelo e bom gosto,busca da música às imagens, com paciência e técnica.A poesia segue então uma tend~encia:vira poesia sonora, com efeitos audiovisuais.

Além disso, tem um blog onde há festa de amigos todos os dias.

Para ela, enviei a Trova abaixo, que ela postou lá no seu cantinho especial:

Primavera o ano inteiro
você terá , onde houver
um amigo verdadeiro
para o que der e vier...

Clevane Pessoa, para Masé Soares
( a trova é antiga, mas a verdade é permanente...)

Visite-a:http://masesoares.zip.net

E, se quiser contactar:masesoares@gmail.com.

Yamandú na Alemanha



Yamandú Costa,, que toca e estuda violão desde os quatro anos, quando toca, toca o infinito das mentes que o ouvem.O seu infinito, sei não, algo de anjo-gênio.
Tânia, brasielira casada com o alemão Clemens, manda-me contar, pela Casa dos Taurinos, que vai encontrá-lo hoje .

Aqui em casa, adoramos o som esse menino-homem,gaúcho,de família musical, mas à qual transcende com seus laivos de prodígio, capaz de tocar em violão de cinco, seis, sete, oito cordas...
Um brasileiro para ser aplaudido no Exterior até que as mãos doam, conhedico em tantos países, com uma bela discografia, é um fenômeno!

Tem carinha de Putto, e para quem não sabe,esse é o nome dados aos anjinhos de rosto gorducho, nas igrejas barrocas de Minas Gerais.

Primavera

Minha amiga, a chargista Maria Fortuna,desenhando sua personagem deliciosa, a Lena Luci, mulher na menopausa...Noutro dia, no Jornal Virtual João do Rio, foi publicada uma série.
Às vezes, quando ela vem a Belo Horizonte (mora aqui e lá, por causa de sua tia idosa), começamos a imaginar situações novas para Lena Luci viver e andamos às gargalhadas...Vou postar algumas das charges aqui, autorizada pela autora.
Seu livro, O Anjinho Que Queria ser gente, vai para a segunda edição, pela Editora Mazza, de Belo Horizonte, que também vai editar "O pardalzinho Desconfiado".
Contei a ela que tenho uma história de pardal e outra de anjo.Temos algumas parecenças, além dela ser também nordestina.
O tubo com osm lápis aquareláveis, dei -lhe de presente, para ela carregar mais facilmente de um lado para o outro.E o papel kraft,ela adorou, agora LL está sendo criada nele.
Mariinha:raízes no maranhão un pé no Rio, outro em Belo Horizonte, onde seu apartamento cheio de fadinhas , borboletas e coisas lindas, além de suas telas, a espera - e um olhar do coração na França, onde mora sua filha Fernanda...






A primavera explodiu


em flores e folhas novas...


Quem fez tudo, ninguém viu


mas as cores são as provas!




Clevane Pessoa


(Na foto, perto de uma de minhas bromélias.Essa flor é fascinante, rosa, com bolinhas lilazes inseridas entre as pétalas.Juro que vou procurar os nomes científicos...Rss)




Nessa trova, quero registrar as mãos invisíveis , que trabalham durante a noite, as sementes que esperavam sob a terra e eclodem , os botões fechados , bebês gorduchos ou longilíneios,que de repente, adolescem e se abrem , numa festa para os olhos!


Plantei uma semente de pata-de-vaca, e vi o tronco esguio e jovem alcançar alturas,Nesse ano, subo a escada em caracol, externa, que leva ao sótão,pintada de marrom e que minha amiga, a poeta e pintora Maria Fortuna (Mariinha) e encontro a primeira flor, similar a uma orquídea lilás e roxa.Poderia ser da branca, pois ao plantar "aquela semente", não sabia ainda a cor da floração.Não obstante a vizinha avisar que raízes de árvores são perigosas para o piso de ardósia.Que o arrebentem.Desde que respeitem encanamentos, vibrarei com sua pujança...O que importa, é a visita das borboletas e o alrido dos pássaros.Nesta semana, já há cachos floridos.


Minha amiga médica, Andréia Campolina, disse-me que as mulheres devem ,para curar hemorragias e outros males uterinos, apanhar um punhado de flores e folhas da espécie de pata-de-vaca branca e, sob o chuveiro, levantar a mão e deixar que uma espécie de caldo ou chá escorra sobre elas.Do pescoço para baixo.


Vovó



Nessa foto , mamãe, eu e vovó sentada, em seu banho de sol matinal



Relembranças


Vovó-Relembranças


Na Páscoa, vovó contavaque seu pai, meu bisavô,o "coronel" José Víctor da Câmara"na janela a colocava,filha única,bem mimadaou melhor dizendo, muito amada,a distribuir bacalhau aos colonosna Semana Santa:costume nordestino,presentear aos pobreso peixe salgadovindo da Europa,em pequenos barris...Hoje,o bacalhau é farto apenasnas mesas mais fartas,já não faz o pobre feliz!


Lembro-me dessa minha adorável avó Theófila Theonila que tinha modos de santa...Deu à luz dezenove filhos dos quais a caçula, TerezinhaDo Menino Jesus truxe-me à luz bem mocinha...Vovó era contrita na Páscoa,fazia jejum ,pedia perdão não sei de quê,pois jamais fez algo impensável -e morreu com quase cem anos de idade...


Coração farto de bondade,piedosa, ensinou-me cada preciosidade!"Nunca faça mal juízo do ausente",dizia-me e aprendi a esperarpara melhor perdoar quem estava atrasado -talvez a trair, talvez distraído (coisas de seu marido,meu querido avô trovadorque era bem "levado") e chegasse com desculpas na ponta da línguae então, ficava isento de culpas!


Certa feita,vovó ganhou um ovo pascal muito grande,sem igual,e resolveu escondê-lo dentro do guarda-roupa para nós, os netos,que nas férias de julho íamos a Pouso Alegre...Contristada,ao abrir o papel de estanho, amarrotado,encontrou-o mofado...Nós queríamos de qualquer maneira comer aquele chocolate...E para nos apaziguar, foi para a cozinha fazer tapioca ,o coco raaldo no ralador nordestino de ferro .Depois mamãe,sempre alegrezinha,brincou conosco de "passar anel"enquanto vovó cantava"Pobre Emília"...

Pobres de nós, ricos de tudo que era ternura do Amor mas frustrados com o inesperado bolor...
clevane pessoa de araújo lopes
(na realidadem o texto acima é um poema,publicado originalmente ,verso a verso,no Recanto das Letras em 14/09/2007Código do texto: T652573.Quando colei aqui, desconfigurou-se e decidi deixar assim mesmo))

domingo, 23 de setembro de 2007

cabelos escuros, até quando?


Adoro chapéus...Houve uma época, em que decorei uma parede em meu quarto, com eles.
Essa foto foi um flash,dois meses do acidente de Eduardo,clicado por Karina, a musa de meu caçula Gabreil.Fizemos uma sessão de fotos.Às vezes, as pessoas perguntam qual a tinura que uso nos cabelos, para ficarem tão naturais.Mas eles o são.A mãe de meu avô Luiz Máximo de Araújo, uma paraibana de fibra, parece que morreu sem fios brancos.
Mas logo depois da perda do bem-amado, surgiram-me dois fios de prata e , dois anos depois, eles ainda brilham sobre os demais, escuros e finos.Nessa foto, eu ia completar 58 anos de idade.

Cancerianos gostam de água











Aqui, em Juiz de Fora, numa chácara que meu sobrinho e afilhado Giuliano, filho de minha mana Cleone e Mauro de Aquino.Logo após a compra, começou a minar água.Tenho fascinação por água, mas quando moramos em Fernando de Noronha, e eu tinha uns cinco anos, quase morro no mar, pois agarrei-me, por baixo d'água,à câmara de ar onde as senhoras e mamãe se seguravam -e ela foi arrastada pelo movimento concêntrico de um caldeirão.

Nunca mais fui capaz de megulhar, mas gosto de ficar dentro da massa líquida e sua beleza é tanta que, por não saber o que fazer com tanto mistério e encantamento, imediatamente, me ponho a escrever.Foi assim que nasceu meu segundo livro, Asas de Água...

Acima, a primeira capa do livro.Alessandro, meu primogênito é perfeccionita e fez ,na madrugada,vários desenhos, rasgando-os, sempre insatisfeito.Quando,cansado, foi se deitar, peguei na lixeira, um pedaço, levei ao editor Wagner Torres(Plurarts) e mandei que o usasse.Livro sai do prelo e Alessandro (o contrabaixista Allez pessoa, se desepera, porque foi feito sem arte final.Eu, adorei...Ao lado, a segunda, para nova edição.

E a terceira, o desenho para o segundo volume da trilogia, ainda inédito.

Lucky e o Ciúme


Lucky tem ciúmes de tudo a que eu dou atenção.Quando menor, bastava que eu regasse uma plantinha, para que ele a quebrasse, num momento em que não víamos.Neste ano, por três vezes, fiz óculos novos:como suportar que eu tivesse na frente dos olhos ou nas mãos, algo que não fosse ele?Sabe-me triste e é guardiaõ das minhas carências e solidões.Eu andava a aprender a linguagem das rolinhas e a manter meu pequeno exército de pardais, enchendo o parapeito do terraço de painço e pão.Pombas apareciam.Bem-te-vis se arrepiava, ébrios de alegra, bem em frente a mim...Mas o cãozinho os põe a correr.bem sei que ele salvou-me a vida, diluindo meu lito em preocupações e cuiidados com ele pequenino.Agora, uma coisa é verdade;eu que tenha alma-passarinha,amo ser livre e sou loiquinha por ele, não o suportaria se em vez de cão, fose um ser humano.De amado, passaria a odiado.O ciúme das pessoas é contangedor.