segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Lena Luci, a personagem de Maria Fortuna






Maria (de Jesus Fortuna) criou essa personagem ás voltas com o climatério e muita dificuldade para acxceitas a nova faixa etária...


Maranhense, prima do famoso cartunista Fortuna, é radicada em Minas (Belo Horizonte) e, no momento, passa metade do tempo no Rio de Janeiro.
No mês passado, várias dessas charges foram publicadas no jornal Virtual "João do Rio"-e Mariinha, conforme é chamada pelos amigos, já prepara outra,em idade mais avançadinha...

Contatos:mjfortuna@terra.com.br

Clevane

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(Publicado sob autorização dos autores)

domingo, 7 de outubro de 2007

Cordel para Marco Llobus (Clevane Pessoa)



Cordel

Foto:Marco Llobus em performance no evento "Poesia na Praça Sete",organizado por Rogério Salgado e Virgilene Araújo, na capital mineira (Br).

Fonte(visite o blog, onde vários poetas mineiros estão):http://www.poesianapracasete.com/fotos/album2/74.jpg

A magnífica foto sobre a poesia, foi capa da revista Estalo número 4.Acompanhei Llobus a idealizá-la", contando em reuniões,como queria que fosse .E ficou fantástica.



Atenção,meus amigos!

O fotógrafo Marco Llobus ,na série "HUS MANO",retrata artistas obscuros para as pessoas de outras Minas Gerais,de outros brasis....Lembra-me a canção "é gente humilde,que vontade de chorar" ,quando fotografa os violeiros,os músicos,a gente boa e simples de cada lugar onde,buscador,busca-a-dor e torna artístico o facies sulcado de quem laborou na Terra,quem suou no trabalho braçal,de quem canta e dança apesar de,de quem pratica esculturas,pinturas,coisas de cultura do interior,umas herdadas de geração para geração...
A roda de congo, a congada mineira,herança dos escravos,subsiste apesar de,na vontade e na sensibilidades dos descendentes,dos apreciadores enganjados aos grupos.Basta um chão,sons de percussão,batidas ritmadas...Quando entrevistei Mestre Conga,em Belo Horizonte,numa experiência memorável,ele contou que amarrava latinhas de massa de tomate nas pernas,menino,para acompanhar a roda.Ele e o irmão,por isso,ganharam apelidos-e ainda hoje ele é conhecido como tal.Contou-me da fascinante experiência de participar de uma roda de congada,de ser visto,aplaudido,seguido...
Na UFMG,Mestre Conga ainda ensina na Faculdade do Samba, seu outro amor...
Quantas faculdades terão de ser abertas para que a Memória do povo brasileiro,ou dos povosbrasileiros,tão grande é nossa diversidade?Com a evasão das pessoas mais jovens,principalmente,de seus locus de origem,corremos o risco de perder ,para sempre,a riqueza cultural de nossa gente.
Felizmente ,existem pessoa como meu amigo o sensível poeta,músico e artista plástico Marco LLobus,que,literamente,corre atrás do registro fotográfico desses rostos cansados e devastados,mas que renascem de si todos osdias,para a dança,para a música,para a poesia...Cantantes,brincantes,mestres,trocadores,compositores...
E para saudar esse artista jovem ainda,que se preocupa assim com o outro,somente em forma de cordel,à minha maneira de dizer...

Cordel para Llobus

Clevane


Licença,meus bons senhores,
que boas novas vim trazer,
atenção,meus cantadores,
pois vocês vão conhecer
quem vai revelar suas dores,
suas historias vai dizer...

Sendo lobo que uiva prá lua,
é carcará de voz forte,
aponta a poeira que estua
nas bandas secas do norte,
fala dos frios nas ruas
nas Minas frias de corte...

Marco Llobus na verdade,
traz prá mim tal comoção
que ao ver os moços de idade
dançando em batido chão,
em suas fotos,verdade,
dispara meu coração...

Ele mostra a cantoria,
e a animação dessa gente,
as rugas,cada alegria,
as esperanças que se sente
a chuva onde o fogo ardia...

Com humildade esse rapaz,
diz ser um mero aprendiz
da História que o povo faz,
os medos que não se diz,
pois a coragem desfaz...

Se a fome grassa,que importa,
quando há fartura de dança,
e o sorriso bate à porta
-com caninha ninguém cansa,
peixe no rio,verde na horta...

Mas se os donos do poder,
soubessem o poder pleno
da arte de poder ser
um homem pobre e sereno,
iam querer conhecer...

E o artista,vê os artistas,
vê o sagrado e o profano,
planeja e faz mil listas,
e assim fotografa HUS MANO,
e manda pros analistas...

Dá licença ,minha gente,
que esse lobo vai chegar,
um homem de sangue quente,
debaixo do chapéu a suar:
de longe,vem insistente...

Em vez de tirar retrato
de ricaços e patricinhas,
ele quer,mesmo,de fato,
é flagrar as avezinhas
que trinam aqui no mato
e brilham até sozinhas...

Batam palmas,meus brincantes,
os calcanhares,no chão,
cantem com vozes possantes,
que a história não some não,
na Conga,cês são vibrantes,
não negam a persussão...

O Llobus vamos saudar,
a esse passarim de orelhas,
seus feitos vamos cantar,
que,simples quais as ovelhas,
é capaz de nem ´pensar
quando as fotos dão nas telhas...

-Se achegue,venha até nós,
ô seu menino Marquinhos,
sacuda todos os pós ,
descalce seus chinelinhos,
desate nossos cipós,
sente com seus amiguinhos...

-Óia Marco,vou lhe contar,
a histórias das minhas dores,
meu pigarro vai roncar,
mais cê num é que nem dotores,
nos calos,não vai pisar,
vai é cantar com cantores...

-Entre na roda dos versos,
que ocê também toca viola,
esquece os homes perversos
-sei que trouxe na sacola
uns apetrechos diversos
que não lhe deram na escola...

-Com pinga,molhe a garganta,
que o povo todo quer ver,
quer ouvir a voz que planta
a verdade em cada ser
com cada foto que canta...

Se um oferece um banquinho,
puxam-lhe a manga os meninos,
a patroa faz cafezinho,
até mesmo os mais sovinos
sorriem como carinho...

E ele fica,bem contente,
vai ficando,vai ficando...
Tenho de parar,ô gente,
de comentar,vou parando,
senão,só paro,na frente...

Aplaudo aqui,esse amigo,
que a roupa do pobre veste,
que é testemunha de umbigo,
que vai parar num agreste,
fotografar o que digo,
por mais que o sol a tez creste...

Marco:pode ser que depois melhore o cordelzinho,mas fiz direto na telinha e para dar vazão à alegria de ver mais um HUS MANOS,querendo sempre ser sua mana,meu irmão!
Meio de brincadeira,mas com muita seriedade,aí vai...


Clevane pessoa de araújo Lopes

Rede Catitu em Minas Gerais, a resgatar tradições.







Sobre as fotos (flashs de Marco Llobus, exceto ,é óbvio,a própria fotografia)

A viola ,presenteada por Artur Bernardes ao Senhor Guiga, é carinhosamente preservada pela família.


Os Griôs e os Cavucos, da Serra do Cipó, projeto levado por Fernando Fabrini e a Rede Catitu, resgatando todo o acervo da cultura mística e folclórisa dos quilombos.


Na aprazível ,secular e bela Lagoa do Nado, estou aqui, no espaço de entrevistas que a rede Catitu intitulou "Clevane Pessoa entre pessoas", entre o Sr.Xisto Guiga ,fotógrafo, violeiro, cantador,e seu filho, o conhecido Celinho Guiga, com formação em música pela UFMG.Os dois e outros memebros da família, mantém toda a tradiçaõ dos bailes da roça, levados pelo patriarca Sr.Guiga, educador, daqueles que ia de fazenda em fazenda, de casa em casa, ensinando aos jovens e às crianças da casa.Nos intervalos, compunha, organizava os bailes, cantava.

Maravilha, essa tradição e o projeto,apoiado pela lei de Incentivo á cultura.





Marco Lobbus, Presidente da Rede Catitu e um dos Cônsules, em Belo Horizonte, de poetas del Mundo.Fotógrafo de aguçada sensibilidade para o cotidiano e o empoderamento das pessoas do interior, das periferias, artistas natos, Llobus é também Poeta,músico, artista plástico e de teatro, enfim, dono de múltiplos dons.Para mim , sei maior dom é ser "O" amigo de seus amigos.
Pela Intenet, Llobus mantém vários jornais virtuais e posters- poemas (faz os meus ,inclusive):Des/Classificados;Poetus;Hus manos;



Com ele, farei o livro-álbum "Poietisas", cujo Projeto foi selecionado pela Prefeitura Municipal.O Memorial da Famíla Guiga, que resgata a historia de uma tradição familiar, obteve o apoio do MINC e se lançou no trabalho de busca.
Há dias, Celinho (Célio Guiga, neto do patriarca) e Marco Llobus foram para o interior de Minas, pela Equipe Catitu, parceira do Projeto Família Guiga, foi buscar raízes e registrar fotograficamente , captar e filmar imagens condizentes com as letras de música.No You Tube, você e encontra , por exemplo, um movie encantador.Foram filmados um moinho, carros de boi.

Pela rede catitu, na Lagoa do nado, estive conversando com os Guiga (Sr Xisto, fotógrafo e violonista e seu filho Celinho, que tem formação musical pela UFMG) e foi uma beleza, ouví-los a interpretar as músicas do professor que levou o baile ao interior mineiro,uma forma de acontecer social e cultural,marcante e singular.


O patriarca foi agraciado e reconhecido pelo Governo Brasileiro, mas, após seu falecimento,apenas a família manteve a memória, embora antigos moradores e amigossempre tenham o que contar, á moda simples da gente interioriana, mas contribuindo, de forma rica e precisa,para que oacervo fosse ampliado.
O Sr>Xisto lembra-se , pequeno, ouvindo seu pai compor e quando íamos à Lagoa do Nado para gravar as entrevistas e sermos fotografados naturalmente, cantou,enquanto dirigia sua KOMBI, várias dessas músicas singelas e pungentes.

Por excelência, os memoriais muito me atraem , pois a história de vida de alguém não deve ser esquecida, em especial, quando foi importante em seu meio, um exemplo a ser rememorado, seguido.

Existe o velho adágio de que o Brasil é um país sem memória.Não é bem assim.Corações e mentes narram fatos, músicos fazem , nas letras, a poesia da histórias pessoais e de outros...Quando a equipe da Rede Catitu entrevistou homens e mulheres idosos, verificaram que ,nos compartimentos do velho computador mental, tudo fica arquivado.Psicóloga, sei que os compartimentos mentais não são estanques e que basta abrir um, que, por associação livre de idéias, vão se desencadeando as vivências, as explicações, as saidades.A memória imediata , no idosos, é mais frágil, para a memória retrógrada é uma bênção - e , por isso, entre indígenas, os anciãos são respeitosamente ouvidos, assim como é preciso ouvir as parteiras, as lavadeiras (no Jequitinhonha, a cantoria dessas, ganhou espaço, discografia, através do trabalho do cantor e psicólogo Carlos Faria ), os barqueiros, os barranqueiros.Os velhinhos do lugar registram as acontecências, em especial depois que sossegam a empolgação juvenil, viram bancos de dados humanos e ainda enriquecem suas histórias com a filosofia de vida, os ditados, as músicas...No Nordeste, por exemplo, é comum que os reprentistas sejam verdadeiros repórteres de sua época.Chega-se a uma praça, a uma praia e lá estão eles, com seus instrumentos e voz forte, narrando fatos políticos, crimes, eventos, de forma metrificada ,rimada e melódica.Em Minas, por exemplo, na Serra do Cipó, os griôs,mestres das sabenças e das curas, são respeitosamente considerados em suas comunidades.Os dramaturgos de taquaraçu, cujo histórico de atividades teatrais, conta que o Teatro começou em um curral, tudoisso e muito mais, vem sendo estudado e vivido, por exemplo , por Fernando Fabrini, ator, autor, que há mais de dezessete anos, faz um belo trabalho artístico e comunitário com esse protagonismo e esses dons.Também o entrevistei longamente - para mim , uma conversa antológica-em "Clevane Pessoa e outras pessoas",um espaço que ocupo a convite da Rede Catitu.

Quero continuar a ouvir a família Guiga, deverei ir à Serra do Cipó e a Taquaraçu, para sentir de perto a beleza desses projetos.

Llobus, fotógrafo que vê a alma e consegue registrá-la, já bateu centenas e centenas de fotos.

Um trabalho de fõlego, para Minas Gerais se orgulhar...E os brasileiros também.Exemplo a ser seguido.


Publicado originalmente por clevane pessoa de araújo lopes em 26/06/2007 às 12h36

http://www.clevanepessoa.net/blog.php

Vânia Diniz:Primavera em Verso e Prosa




23/09/2007 21h29


Vânia Moreira Diniz:"Elegia à Primavera" (em prosa e versos)

Pelo sorriso latgo e primaveril,pode-se entrever a floração de sua alma linda.Vânia Diniz, autora de textos e livros tanto em versos quanto em prosa, oferece, á entrada da primavera, dois exemplos de sua prolífera lavra(Clevane):



Elegia à primavera,
em prosa e verso


Por Vânia Moreira Diniz, poetisa e prosadora.

http://www.vaniadiniz.pro.br

Eis que chega a primavera (prosa)
Vânia Moreira Diniz



"Eis que está chegando a primavera bela e colorida, a estação mais festejada do ano com sua luminosidade, alegria, doçura e trazendo-nos o canto dos pássaros, convidando-nos a festejar. Esperança na natureza colorida, na dança das folhas verdes, nas flores multicores, nas árvores robustas, na beleza que nos foi legada, fonte de vida e amor. Mistérios na energia do universo e que nos é transmitida.

Cada estação tem seus segredos escondidos magicamente no desenvolver de seu ritmo de duração, todos eles legam a esperança do seu reinado nas alegrias características e intrínsecas seja o verão, inverno, outono ou primavera.



A estação das flores carrega perene alegria e tudo se faz mais intenso, sentimos sensações renovadas e fascinantes, os pássaros voam a intervalos de distância como se quisessem avaliar seu tempo e potencialidades, o céu é mais azul, as estrelas brilham com tanto fulgor que nos encantam e o sol dourado nasce precioso e acolhedor.

Quando o dia amanhece a despeito de qualquer tristeza que possamos guardar a graça e o enlevo que experimentamos é tão suave e maravilhoso, que nos convida à concentração, reflexões e ao olhar admirativo e respeitoso frente ao que se nos apresenta de magnífico o nosso planeta.




E a melancolia de saber que temos irmãos aqui ou em lugares perto ou distantes sofrendo a miséria, o desconforto ou brutalidades imensas nos faz pedir à mãe-natureza que propicie uma vida melhor com o mínimo de dignidade porque todos merecem usufruir o encanto da alegria e da felicidade.

Apelamos para a primavera em cores tão esfuziantes, para que unam os homens e todas as criaturas, hóspedes temporários deste mundo, necessitando usufruir a beleza e o mistério que trazem sensações sedutoras, enriquecendo a alma que faz uma passagem pela terra e depois se renderá à felicidade plena levando memórias de imagens e amor.




Contemplo e ouço com ternura todos os elementos criados, flores em profusão de tons, árvores gigantescas carregando os mais variados frutos, a terra que guardará raízes contendo húmus fertilizador, o gorjeio dos pássaros e o silencioso caminho dos rios e lagos, o eco do mar majestoso em ondas avassaladoras, tão brancas e espumentas, o bramir do vento em sua onipotência, a voz harmoniosa do ser humano e mais me convenço do poder da esperança nesse dias em que se inicia a primavera.

E com o perfume das rosas, despertam sonhos que pareciam adormecidos, mas estavam simplesmente descansando de sua ânsia de realização e entoam canções de fé, certos de que não podemos viver sem eles. A primavera os ressuscitou e então caminhamos na certeza de um futuro abraçando-os como única maneira de acreditar em nós mesmos.

Seja bem-vinda primavera gentil, que vem para reinar nesses meses de ventura, com seu ar tépido e enfeitiçador, e cujo horizonte longínquo se reveste de todas as cores transformando o limite do real e do irreal. Venha, nós lhe esperamos seduzidos de carinho e esperançosos do regozijo que deveria ser a sensação mais duradoura da humanidade.

Eis que chega a primavera."

Primavera em orgia (verso)
Vânia Moreira Diniz

Sinto em meu peito a natureza a se expandir,
Farta, bela, suave no horizonte colorido,
E me detenho em cada espaço de vida e de canção,
Que em orgia festejam delirantes a primavera.

As cores que se multiplicam em arco-íris,
Expressando em nuances a paixão do universo,
Explodindo em orgasmo de beleza a estação,
Que o planeta comemora esplendoroso.

O sol a chamejar em luz diáfana e amarelada,
Iluminando as flores aveludadas do caminho,
O céu azul como um manto diáfano e belo,
E a primavera a eclodir em gritos naturais.

Os corações dos habitantes do planeta em vibração,
fascinados transidos de amor em evolução aconchegante,
A alegria que conduz à namoros e romantismos,
E a paixão a circular intensa liderada pela primavera.

Primavera, rosa, azul, dourado, sol. Luz e estrelas,
Todo um conglomerado das riquezas do universo,
Circulando como um tesouro de brilhos e fulgor,
E a magia transcendendo qualquer eventual tristeza.

S.Francisco:Trovas, bio, canto-Recados de Macedo, Graça


Trovas sobre S.Francisco, recado de Ademar Macedo,de Graça Campos,letra de hinário.




Fazer o mal, não me arrisco,
porque Deus logo percebe,
penso igual a São Francisco:
é dando que se recebe!
(Ademar Macedo/RN)


Bendigo a pessoa honrada
que guarda, na alma, a raiz
da humildade ilimitada
de São Francisco de Assis.
(José Maria Machado Araújo/RJ)


Se São Francisco de Assis,
fosse o herói da mocidade,
dos corações juvenis
transbordaria humildade!
(Luiz Antonio Cardoso/SP)


Em meus versos, de alma nua,
a ti, eu canto louvores,
São Francisco, Irmão da Lua,
do Sol e dos Trovadores!
(Marisa Vieira Olivaes/RS)


Meu São Francisco de Assis,
irmão do sol e da lua,
leve a um destino feliz
essas crianças de rua.
(Neoly de Oliveira Vargas/RS)


Francisco de Assis, teu nome
tem pouca rima, é verdade...
Mas rima bem com a fome
que eu sinto em mim, de bondade.
(Thalma Tavares/SP)



"Cântico das Criaturas"

de São Francisco de Assis


Louvado seja Deus na natureza,
Mãe gloriosa e bela da Beleza,
E com todas as suas criaturas;
Pelo irmão Sol, o mais bondoso
E glorioso irmão pelas alturas,
O verdadeiro, o belo, que ilumina
Criando a pura glória - a luz do dia!

Louvado seja pelas irmãs Estrelas,
Pela irmã Lua que derrama o luar,
Belas, claras irmãs silenciosas
E luminosas, suspensas no ar.

Louvado seja pela irmã Nuvem que há de
Dar-nos a fina chuva que consola;
Pelo Céu azul e pela Tempestade;
Pelo irmão Vento, que rebrama e rola.

Louvado seja pela preciosa,
Bondosa água, irmã útil e bela,
Que brota humilde. É casta e se oferece
A todo o que apetece o gosto dela.

Louvado seja pela maravilha
Que rebrilha no Lume, o irmão ardente,
Tão forte, que amanhece a noite escura,
E tão amável, que alumia a gente.

Louvado seja pelos seus amores,
Pela irmão madre Terra e seus primores,
Que nos ampara e oferta seus produtos,
Árvores, frutos, ervas, pão e flores.

Louvado seja pelos que passaram
Os tormentos do mundo dolorosos,
E, contentes, sorrindo, perdoaram;
Pela alegria dos que trabalham,
Pela morte serena dos bondosos.

Louvado seja Deus na mãe querida,
A natureza que fez bela e forte:
Louvado seja pela irmã Vida
Louvado seja pela irmã Morte.

Amém.





Já bastante doente, compôs São Francisco o
"Cântico das Criaturas". Até ao fim de sua vida, queria ver o mundo inteiro num estado de exaltação e louvor a Deus.
No outono de 1225, enfraquecido pelos estigmas e enfermidades,
ele se retirou para São Damião.
Quase cego, sozinho numa cabana de palha, em estado febril, deixou para a humanidade este canto de amor ao Pai de toda a criação.

A penúltima estrofe, que exalta o perdão e a paz, foi composta em julho de 1226, no palácio episcopal de Assis, para pôr fim a uma desavença entre o bispo e o prefeito da cidade. Estes poucos versos bastaram para impedir a guerra civil. A última estrofe, que acolhe a morte, foi composta no começo de outubro de 1226, pouco antes de São Francisco morrer - aos 44 anos de idade.


SÃO FRANCISCO DE ASSIS,
rogai por todos nós!



Porto Alegre, 03 de outubro de 2007.

2007 - TROVABELA - Ano 2

______________________________________________

Querida Clevane,

Que nosso Grande Irmão, FRANCISCO DE ASSIS, Interceda por nós sempre, junto a Jesus.

Eu, que o recebi de presente, no banner, ontem mesmo coloquei -o sobre minha cama e

li o poema e já escolhi uma moldura especial.

Obrigada muito!(eu)
Graça Campos



Canto essa musiquinha quase todos os dias:

Irmão Sol e Irmã Lua

Ó Irmão Sol e Irmã Lua,
Abra meus olhos,
Quero ver a Luz!
Ó Irmão Vento e Irmã Chuva,
Cantem pra mim,
Canções que tragam paz!
Eu amo o mundo,
Gosto de viver,
Vivo nos campos entre meus irmãos...
Sempre cantando,
Com muita alegria
Passo os meis dias
Pregando o amor!...

( DEsculpe, mas não sei a autoria. Aprendi com o grupo espírita do Centro Espírita
Casimiro Cunha ).

Beijos...
(Graça)

S.Francisco de Assis


No dia de S.Francisco de Assis, 04/10/2007

Almas
Humberto Rodrigues Neto


Ah... quão estranha faz-se a alma humana
nos multifários prismas que apresenta:
se em fúria muitas vezes se arrebenta,
em outras, quanto bem de si promana !

Por mais que se a interrogue e mais se a estude,
traz de ancestres passados cada indício:
no mesmo afã com que disfarça um vício,
realçar procura, sempre, uma virtude.

Quantas delas no amor andam imersas!
Quantas outras ruminam maus instintos!
Provêm do mesmo Deus, mas quão distintos
são os fluidos que as concebem tão diversas!

Pois foi assim que o mesmo eflúvio prisco
- no ver do autor destas modestas odes –
plasmou de ira o coração de Herodes,
e o plasmou de bondade em São Francisco!

_______________________Imagem:túmulo de S.Francisco de Assis._




A Francisco


Maria J Fortuna

Vem, Irmão Francisco

Aninha-te em meu coração

Pois és a cotovia

Que louva o senhor com seu canto



E com ele quero estar em comunhão

Do alvorecer ao crepúsculo

Quero seguir teus pés chagados

Em direção ao Senhor da Beleza



Concede-me, irmão de Jesus

Um pouco do teu vinho

Com sabor de sol e lua

Destilado no teu coração

Para que eu embriagada

Do teu louco Amor

Esteja consumada em fogo ardente

Para sempre



Assim, Irmãozinho

Sorvo o mel da Graça

O pão da Santa Pobreza

A dança do despojamento total

BH 05.11.1983



Francisco e Clara

Francesco , Chiara

Nos olhos de Francesco,
a clara luz de Chiara,
mescla-se à luz mais rara,
do sol interior, da lua dourada
que são a fé e o inconficional amor...
Além do desejo carnal , a caridade.
Além da necessidade pessoal,
o amplo espectro da humanidade
fazem arco de arco-íris
no céu da alma compassiva
dos dois bem-amados...

A natureza murmura
quando os pés empoeirados
em sandálias rudes
passam pelos caminhos.
Trinam maviosos ,os passarinhos.
As águas cantantes
revelam segredos do Universo.

E Francesco e Chiara
transcendem
o relativo amor terreno,
embalados pelo absoluto
e dançam loucos de amor pleno.

Clevane Pessoa de Araújo Lopes.
(04/10/2007)
Belo Horizonte, Brasil