sábado, 20 de outubro de 2007

Nobre Mensageiro






O poeta Alain de Paula está na tarefa de concluir seu livro primevo, "As Margens da Iluminação", mas já escreve novos versos, para o próximo.

Mineiro de Belo Horizonte, mora em Bóston e já nos Estados Unidos há duas décadas.Pai de Svetly e Leela, marido de Anna, está na área de Educação.Recentemente apresentou-se lá em Novos Talentos.

Sua Poesia transita entre o lírico e o profundo, o profano e o divino:um ser de alma poética, em busca da iluminação.



NOBRE MENSAGEIRO

o nefasto cria espaços
e vem ao som da chuva
no ápice dessa fraqueza
tentar me condenar

concorda com a discórdia
e permite que esse mundo
em um raio de segundo
transforme-se no pior lugar

mas tudo é passageiro
e o nobre mensageiro
consciente e destemido
chega para me salvar

ele traz a alegre notícia
da possibilidade bendita
da exorcisão das trevas
e de um novo caminhar

ele diz que posso tudo
e que a luz que tanto quero
reside no próprio escuro
que previne meu iluminar

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Na ASVPE



26/08/2006 10h38

Omagem:trabalho de Fernando Barbosa(*), autor e ator,fotógrafo, sobre foto de Alex.Aí, participo do mega show "Poesia Abraça a Música",organizado pela jornalista e produtora cultural Dayanne Timóteom no Teatro Chico Nunes, em Belo Horizonte, MG

(*) De seu site Espaço Cultural Casa do Fernando:

http://eccasadofernando.arteblog.com.br/

Poetas suicidas XX
Clevane Pessoa,
para Eduardo, sempre.


Rasgo-me
o ventre da alma,
para um harakiri
de oferenda.
Não por honra perdida,
mas por desejo interrompido,
impecilho à livre expansão
da completude a dois.

Quimono de seda,
camadas superpostas de dor
e de saudade.
Bordados sutis
quão foi o amor profundo
de raízes imensuratas.

A adaga ritual.
A entrega plena,absoluta.

Antes, simbioses desideratas,
limites de limitaçõs sem limites.

Promessa de reencontro
em outra dimensão...

e vôo, então.

Publicado por
clevane pessoa de araújo
em 26/08/2006 às 10h38


O VISITADOR
Clevane Pessoa - Belo Horizonte - MG


Todas as noites
Passa um fita de luz
Pela fresta,
Atravessa a cortina
E me seduz
Fazendo uma festa
Para a menina
Que dormita
Dentro da mulher
Que acorda...
Com energias fluorescentes,
Florescentes,
Pega o açoite
Que o dia usou
Para castigar
Minha poesia
_ A companheira
etérea
da fantasia _
E o transforma
Em um fio de luar...


Apaixonada,
Embora,
Meu desejo constranjo
Em pleno deslumbramento
Quando re/descubro
Que esse espectro
É um anjo

Poesia destaque em concurso da
ALPAS XXI,de Cruz Alta,RS,depois
editada na coletânea
"Desafios"/2002,por Rozélia Rasia


MÃE DE MEL
CLEVANE PESSOA DE ARAÚJO LOPES


MÃE DE MEL, SEIOS DE NÉCTAR,
OLHOS DE SAL-O QUE SIMBOLIZA A VIDA,
A EMOÇÃO DE CONTEMPLAR
UM PEQUENO SER A NINAR,
A PEQUENA GRANDE PESSOA
QUE SEU ÚTERO TÃO BEM SOUBE ABRIGAR...
E A BOQUINHA QUE SE ENTREABRE,
BOTÃOZINHO A SUGAR!
E O SUSPIRO SATISFEITO,
IRROMPENDO A ENCANTAR!
E O CHEIRO DE LAVANDA,
E A RENDA NOS PUNHOS
DOS PEQUENOS PULSOS DE SEDA!
E O LENTO E TORNEADO ESPREGUIÇAR,
COM OS BRACINHOS MACIOS
A ESTICAREM QUAIS BROTOS
DE JOVENS REBENTOS,
A AVANÇAR
PELOS ESPAÇOS !
E O PESADO LEVE PESO, NOS TEUS BRAÇOS:!
MÃE DE MEL,FARTURA, TERNURA,
TU CARREGAS ALGUÉM
QUE ORA SENDO UM ENTE ASSIM PEQUENO,
ALGUÉM ADULTO UM DIA SERÁ
E DE TEUS CARINHOS
TERÁ SIDO FEITO
E INCONSCIENTEMENTE SABERÁ
DO FAVOS DE TEUS CUIDADOS



CONTATO SACRO
Clevane pessoa de Araújo Lopes

Mesmo quando as tempestades são duras
Minha alma quer manter-se pura e intocada
Erguendo-se, qual condor, nas alturas
De energia, gastando quase nada...

De costas para o vento, vai flutuando
Conduzida pelas bolsas de ar quente
Não há desgastes nem cansaço: voando
Faz-se parte do Cosmos, resiliente...

Alvo de flechadas, tiros, pedradas
Protege-se subindo mais e mais
Além das nuvens, no azul absoluto

E acha, asas abertas, não rasgadas,
Em átomos infinitesimais,
Deus, que mesmo sendo tudo, é impoluto...


Este soneto,em Concurso do saudoso
site "www.notivaga.com"da Magriça,patrocinado
por Mirkos Von Breysky,foi menção honrosa,
fazendo parte da coletânea(de papel)
"Antologia dos Poetas Notívagos"


Sou patrono da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores(AVSPE), que me doaram ali um belo espaço.
Visite e conheça os demais patronos, acadêmicos e presidentes.

Entrevista com Bernardo Erwin




Bernardo Erwin, um artista completo.

Entrevista o autor,violonista e cantor Bernardo Erwin.

1)Qual sua formação?

Comunicólogo (trabalhando atualmente nas áreas de comunicação, design e programação web)

2)Como a Estrada Real entrou em sua vida?

Essa coisa de gostar desses cantinhos escondidos de Minas foi ganhando muita força na minha vida nos últimos anos, o "fugere urbens" me transformou num arcadista radical e apaixonado pelo interior, pelo sertão, pelo distante. Foi que conheci o Instituto Estrada Real através do pesquisador Márcio Santos e descobri que seria uma forma de trabalhar com essa natureza (refiro-me também à natureza humana) que me encanta. Já são quase quatro anos vivendo o dia-a-dia deste projeto.

3)Por que "Serra do Espinhaço"? Fale de suas vivências com esse trecho tão belo das Minas Gerias e com a natureza...

Observei que minhas composições sempre se inspiravam em algo em comum...mais tarde fui saber que se tratava de uma tal Serra do Espinhaço. Tenho a sensação de que é ledo engano o fato de nos meus "idos burocráticos" estar registrado que sou natural de BH. Gosto desta cidade, mas somente na cordilheira me sinto mais parte do lugar...Isso tomou conta até da minha forma de ver as coisas, por isso digo que são músicas do espinhaço, mesmo que eu vá pra outra natureza levo comigo o olhar do espinhaço, a forma de viver e interpretar...O Espinhaço está para mim em muitos lugares e não somente onde a geografia o definiu. O Espinhaço está tb na alma das pessoas, percebo-o em ambientes, instâncias e universos variados.

4)Desde quando vc escreve poesia?

Não me considero um poeta. Na verdade sou um poeta com os olhos, interpreto as paisagens com lirismo, música e letras vem depois como se existissem para perenizar o sentimento de ver as paisagens.

5))Ser poeta para você é um trabalho ou uma maneira de ser?pretende editar algum livro?

Tratando de forma lúdica: Ser poeta é não ter alternativa, ou ter todas as alternativas e escolher a melhor.
Mas eu realmente não me considero um poeta. Precisamos valorizar mais esta profissão, e pra começar devemos tratar como poetas somente aqueles que realmente o são (como você por exemplo).

6))E desde quando a música o interessa?E compor, é um prazer ou ocupação?O que tenho criado atualmente?

Música esta na minha vida desde cedo. Minha mãe é pianista e acabei me enveredando por estes caminhos através deste instrumento. Mais tarde entrou o violão, as flautas, outros instrumentos e a vontade de viver isso mais a fundo. Compor é um estado de espírito (espero que isso não soe muito clichê). E as criações surgem sem muita explicação...

7)) Fale de você:o que gosta de fazer, de ter, de crer...

Aí vc me entorta....

8)Comente o site www.serradoespinhaco.com.br, tão belo.Quem é o webmaster?Vc participou de sua concepção?Qual a sua intenção ao dá-lo à luz?

O site foi desenvolvido por mim mesmo, com a contribuição generosa de grandes amigos. São três objetivos: dar vazão ao meu trabalho autoral, comercializar o CD-rom "O Caminho Diamante" e, principalmente, conseguir patrocinadores para novos projetos.

9))Mostre-nos algumas de suas poesias.

fico com a letra da música "Extrema Ponta", parceria minha com o Rafa Furst

Extrema Ponta
Estranhas entranhas de mim

Extrema, imensa
Intensa dilema em mim

Se encontrar ou se encontrar?

Do outro lado está
um outro como eu
a desembocar o seu pensar no mar,
o seu tocar no chão,
o seu tocar na terra:
percussão
o seu tocar na terra:
coração

******

O parceiro de Bernardo,Rafa Furst,é músico que abre-se em leque de vertentes relacionadas:compõe, canta, faz percussão, toca violão.

Esses rapazes talentosos somente precisam ser ainda mais descobertos...

E,claro, não posso resistir a lhes dar por presente ,um pouco de minha Poesia;

1º Mo(vi)mento:

Bernardo

No espaço de ser,
vértices e vertentes.
Cantante,mordente.
Cantata intimorata
preenche espaço
antes de amplitude infinita:
música em expansão adentra
sem necessidade de licença.
Mítica, mística,
a crença fundamenta-se
na nagnífica face
da serra.
Espinhaço:
espinha delineia
tamanho e forma.
Respirar fundo
a umidade do mundo
ignoto e especial.
A mão nas cordas,
cantas o que recordas
e tudo que afasta o mal.

Mo(vi)mento 2

Rafael

Repinicas sons
achas os tons,
te espraies ,
fibrilas o coração
e imitas seu pulsar
com as batidas de teus dedos,
revelas segredos,
pois alma,
ali no Espinhaço se acalma
e é doce e é aço.
De ti mesmo, sais;
vais de encontro
à natureza viva.
Insetos e aves fremem
ao teu compasso.

Mo(vi)mento 3

Bernardo e rafael

E a voz que cresce
e o sol que nasce
e a noite que desaparece.
Luz e calor,
frio e umidade,
ar puro que até dói,
"fugere urbens',
abris os braços
e abraçais as montanhas.
Esse a quem acompanhas,
que te acompanha,
no duo onde a manha
afasta qualquer sanha
e santifica manhã...

Mo(vi)mento 4

O sol

O sol escorrega
nos escorregadores da serra;
menino tornado,
o sol derrama luz,
entorna toda a amora
que alimentará a aurora...
E os companheiros
de viagem rumo à beleza original
abraçam um mar de poente,
abraçam a luz solar...
Percebem aceiros
dentro do olhar.

Movimento 5 / Aparentemente Estático:

Serra do Espinhaço

Mamas projetadas
seduzem a vista.
Desafias o banal,
pois de ti,por um lado, perene.
A vida brota de mil maneiras
e cada des/emaranhada rota
mesmo se prevista,
é sempre diferente.
Serra do espinhaço:
pinha
no espaço,
serrilhada
entre a bruma,
paleta de verdes,
precisas saber
o quanto és amada,
ordenhada
pela poesia
de dois cantantes
viajantes
da fantasia,
moços de silêncios intermitentes
e cantares - orações...
E os amamentas.

Momento 5

Não há mais nada
que eu queria dizer não,
en/cantada
com os cantos,
os sons
da percussão,
a voz,a composição,
o contexto
do absoluto
numa bolha de sabão...

Clevane Pessoa de Araújo Lopes
Poeta Honoris Causa,pelo Clube Brasileiro de Língua portuguesa,para oito países Lusófonos.

Cônsul Z-C em Belo Horizonte,Mg,Brasil por "Poetas del Mundo".

23 de maio de 2007

***
Visite o site e ouça música prá lá de boa...

Clevane

Serviço:

espinhaco@gmail.com

www.serradoespinhaco.com.br
e
www.musicasdoespinhaco.com.br

Publicado oroginalmente por clevane pessoa de araújo lopes em 23/05/2007 às 00h05 em

http://www.clevanepessoa.net/blog.php

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Fernando Fabrini e Taquaraçu







Fernando Fabrini (a meu lado nessas fotos, na Lagoa do Nado,em belo Horionte, Mg, onde funciona, entre muitas outras atividades, o Centro Cultural - em junho/2007, tiradas por vários fotógrafos da Rede Catitu:Llobus, Xisto Guiga e outros)estudou Shakespeare em Londres.De retiorno ao Brasil, soube dfe uma comunidade fantástica, em taquaraçu, inde a espressão teatral tivera início ...num curral.

Conversamos antes de gravarmos a entrevista e essa maleta fabulosa, guarda tesouros :em cadernos simples e antigos, os autores locais escrevem suas peças.Fabrini, apaixonado, já está agora há dezessete anos com a comunidade, a fazer teatro e levando adiante um projeto incrível de resgate das raízes, com a parceria da Rede Catutu e o entusiasmo do fotógrafo ,poeta e cantador Marco Llobus.

O nome deste blog foi inspirado no nome que deram a essas gravações de entrevistas:"Clevane entre Pessoas".

Na mesma data, entrevistei também os Guiga (cujo patriarca levou os bailes ao interior)e, aos poucos, registrarei aqui "o rumo dessas prosas..."conforme se diz no interior mineiro.Ainda há o projeto dos cavucos e dos griôs da Serra do Cupó.Beleza destilada em raízes e continuidade...Uma festa para alma, conhecer tamanha tradição e seu resgate.

Lena Luci, a personagem de Maria Fortuna






Maria (de Jesus Fortuna) criou essa personagem ás voltas com o climatério e muita dificuldade para acxceitas a nova faixa etária...


Maranhense, prima do famoso cartunista Fortuna, é radicada em Minas (Belo Horizonte) e, no momento, passa metade do tempo no Rio de Janeiro.
No mês passado, várias dessas charges foram publicadas no jornal Virtual "João do Rio"-e Mariinha, conforme é chamada pelos amigos, já prepara outra,em idade mais avançadinha...

Contatos:mjfortuna@terra.com.br

Clevane

TURADINHAS ***O PC




SERVIÇO:


:: TURADINHAS :: Livros, Convites, Tirinhas e Ilustrações
:: Bruno Grossi & Diane Mazzoni :: www.turadinhas.com
(31) 8884.0913 - 8814.4942 - 3486.1995


(Publicado sob autorização dos autores)

domingo, 7 de outubro de 2007

Cordel para Marco Llobus (Clevane Pessoa)



Cordel

Foto:Marco Llobus em performance no evento "Poesia na Praça Sete",organizado por Rogério Salgado e Virgilene Araújo, na capital mineira (Br).

Fonte(visite o blog, onde vários poetas mineiros estão):http://www.poesianapracasete.com/fotos/album2/74.jpg

A magnífica foto sobre a poesia, foi capa da revista Estalo número 4.Acompanhei Llobus a idealizá-la", contando em reuniões,como queria que fosse .E ficou fantástica.



Atenção,meus amigos!

O fotógrafo Marco Llobus ,na série "HUS MANO",retrata artistas obscuros para as pessoas de outras Minas Gerais,de outros brasis....Lembra-me a canção "é gente humilde,que vontade de chorar" ,quando fotografa os violeiros,os músicos,a gente boa e simples de cada lugar onde,buscador,busca-a-dor e torna artístico o facies sulcado de quem laborou na Terra,quem suou no trabalho braçal,de quem canta e dança apesar de,de quem pratica esculturas,pinturas,coisas de cultura do interior,umas herdadas de geração para geração...
A roda de congo, a congada mineira,herança dos escravos,subsiste apesar de,na vontade e na sensibilidades dos descendentes,dos apreciadores enganjados aos grupos.Basta um chão,sons de percussão,batidas ritmadas...Quando entrevistei Mestre Conga,em Belo Horizonte,numa experiência memorável,ele contou que amarrava latinhas de massa de tomate nas pernas,menino,para acompanhar a roda.Ele e o irmão,por isso,ganharam apelidos-e ainda hoje ele é conhecido como tal.Contou-me da fascinante experiência de participar de uma roda de congada,de ser visto,aplaudido,seguido...
Na UFMG,Mestre Conga ainda ensina na Faculdade do Samba, seu outro amor...
Quantas faculdades terão de ser abertas para que a Memória do povo brasileiro,ou dos povosbrasileiros,tão grande é nossa diversidade?Com a evasão das pessoas mais jovens,principalmente,de seus locus de origem,corremos o risco de perder ,para sempre,a riqueza cultural de nossa gente.
Felizmente ,existem pessoa como meu amigo o sensível poeta,músico e artista plástico Marco LLobus,que,literamente,corre atrás do registro fotográfico desses rostos cansados e devastados,mas que renascem de si todos osdias,para a dança,para a música,para a poesia...Cantantes,brincantes,mestres,trocadores,compositores...
E para saudar esse artista jovem ainda,que se preocupa assim com o outro,somente em forma de cordel,à minha maneira de dizer...

Cordel para Llobus

Clevane


Licença,meus bons senhores,
que boas novas vim trazer,
atenção,meus cantadores,
pois vocês vão conhecer
quem vai revelar suas dores,
suas historias vai dizer...

Sendo lobo que uiva prá lua,
é carcará de voz forte,
aponta a poeira que estua
nas bandas secas do norte,
fala dos frios nas ruas
nas Minas frias de corte...

Marco Llobus na verdade,
traz prá mim tal comoção
que ao ver os moços de idade
dançando em batido chão,
em suas fotos,verdade,
dispara meu coração...

Ele mostra a cantoria,
e a animação dessa gente,
as rugas,cada alegria,
as esperanças que se sente
a chuva onde o fogo ardia...

Com humildade esse rapaz,
diz ser um mero aprendiz
da História que o povo faz,
os medos que não se diz,
pois a coragem desfaz...

Se a fome grassa,que importa,
quando há fartura de dança,
e o sorriso bate à porta
-com caninha ninguém cansa,
peixe no rio,verde na horta...

Mas se os donos do poder,
soubessem o poder pleno
da arte de poder ser
um homem pobre e sereno,
iam querer conhecer...

E o artista,vê os artistas,
vê o sagrado e o profano,
planeja e faz mil listas,
e assim fotografa HUS MANO,
e manda pros analistas...

Dá licença ,minha gente,
que esse lobo vai chegar,
um homem de sangue quente,
debaixo do chapéu a suar:
de longe,vem insistente...

Em vez de tirar retrato
de ricaços e patricinhas,
ele quer,mesmo,de fato,
é flagrar as avezinhas
que trinam aqui no mato
e brilham até sozinhas...

Batam palmas,meus brincantes,
os calcanhares,no chão,
cantem com vozes possantes,
que a história não some não,
na Conga,cês são vibrantes,
não negam a persussão...

O Llobus vamos saudar,
a esse passarim de orelhas,
seus feitos vamos cantar,
que,simples quais as ovelhas,
é capaz de nem ´pensar
quando as fotos dão nas telhas...

-Se achegue,venha até nós,
ô seu menino Marquinhos,
sacuda todos os pós ,
descalce seus chinelinhos,
desate nossos cipós,
sente com seus amiguinhos...

-Óia Marco,vou lhe contar,
a histórias das minhas dores,
meu pigarro vai roncar,
mais cê num é que nem dotores,
nos calos,não vai pisar,
vai é cantar com cantores...

-Entre na roda dos versos,
que ocê também toca viola,
esquece os homes perversos
-sei que trouxe na sacola
uns apetrechos diversos
que não lhe deram na escola...

-Com pinga,molhe a garganta,
que o povo todo quer ver,
quer ouvir a voz que planta
a verdade em cada ser
com cada foto que canta...

Se um oferece um banquinho,
puxam-lhe a manga os meninos,
a patroa faz cafezinho,
até mesmo os mais sovinos
sorriem como carinho...

E ele fica,bem contente,
vai ficando,vai ficando...
Tenho de parar,ô gente,
de comentar,vou parando,
senão,só paro,na frente...

Aplaudo aqui,esse amigo,
que a roupa do pobre veste,
que é testemunha de umbigo,
que vai parar num agreste,
fotografar o que digo,
por mais que o sol a tez creste...

Marco:pode ser que depois melhore o cordelzinho,mas fiz direto na telinha e para dar vazão à alegria de ver mais um HUS MANOS,querendo sempre ser sua mana,meu irmão!
Meio de brincadeira,mas com muita seriedade,aí vai...


Clevane pessoa de araújo Lopes