quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Masé, Lucky,borboleta, flor e eu...




Masé Soares nasce em Minas, mas transfere-se para Goiânia.Com ela, um pé de manacá que o pai amava.Dá-lhe, por espaço, a fazenda de sua amiga Iara.De vez em quando o vê, abraça e fotografa e me envia.Chega-se a sentir o perfume das flores alvas e lilazes.

Recebo dela muitos "presentinhos":faz PPS dos meus versos dos quais mais gosta, ou a "meu pedido.tanto ela quanto eu enviamos essas belezas para os chegados.E faz o mesmo com outras pessoas queridas.

Masé é uma mulher com alma de menina, às vezes, uma grande menina, com espírito de adolescente.E mescla essas fases.Divertida,risonha, adora animais, crianças , idoso.De que sá que ela não gfosta mesmo?
Talvez de prepotência ou injustiça e, por certo, de solidão.

Tudo mais, encara,e é muito querida na Internet.Não a conheço pessoalmente, mas chamo-a de maninha.E o é.

Ontem , recebo dela essa montagem.Está com roupa bordada e bordar é uma de suas prendas.Diz que não é poeta, mas aprecia poemas alheios.E de tanto hospedar em seu blog (Meu Jardim Secreto)noutro dia, enviou-nos um poema assinado por ela.Por osmose, a poesia agora faz parte de seu cotidiano.Talvez por ser apaixonada, eternamente.Por "ele".Pela vida...

Aí, eu e Lucky, meu cãozinho, a borboleta que é meu signo particular.E ela.

Adorei receber...

Clevane Pessoa

De Uma pessoa, Para Um pessoa(Clevane pessoa)







Imagem:desconheço a fonte. Se alguém souber, porfavor, mande-me.
Se não for de domínio público,retirarei... Clevane



De uma pessoa, para um Pessoa

"Criei em mim v�rias personalidades. Crio personalidades constantemente. Cada sonho meu � imediatamente, logo ao aparecer sonhado, encarnado numa outra pessoa, que passa a sonh�-lo,
e eu n�o.\"

(Fernando Pessoa)



De uma pessoa,para um Pessoa...
Clevane

Tantas pessoa num só Pessoa,
numa pessoa apenas...
para o olho de teu próprio furacão,
converge cada nova persona,
antigas personalidades,
que agora vêm à tona,
uma uma...
Multifacetas tuas faces,
teus aspectos,
qual ímã,atrais a multiplicidade
de tuas inspirações...
E te desdobras,quais tiras de papel,
serpentinas carnavalescas,
que se sobrepõem,sanfonadas,
uma às outras agarradas...
pensas quete multiplicas,
mas te divides,fragmentado
em ti mesmo...

Teu protagonismo é um leque,
unidade feita de varetas...
As facetas têm rasgos
de tua inspiração,
compõem-se no teu imaginário
recameado de estrelas.
és tu próprio,uma constelação (*)
de poetas ,mas todos têm apenas um coração...

Clevane pessoa de Araújo Lopes
13/06/06(meia noite e 14 minutos)


(*)Referência ao título do livro de Clesio Quesado:\"O Constelado Fernando Pessoa\"(Editora Imago)

Publicado originalmente em http://br.geocities.com/clevanedeasas/fernandopessoa.htm
onde você encontrará vários poemas de Pessoa.




"O Poeta é um fingidor"

Foto de Fernando Pessoa,pequenino,aquele que se desdobraria em várias personas várius animus e numa grande alma Alberto Caieiro,Ricardo Reis,Álvaro de Campos.Chamado o poeta dos heterônimos,Pessoa atribuía a cada um deles,uma vida separada da sua.Atribuiu,em cartaa Adolfo Casais Monteiro,seus heterônomos é Histeria-segundo ele,nas mulheres,os sintomas são diferentes,no fenômeno histórico:ataques e coisas similares.Por viver na sua solidão,ele se desdobra e afirma que Álvaro de Campos é o mais histórico de todas as suas personas.Não sendo mulher,sua histeria se acaba,para ele,em poesia e no silêncio.

Clevane Pessoa de Araujo Lopes



A poesia abaixo contém um de seus mais conhecidos versos
("o poeta é um fingidor"):


Autopsicografia

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.


01.04.1931

A poesia foi publicada no número 36, de "Presença" (Novembro/1932)

Urda Alice Klueger:crônica premiada em Canelinha/SC



A Professora e pesquisadora Urda AliceKlueger é boa observadora e boa contadora de histórias.Dessa forma a História pode ser preservada em seu estado.Escreve fluidamente e com estilo, o prêmio por essa crônica, certamente é merecido.Nossas congratulações.

Clevane Pessoa de araújo lopes

N:Há texto dela, sobre indígenas em nosso outro blog
http://itaquatiara.blogspot.com


Crônica premiada em concurso literário na cidade de Canelinha/SC. Estarei recebendo o prêmio hoje à noite, quinta, dia 21.02.2008, na cidade de Canelinha. Segue abaixo.
Urda.

Na casa do seu Solón Campos e na casa onde dormiu o Bispo







Acho que Canelinha ainda não era município, quando tirávamos o tempo de lá ir passear, meu pai, minha mãe, nós crianças, semana inteira de passeio, coisas que ficaram indelevelmente gravadas nas memórias da minha vida. Antes de sair de casa a gente dizia que ia “para Tijucas”, e para Tijucas seguíamos num sacolejante ônibus do qual tenho as piores lembranças, pois sempre enjoei muito dentro de qualquer coisa que se mova e que eu não esteja dirigindo, se bem que hoje, em idade adulta, conheça remédios que existem para afastar o terrível fantasma desses enjôos.

Minha mãe havia nascido e se criado na Nova Descoberta, pequeno lugar intermediário entre Tijucas e Canelinha, onde havia a Igreja de Santo Antônio, muitos parentes e incontáveis histórias sobre os tempos em que ela lá viveu, histórias que andam a me alimentar até os dias de hoje, não importa quantos lugares do mundo conheça por aí afora! Pergunto-me neste momento se quando houve a partição dos municípios Nova Descoberta ficou pertencendo a Canelinha ou a Tijucas, se as crianças que hoje nascem ali são crianças de lá ou de cá – qualquer dia destes irei me informar. Naqueles estertores da década de 50 do século passado, no entanto, que é quando eu me lembro, minha mãe era de Nova Descoberta, de Tijucas, de Canelinha, e de um outro lugar muito mágico, que só conheci depois de adulta: Nova Trento. Tudo isto, hoje, é muito perto, poucos minutos de carro por estrada asfaltada, e fica quase incompreensível para a minha imaginação de gente grande pensar que tudo era tão longe e difícil quando eu era criança!

Hoje passo muitas vezes pela BR-101, em direção a Florianópolis, e sempre que há alguém comigo no carro, não deixo de informar, quando estou próxima das pontes gêmeas de Tijucas:

- “Vês aqueles morros azuis lá longe? Foi de lá de dentre eles que veio a minha mãe!” – pois aqueles antigos passeios às terras onde ela se criou estão fortemente acordados dentro de mim, e nunca será possível esquecer.

Eu era pequena demais para lembrar agora a ordem em que as coisas se davam, pois íamos cá e lá, e então vou contar conforme elas estão vindo ao meu coração: em algum momento, um ônibus sacolejante nos deixava numa pequenina cidade chamada Canelinha, onde tínhamos porto seguro, que era a casa do seu Solón e da Dona Patrícia Campos.

Penso que chegava muito mal, depois de tanto enjôo, e não me lembro muito bem como era chegar – mas estar lá era uma coisa fascinante! Um dia o seu Solón Campos tivera uma venda, e então sua casa era muito grande, com partes vazias onde antes funcionara o seu comércio, e havia uma série de quartos e muitas roupas de cama, e dormíamos em amplas camas de colchão de palha de milho, extremamente reconfortantes depois daquele tanto sacolejar do ônibus detestável!

Lembro outras coisas da casa, como ela tinha as altas paredes sem nenhuma pintura, prática comum naquela região naquela época – pelo menos, nas minhas lembranças, quase nenhuma casa agrícola que conheci àquela altura tinha nas paredes nuas mais que as marcas de antigos e novos líquenes! E também não havia eletricidade, pelo menos naquela casa – se bem que pode ser que a mesma faltasse muito, pois na minha cidade também, então, sempre tínhamos cortes de eletricidade – o que me lembro, no entanto, era dos candeeiros a querosene à luz do qual a Dona Patrícia Campos preparava a galinha que matara às pressas para as visitas que tinham chegado, e de como ela usava tamancos de madeira e um chapéu de palha de abas largas, mesmo de noite, para que insetos voadores não pousassem na sua cabeça! Seu Solón sentava-se e conversava e conversava, e ele e meus pais faziam projetos para os dias de passeio, mas a coisa mais impressionante de todas, com certeza, na casa do seu Solón Campos, era uma grande fotografia colorida de Getúlio Vargas, pendurada na sala, que ele, respeitosamente, explicava ser o “Pai dos Pobres”. Foi lá na casa do seu Solón Campos que eu travei meu primeiro contato com Getúlio Vargas e alguns conceitos da política brasileira, com certeza.

Seu Solón e dona Patrícia tinham um filho chamado Taurino, mas como eles já fossem velhos e Taurino já fosse adulto e andasse a tocar a sua vida, eu nunca cheguei a conhecê-lo. O que lembro bastante lá da casa do seu Solón é de um quintal cheio de cheiros verdes, chás para mezinhas, tomates e outras coisas plantadas – e da sua gloriosa carroça puxada por dois cavalos castanhos!

Era em tal carroça que saíamos a passear, naquela animada semana! Minha mãe tinha saudades da cidade de Tijucas, e então, passo a passo, os calmos cavalos puxavam a carroça até lá, e adultos e crianças íamos dentro dela, e na minha lembrança passavam-se muitas, muitas horas até que chegássemos. Tijucas tinha todo um ar diferente, já fora cidade importante, as casas eram pintadas! Não sei bem o que fazíamos na cidade de Tijucas além de matar as saudades da minha mãe – o que lembro com clareza era da imponente casa da Dona Chiquinha Galotti, e da foz do rio, que era nossa parada final. Queria saber se ainda, lá naquela foz, o rio deságua num mar de lama, e queria que alguém me explicasse aquilo! Decerto, quando olhava, era hora de maré enchente, pois ondas de lama entravam rio adentro e aquilo era muito feio e muito ruim de se olhar – depois de adulta, nunca mais fui lá para ver direito como era aquilo e por quê que um mar de lama podia se formar, assim, em algum lugar do mundo! Será que aquele mar ainda está lá do mesmo jeito? Pelo que lembro, aquele lamaçal em forma de ondas foi, provavelmente, a coisa mais feia que vi na minha mais tenra infância.

E era a partir da casa do seu Solón Campos, em Canelinha, que nos dias seguintes fazíamos mais visitas e passeios, e em algum momento nos mudávamos para Nova Descoberta (ou será que íamos lá antes?), e lá nosso abrigo era a casa do tio Adolfo e da tia Bernardinha, que eram tios da minha mãe. Dentre outros descendentes, eles eram pais da Linda e avós da Quinha, e depois de adulta estive lá diversas vezes, e elas ainda moravam na antiga casa do tio Adolfo, que fora construída toda em encaixes, sem pregos, vetusta casa do passado onde, um dia, dormira um bispo! É provável que o bispo tenha dormido lá há uns vinte ou quarenta anos antes, mas que charme ele ainda dava àquela casa! Enquanto ficávamos lá, que fascinante que era para mim dormir, com as minhas irmãs, na ampla cama onde um dia o bispo dormira! A onipresença daquele bispo que talvez até já tivesse morrido dava tal dignidade àquela casa antiga e sem pintura, como as outras casas rurais, que se tornou impossível esquecer tal fato!

E dali da casa do tio Adolfo partíamos para as outras visitas, ali pela redondeza: a comadre Carlota, mãe do Diogo, que ainda vive por lá, as visitas aos muitos Giacomossis, cuja matriarca tivera 17 filhos, e que é avó da Miriam Gilli e de tantos outros, à viúva Bissóli, mãe do Salvador e do Caetano, à Lia e à Tana, às paisagens que a minha mãe trazia escondidas dentro do peito, e que ia rever para não morrer de saudade – e lembro tantas coisas, tantas coisas de cada lugar destes, de cada casa destas, de cada cafezal, e dos pés de ingá, mais altos que os de café, e de como a Lia nos levava a um lugar que deveria ser um brejo, penso – mas que tinha ilhas flutuantes mas firmes, onde podíamos pisar sem afundar, e que ela chamava de “balsas”, e de como ela nos contava que por ali ainda havia jacarés – nunca mais, na minha vida, soube de outro lugar no Estado de Santa Catarina, onde existissem jacarés!

Então, às vezes voltávamos de tais visitas já noite fechada, escura, e era necessário ter muito cuidado para atravessar o pasto do tio Adolfo, para não esbarrar, sem querer, em alguma vaca que estivesse ali parada, a ruminar. Entre o pasto e a casa havia o jardim da Linda e da Quinha, onde, além de rosas-de-Santa-Rita e de tantas outras coisas, elas cultivavam o colorau para a galinha dos almoços de luxo. Nessa altura, o que mais lembro era de chegar, e me enrodilhar na cama onde um dia dormira o bispo, e deixar a imaginação correr à solta, pensando que um dia um bispo estivera mesmo ali...

Numa dessas idas lá, minha mãe trouxe de presente dois castiçais de faiança branca, coisa mais linda, lembrança de família, que já não lembro quem guardara para ela. Faz muitos anos que ela me deu um dos dois castiçais. Ele está em lugar de destaque, na minha casa do século XXI, a atestar que tudo aquilo existiu e aconteceu mesmo. Faz tanto tempo, e foi tão lindo, que se não fosse o castiçal, talvez eu pensasse que tivesse sido apenas um sonho...





Blumenau, 25 de Agosto de 2007.



Urda Alice Klueger

Escritora

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Gustavo Dourado:DelasniveDaspet e Clevane Pessoa: Embaixadoras da Paz




O cordelista Gustavo Dourado brinda Delasnieve Daspet e a mim com essas estrofes,já agradecidas agora colocadas aqui.
Gustavo teve recentemente seu livro Phaláboras indicado pela UNESCO e é um grande poeta.Além disso, gosta de brindar seus conhecidos com sua verve.
belo presente.
Delasnieve, que além de Embaixadora do Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix( Genebra, Suiça), também é Embaixadora de "Poetas del Mundo", realiza intenso trabalho de congregação dos Poetas brasileiros aos demais,afiliados à instituição e ainda , com o auxílio da dinâmica Deth Haack, a"poetisa dos ventos",que reside em Natal/RN,Brasil, organiza o grande evento que neste ano terá lugar, o encontro mundial, na capital potiguar.

Conheça mais sobre ela, em:

http://www.delasnievedaspet.com.br/embaixadora_universal_da_paz.

htmhttp://forumdeculturams.delasnievedaspet.com.br/index.html

O design sob o slogan "NATAL, um mar de POESIA E PAZ, é do pintor e webdesigner Celito Medeiros, também pertencente à entidade.

Agradeço os tantos e-mails recebidos a propósito dessa indicação da DD, acatada pela presidente Gabrielle Simond ,que é francesa


Delasnieve Daspet e Clevane Pessoa: Embaixadoras da Paz

Viva Clevane Pessoa:
Grande artista criadora...
Luminosa, inventiva:
Jornalista, professora...
Por DD foi promovida:
É nossa Embaixadora...

Junta-se a Delasnieve:
Poesia, arte e talento...
Mulheres de alto nível:
São luzes do pensamento...
Diplomatas pela Paz:
Na senda do conhecimento...

Mulheres que nos orgulham:
Pela criatividade....
Sábias e conscientes:
Brotam a diversidade...
No real e na web:
Fluem multiplicidade...

Gustavo Dourado
www.gustavodourado.com.br

Sobre a entidade:

"Cercle Universel des Ambassadeurs
de la Paix
Le site : www.philapaix.org et son instigateur ont été nommé
"Ambassadeur de la Paix"
par
"le Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix"
"Universal Ambassador Peace Circle"

Le Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix

Né le 3 Août 2004 sur France
Parution au Journal Officiel : 28 août 2004, N° 1019



Buts et objectifs:

Honorer les Hommes et Femmes de tous pays, de toutes nationalités, de toutes origines, de toutes familles religieuses, spirituelles associatives, qui oeuvrent pour la Paix, sur le plan mondial, national, individuel : promotion de leurs oeuvres, discours, actions/livres, films, conférences, création d'un Comité d'Honneur Mondial composé de personnalités oeuvrant et participant activement par leurs actions à la paix entre les peuples et pour l'humanité. Le Cercle Universel de Ambassadeurs de la Paix pourra participer, créer ou aider à la création de toutes actions oeuvrant dans la voie de la paix.

L'Ambassade Universelle de la Paix

Née le 14 Octobre 2005 sur France
Parution au Journal Officiel : 5 Novembre 2005, N° 1085

Buts et objectifs :

Créer un lien entre toutes les associations, organisations oeuvrant pour la paix, tant sur le plan international, européen, que national, l'Ambassade Universelle de la paix sera le lieu de coordination et de rayonnement de toutes les familles universelles de paix, sans aucune exclusion. Elle pourra accueillir toutes manifestations artistiques, culturelles, conférences, voyages, loisirs humanitaires, dans la même voie et dans le même esprit. L'Ambassade Universelle de la Paix pourra participer, créer ou aider à la création de toutes actions oeuvrant dans la voie de la paix.


Le secrétariat commun de ces deux organisations se fait depuis la Suisse, capitale mondiale de la Paix :

Secrétariat International :
CP 417
1211 Genève 19
SUISSE
univ.ambassadorpeacecircle@orange.fr

Fondateur : Mr Jean Paul NOUCHI
Présidente : Mme Gabrielle SIMOND
"Philapaix" - La Philatélie au Service de la Paix
Association inscrite sous le n° 0273010393 - Préfecture de l'Eure "

Fonte:http://philapaix.vdpk.com/ambassadeurs/ambassadeur.htm

domingo, 20 de janeiro de 2008

ESTUDO GERAL DO CANSAÇO





Publicado originalmente, por Cath Roos em
http://br.geocities.com/clevanehomepage/cansacoclevane.htm,
site que ela me deu de presente em 2002,pelo que serei sempre grata.

Clevane Pessoa em ASAS DE BORBOLETAS agradece sua visita!




Estudo geral do cansaço



Das facas de dois gumes,

livrem-me, por favor!

Dos inúteis ciúmes,

escondam-me

(talvez no seio da flor)...

Das balas perdidas,

desviem-me a cada instante

(pois sou inocente

de qualquer acusação indevida)...

Dos falsos amores,

mandem-me um documento

para que os rasgue

e fuja deles, contida,

endurecida

sem olhar para o desejo!

Ando cansada da deslealdade

dos que representam

e fingem-se leais...

O cansaço me abate,

com tiros mortais,

quando, triste, vejo

plágios,roubos,mediocridade:

quero uma zona de conforto,

cercada de gente do BEM

para, confiante, ter e dar colo,

relaxar e ser alguém,
enfim, poder DESCANSAR...


Clevane Pessoa de Araújo Lopes



retorna para pág. Index

Enviar página ( Se preferir, acrescente uma mensagem sua )

webdesigner e editora:
Catherine Roos.
www.bonecadetrapo.com
Copyright ©2004 Clevane Pessoa
Asas de Borboletas
Todos direitos reservados.


Blocos Online para mim:


"Coloquei seu belo poema em Blocos, querida, está já em sua página individual.
Beijos,
Leila"(Leila Miccolis, por quem tenho muita admiração, do consagrado site BLOCOS ONLINE, e que dotou-me lá de uma página própria,pelo que sempre agradeço.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Traseirominissais e tend~encias

Traseiros & Minissaias,Pernas & Mamas,tendência...
Assunto: Traseiros & Minissaias,Pernas&Mamas, Tendências.../Clevane Comenta(com chantilly,sal e pimenta.. .)

Se quiser falar comigo,pode usar este e-mail: casasazuis@yahoo.com.br ou clevaneplopes@gmail.com


Mais Transparências ?!

Essa é uma nova tendência de Moda japonesa.Minha amiguinha e paciente Tininha, enviou-me uma seleção de fotos mas resevando para o final a "surpresa",o que repito,pra vocês:"não é transparência".
Trata-se de pintura,sobre o tecido das vestes,atrás,apenas,simulando as roupas de baixo e pernas,à perfeição.
Já vi muita mulher com blusa de crochê ou tricô,em pontos bem vasados, sem soutien e homens apressando o passo para ultrapassá-las e olhar a frente.Em vez de seios desnudos,encontram uma faixa de ponto bem fechado,ou outro recurso que tampe as mamas,aliás ,a palavra "seios",em anatomia,significa buraco:depressões(por exemplo,os seios da face,onde a sinusite se instala:inflamação a acumular secreções e provocar edemas,dores,mal estar porque o ar inspirado passa mal,obrigando as pessoas a ficarem de lábios entreabertos para resprar melhor)...
Temos de dizer mamas,peitinhos.Aliás,na adolescência,o nome é poético,mimoso:"brotos mamários"...
Mas voltando ao dernier cri japonês,os brasileiros(no masculino)irão adorar,"se a moda pega",pois bumbum,apesar dos silicones mamários,ainda é a grande fonte de atração dos olhares masculinos.
Isso me faz lembrar de quando Mary Quant lançou a "mini-saia",rompendo com as tradições de elegância:saias abaixo do joelho pelo menos dois dedos e,para as ousadas,dois dedos ACIMA.Escrevi uma crônica,na Gazeta Comercial ou na revista O Lince a respeito e recebi uma carta deliciada do Desembargador Vasques Filho,sonetista,aquarelista,trovador.Louvou a tendência,desejando que num futuro próximo,as mulheres andassem desnudadas.Obvio:pensava que "Clevane" era um jornalista.Respondi em papel cor-de-rosa.Perfumada.Disse-me uma senhorita.E a apartir daí,nos tornamos muito amigos,ele era missivista contumaz,daqueles de longas e deliciosas cartas,cheias de reminiscências,pois já morara em Juiz de Fora...
Nessa época,líamos que um certo motorista atacara uma garota,a "beliscões apaixonados",culpando-a depois,por estar usando minissaia .Os pais proibiam,com medo das filhas ficarem na boca do povo...Meu pai,sempre avançado e nordestino,acostumado a ver e conviver com pernas de fora(dizia-se que as de mamãe eram imbatíveis e como casaram-se"com um mês e doze dia de namoro",na véspera do casamento,ele pediu à noivinha de quinze anos andar para lá e para cá.Ficou a observá-la.Depois lhe contou:não tivera tempo de observar suas panturrilhas e tornozelos.Se fossem finas,bye!Apesar de minha irmã termos boas pernas,para padões,costumava dizer, meio brincando,mas falando sério,que as nossas não chegavam aos pés da dela.Realmente,eram bem torneadas,lisas,bronzeadas e sem varizes,até sua morte,por acidente,aos 67 anos(1996).
As freiras de vários colégios onde estudei,(do Santa Catarina,e dos Santos Anjos,em Juiz de Fora e do Colégio do Sagrado Coração de Jesus,em Itajubá,MG)em certas ocasiões ficavam no portão,com uma fita métrica e tínhamos de ter o comprimento da saia medido.Mal as freiras nos liberavam,quando íamos para a rua,dobrávamos o cós das mesmas,que eram pregueadas e ficavam lindas curtinhas.Meu pai achava graça no veto."O que é bonito é para ser mostrado"dizia.Quando ia conoso à costureira(ele era muito exigente com postura e comportamento e certamente roupa não entrava no seu rol de exigências),mamãe muitas vezes ocupada com os menores ou seus bordados,respondia à profissional sobre decotes,cinturas e comprimentos,que encurtasse(as saias),baixasse(os decotes,as alcinhas),apertasse e colocasse cintos(nas cinturas).Assim,fomos das primeiras a usar calças saint-tropez(de cós baixo,embora,naquela época,não usássemos barriga de fora,exceto nos biquines lançados por Brigitte Bardot,inspirados na ousadia das banhistas de Saint Tropez,famosa praia francesa,muitos em xadrezinho miúdo verde alface ou rosa...
Na minha época de minha formatura de primeiro grau,meu vestido,segundo as escandalizadas e meigas freirinhas,era decotado demais.Eu tinha busto pequeno e estava sem soutien.Os pais não participariam dessa cerimônia,não sei porque.Elas queriam que alguém me emprestasse um bolero.Bolero!Pecinha destinada a despistar os vetidinhos de alças e os "tomara-que -caia"(o cito desembargador Vasques Filho,anos depois:"Tomara que as mulheres adotem a moda de nada usar"...rsss),donde deduzo que os homens inventaram a expressão,ou os estilistas,para deixá-los intrigados,espectantes...Meu decote "V",onde uma faixa drapeada se cruzava,teve de ser aceito,pois as meninas de bolero ou casaquinho não quiseram tirar os delas para me emprestar.Papai e mamãe acharam muito graça de que eu provocasse tal discussão,uma garota de catorze anos magrinha,com a bainha da saia abaixo do joelho,para não chocar...
Nos meus tempos de Gazeta Comercial,comecei a atender a uns telefonemas de um rapaz que lá escrevia,em outro horário,ocasião em que eu lecionava Desenho e "Educação Moral e Cívica" para cabos e sargentos e primeira série para uns pequerruchos encantadores,na escola da ASE,em Juiz de Fora.Não nos conhecíamos pessoalmente e as secretárias inventavam feiuras físicas sobre um e outro...Marcamos encontro na tradiçional Feira das Nações,no Bom Pastor.Ele disse que ia num carro esporte vermelho.Eu ficara dentro da barraca dos artistas e num dado momento,o Lacerda resolveu fazer uma caricatura crayon de meu rosto(fez só olhos imensos,cercados de olheiras e longa cabeleira negra,meus irmãos detestaram e eu adorei).Posando,não vi o moço aparecer.
Um dia,marcamos nas prévias do Festival de Música popular,no Clube Juiz de Fora.Eu lhe disse que iria de calças compridas Saint Tropez brancas,blusa "Mamãe Dolores"(feita de estampa floral miudinha,com fundo preto,assim chamada por causa da escrava que era personagem na novela "O Direito de nascer",ave!).Ele riu,dizendo que não ia precisar de detalhes.Ele já me vira,pois estava um dia com o diretor de teatro e ator Natálio Luz,quando este me apontou e nomeou para ele."Você estava de mini-vestido verde limão,meias arrastão pretas",contou."Lindas pernas",concluiu.Claro,depois contei sso a mamãe e papai,como quem diz:eu também tenho pernas bonitas...rsss
O rapaz não era muito alto,mas era ,como se dizia na época, "um pão"...Dessas prévias,recordo os membros de júri com dicionário na mão,procurando saber o que queriam dizer termos usados por Suely Costa...
Aliás,essa talentosa compositora,que faz tantas boas músicas gravadas por Chico,Betânia e outros expoentes,tinha,além de voz afinadíssima e conhecimento musical, belas pernas.Noutro dia,emocionei-me assistindo-a na TV Cultura,repassado pela Rede Minas,ao ouví-la,com sua voz grave,ir contando sua trajetória...Certa feita,fui com amigos assistir às "Irmãs Costa":ela,Telminha e Lisieux(uma delas canta com Chico "Eu te Amo",numa gravação de LP do mesmo nome-não me lembro se foi regravada,uma maravilha de canção),vestidas de minivestidos curtíssimos e meias-calça brancas,translúcidas e brilhantes.Um show à parte,cada uma com um tipo físico diferente,o irmão ao violão.A mãe delas chegava no Ginásio Estadual Patrus,onde estudei por dois anos,de lambreta,as belas pernas aparecendo.Situação inusitada.Os professores e alunos olhavam para o outro lado,a despistar o interesse.Depois alongavam o olhar.Mas ela já descera,simpática e sorridente.Pianista,era nossa querida professora de "Canto orfeônico",então matéria obrigatória.Graças a essa base musical clássica,os filhos sairam-se músicos assim apurados...Dona Aparecida fazia parte da plêiade feminina de mulheres que nos anos 50,60 e 70,eram avançadas para a época,ignorando solenemente os velhos vetos e tabus.
Agora,as mulheres seguem a moda das calças,saias e shorts com o cós superbaixo.Apenas cobrem as pélvis.Há as mais gordinhas,que não ligam em mostrar banhas,para não ficarem de fora da tendência.Mas as de barriga chata,ficam lindas.Claro há quem censure:(...)"só faltam mostrar"(...)"e agora deram para mostrar pelo cós,as calcinhas!"(...)"Calcinhas?Que nada,agora mostram é uma tal de cueca feminina,que horror"...Juro que já ouvi,inúmeras vezes,tais comentários...Moda é moda!Penso apenas que apenas a questão estética devesse ser resguardada,mas,ao esmo tempo,lembro que,quando pequena, fui ao Rio de Janeiro com meu pai e vi,tanto na Praia de Copacabana quanto na feira ,senhoras,das quarentonas às idosas ,felizes com pouca roupa,as pelancas aparecendo impunemente(não,não se falava em operação plástica para fins estéticos),fiquei encantada porque elas podiam ser felizes sem regras próprias às sua idades,tão em moda na época.Comentei com papai e mamãe e ambos riram."Não é o hábito que faz o Monge",aprendi,para sempre.E a palavra "hábito",nos dois sentidos.
Que bom ,pra minha vida,eu ter tido pais assim abertos,ensinando que a moral vem de dentro para fora.Bom é ter o moral lá nas estrelas...

Clevane Pessoa de araújo Lopes

Belo Horizonte,11/10/2005
N:Infelizemnte,não posso dar crédito às fotos de Moda que repasso. Tininha recebeu de alguém que também não sabia...
Se alguém conhece a fonte,avise-me...
Clevane
clevane pessoa de araújo lopes

domingo, 21 de outubro de 2007

Gocho Bersolari e eu:opiniões trocadas entre poetas.





Encontrei um arquivo de 2003, com uma troca de poemas e opiniões entre o poeta Gocho Bersolari e eu.
Posto aqui,onde quero estar entre outras pessoas, para registrar:


Gocho Bersolari escreveu:
Querida Clevane

"Tu poesía es formidable: tiene la tensión de un cuento, la profunda reflexión de una meditación y una lírica comparable a la de Safo. A esto se suma que sólo puede haber sido escrita por una mujer que sienta profundamente su condición de tal. Me parece excepcional e insuperable
Más besos para ti A lo qu
© Gocho Bersolari
Poeta"

“Cuando veas un centauro,
confía en tus ojos”

José Saramago


----- Original Message -----
From: Clevane Pessoa
To: lapoesia@yahoogroups.com
Sent: Sunday, October 03, 2004 3:46 PM
Subject: Re: [lapoesia] Pantera


Amigos:Leiam a forte e bela poesia do GOCHO e caso queiram, a minha...
Repassem...comentem...
abraços:
Clevane

Gocho Bersolari wrote:
Clevanne
Gracias por tus palabras y en especial por la hermosísima y lírica poesía que nos regalas.
Muchos besos
Gocho Bersolari
Poeta

“Cuando veas un centauro,
confía en tus ojos”

José Saramago


----- Original Message -----
From: Clevane Pessoa
To: lapoesia@yahoogroups.com
Sent: Saturday, October 02, 2004 4:13 PM
Subject: Re: [lapoesia] Pantera


Gochop:belíssima poesia.Gostei muito.Parabéns.
Clevane Pessoa
Envio-te uma das minhas.Caso haja algum erro de espanhol,rogo-te que o corrijas, pois versei do Português, minha língua, para o espanhol e posso ter cometido algum engano.Caso queiras que passe alguma das tuas para o Português, avisa-me.
Atenciosamente:
clevane pessoa de Araúyjo


LA MUJER Y LA VENTANA

Para "La Poesia" e ainda Grocho Bersolari

El viento traía el murmullo de l'água
.La mujer lloraba
por la misma causa recorriente:
la lucha por la libertad...
De vez en cuando,
por la ventana abierta
la mujer, ardiente pero melancólica
miraba en el espejo del aire
-observaba el vuelo
de los pájaros libres
encima del mar, en el horizonte rojo.
(Creo que con esta imagen
se podría elucidar la realidad
de la mujer ;
limitada en su espacio
en los años que fueren negados
muy arraigada en cuentos de hadas,
pero limitada
en ciertos deseos...
para las mujeres,el amor

non constituye el mismo sentido
que para el hombre...)


Pero parecía aliviada, ahora...
Casi cerró los ojos que le doían...
Cerró las manos...
Pasaron unos minutos...
El hombre, arrastando los pies
se acercó
sussurandole al oído:"Adiós"
_"Adiós", repetió la mujer
-parecía en reposo,
sin la percepción de la dolor
de l'alma padeciente...


Un calor abrasador la invadió.
Las venas de sus manos
sobresalían,azuladas,
como ríos en fuego, todavía...
Las palmas, con los dedos encorvados
llevaban el compas indeleble
de las vibraciones de la furia...
Esperó hasta que la puerta
amarillenta e pesada
se cerró, como para sellar el adiós.
Una vez más,solamente sola,
in soletude
pero renovada...

El calor, la ultima expresion posible
tanto en el comiezo
com en el termino
profundamente sumergido
a las raíces de su cuerpo.
Repentinamente el viento
sibilla en las ventanas...

En la vivencia, el hombre
-objeto amado de deseo
se haya convertido
en su problema...
La pasion
se haya convertido
en distancia e ausencia

(Clevane Pessoa de Araújo Lopes)

12122002




Gocho Bersolari wrote:
Hay una pantera
pugnando por salir de las horas
que se clavan
que se clavan
en el costillar del día. La pantera
mira con sus brillantes ojos
un retrato de Mozart
mientras la sinfonía Nº 40
no deja de estallar
en peces de notas y palabras.

Entonces
la pantera calza botas
de cabritilla
y camina entre nuestros silencios
como la dueña
de la plantación de nuestros dolores.
Debemos extraerlos diariamente
en insomnes amaneceres cuando el tiempo
es un tronco agudo que se clava en los ojos,
es un insecto
que se alimenta de nuestro esternón,
es un lipoma azul y sostenido
en el aura de los ojos del día
que se asoma
que se asoma
como un animal tenue, enorme y suave

Ahora
la pantera se instala en la tarde
y sueña con la llegada de la noche
para rasgar la luna
y beberla
con mi sangre descalza.

© Gocho Bersolari
Poeta



Flores que vuelven

volando a la rama

eran mariposas.
Moritake


Este camino

ya nadie lo recorre

salvo el crepúsculo



Dentro de la olla

Un pulpo reposa en sueño fugaz

Bajo la luz de la Luna de Verano


MATSUO BASHO
1644 - 1694