domingo, 4 de maio de 2008

Cavalo de Pau ,Poema de Yeda Schmaltz-e poema no muro




Cavalo de Pau ,Poema de Yeda Schmaltz

Imagem:em flash de Masé Soares, um dos muros da "Casa da Poesia",onde morava a poeta Yeda Schmaltz.yeda era pernambucana, radicada em Goiás, onde integrou sua poesia à vida e aos costumes goianos.
Sua poesia erótica tem um estio tão pessoal que é ,felizmente, inmitável.por mais que tentem.
Nestes muros, florescem seus versos e neles pousam borboletas.Certa feita, fotografou, na madrugada, uma que pousara, posara em seu computador, deliciosamente encantada. E nos enviou o regalo.



Cavalo de Pau

Quando amo, sou assim:
dou de tudo para o amado
— a minha agulha de ouro,
meu alfinete de sonho
e a minha estrela de prata.

Quando amo, crio mitos,
dou para o amado meus olhos,
meus vestidos mais bonitos,
minhas blusas de babados,
meus livros mais esquisitos,
meus poemas desmanchados.

Vou me despindo de tudo:
meus cromos, meu travesseiro
e meu móbile de chaves.
Tudo de mim voa longe
e tudo se muda em ave.

Nos braços do meu amado,
os mitos se acumulando:
um pandeiro de cigana
com mil fitas coloridas;
de cabelo esvoaçando,
a Vênus que nasceu loura.
(E lá vou eu navegando.)

Nos braços do meu amado,
os mitos se acumulando,
enchendo-se os braços curtos
e o amado vai se inflando.

— O que de mais me lamento
e o que de mais me espanto:
o amado vai se inflando
não dos mitos, mas de vento
até que o elo arrebenta
e o pobre do amado estoura.

(Nenhum amado me agüenta.)

Livro: A alquimia dos nós (1979).




Po(u)sara na morna madrugada

bem no rosto do computador,

uma borboleta ,que não voava,

não voava,talvez encantada

com a magia da poetisa

que seus versos lapidava...

Passiva, foi (foto)grafada

e aos poetas notívagos enviada

pela mulher que conosco compart(ilha)va

a descoberta do inseto encantador.

Penso agora que seu pólen,

a inspiração con/sagrada

aos deuses já sem pudor,

atraiu a falena intrigada

com a força de seu olor.

Penso ainda ,que a voadora,

ao ficar ali à espera

de um ciclo a se fechar,

era uma anja disfarçada

que descera para ensinar

a poeta a se despregar,

tão em breve,tão de leve

qua nem pudemos notar...



Clevane Pessoa de Araújo Lopes, após a madrugada da passagem de Yeda Schmaltz.
Escrevi vários e alguns encontram-se em Memoriais que os poetas fizeram para despedir-se dela...Realmente, ela nos enviou essa fotografia cita ,da borboleta pousada no computador...

(pblicado em 1997, em http://www.clevanepessoa.net/blog.php

domingo, 27 de abril de 2008


Crônica de Rememórias

Clevane Pessoa de Araújo lopes


Recebo, de Terezinha Pereira, acadêmica da APL, os resultado do I Concurso de Redação Clicknet.
Cuidei da infância e da juventude durante uma vida enquanto psicóloga,na visão de atenção integral à infância e à adolescência.Sempre trabalhei com equipe inter e intradisciplinar, com temas transversais- e mesmo no consultório, usei arte e letras como recurso terapêutico...

Quando incentiva a escrever, muitas vezes, acaba descobrindo talentos, vocação paraas letras se evidenciava,Já prefaciei ou revisei livros de ex-pacientes.Certa feita, recebi um vídeo de S.Luiz,Maranhão flash de quando um deles, que escreveu muito durante o processo terapêutico, fez um artista declamar um de meus poemas,para um programa de Tv,ele próprio um poeta e hoje, jornalista.

Em oficinas com adolescentes, sempre enfatizo o uso de textos literários.

Em Mariana, outra cidade mineira, aaliás, a primaz,alunos andam de braços de a poesia,com a arte.Há poucos dias, Andreia Donadon transmitiu-me o pedido de uma professora (Sãozinha)a quem conheci no Museu Alphonsus de Guimaraens(*), para que lhe enviasse poesias no tema anjos(já publicados neste blog, para , com os dela, Andréia (****)e seu esposo Donadon, professor da UFOP, fossem declamados em setembro.E causa-me prazer saber que os aldravistas, Gabriel Bicalho, Sebastião Ferreira e Andréia, levam haikais à escola.Ensinar a sutileza poética oriental, é realmente, refinar a sensibilidade dessas crianças, tornem-se elas,quando adultas, poetas ou não...Mas bem sabemos, todas as crianças , nascem poetas;a vida pode calejar e bloquear a beleza, Mas ela reside no interior das pessoas.

Uma garotinha, de uns três anos,batizada pelos pais, com o nome de Arco -Íris(mas registrada "Íris!", neta de minha especial amiga a poeta e ceramista Enedy Odette de Miranda Sá) no jardim de minha mãe, enquanto o pai lhe dava, no verão , um banho na torneira da mangueira,olhou para o céu,onde nuvens plúmbeas fecharam subitamente a claridade,prenunciando chuva e, rindo, exclamou:
"-Olhem!Papai do Céu apagou a luz!"

Por esses motivos, e mais outros, e outros ainda, venho de aplaudir esse concurso.O primeiro concurso onde se foi classificado, nunca esquecemos - e a motivação para ser um poeta, um cronista, um escritor, pode ser reforçada então.Parabéns aos jovens autores.E aos educadores.E aos organizadores.

Ontem , recebi um e -mail de Ana Luiza Camargo, engenheira,poeta e autora, inclusive, do tocante "A Insistência da vida"(**),já resenhado por nós neste blog,
perguntando se eu sabia que , em Juiz de Fora, o grande Poeta e pesquisador Domervilly Nóbrega, seu tio "Vivi", teria um livro sobre ele, a ser lançado quando seu imenso acervo for doado à Universidade Federal de JF.Que, por tê-lo conhecido pessoalmente, se eu gostaria de escrever a respeito dele, pois a coletânea ainda não havia ido para a gráfica.

Imediatamente, lembrei que meu primeiro troféu (primeiro lugar em crônica), foi justamente o Troféu Domervilly Nóbrega, homenagem da Rádio Industrial de Juiz de Fora, através do jornalista e trovador José Carlos de Lery Guimarães, que em seu programa diário "Contraponto",incentiva as Artes e as Letras da chamada "Manchester Mineira".

Eu mandara pelo Correio,uma crônica para cada tema, recordo apenas dois: Satélite e Operária.Fugira ,para ser original,propositalmente da temática óbvia, mas depois que, para esse primeiro, falara de pessoas a gravitar em torno de outras-e não de astronomia - e , para o segundo, discorrera sobre "Mãe', a operária completa,entrei em parafuso.Queria fazer outros.Temia ser publicamente criticada.Enfim , mil conflitos na jovem cabeça.
Um dia, a vizinha atravessa a rua correndo e gritando meu nome, dizendo-me para ligar o rádio, pois eu ganhara o primeiro lugar em um concurso.Era uma senhora jovem , com filhos pequenos, que gostava muito de ler, trocávamos livros e revistas - e ela me incentivara a concorrer.

Fiquei "pasma", porque escritores já renomados na cidade, estavam no terceiro e no segundo lugar...Mas a sensação inconfessável, foi fantástica e penso que, quando afinal, mamãe convenceu-me a marcar para receber a premiação (eu era tímida, não queria aparecer perto dos escritores "de verdade'), minha carreira de escritora ficou definida.Fiquei mais ousada, levei meus escritos aos jornais da cidade, fui chamada por todos , mas optei pelo oficial da cidade, a Gazeta Comercial.Entrei como cronista , acabei ocupando todos os espaços disponíveis ,cobria férias dos antigos jornalistas-e ainda ,pedi a página central, domingueira, para fazer literatura. Jamais me arrependi de ser repórter na Gazeta, que afinal,pagava bem menos que os demais diários, mas que me dava a liberdade de ser que sempre prezei.

Ali, divulguei quem pude, de Minas, do País, do Exterior.Pelo meu trabalho, fui indicada pelo desembargador Vasques Filho(*****), de Fortaleza, para o Instituto de Cultura Americana sendo então nomeada Delegada Ad Honoren , pelo Uruguai(um país sempre representava outro e pela ARIEL, Associação de Livres Pensadores, por Portugal).Olhem aí as sementes.Acabei, neste ano, em montevidéu, para o VIII Encontro ABrace - participo de duas de suas antologias(Cuento-Gotas e Letras de Babel), tantos anos depois e ainda , mantenho excelentes relações com Portugal.

Neste ano em que faço meus 50 anos de Poeta (embora escrevesse e fizesse saraus desde sempre, poesia só brotou-me aos dez anos), recebo, muito honrada e comovida,do Clube Brasileiro de Língua Portuguesa, o título de "Poeta Honoris Causa", pelas mãos da presidenta Silvia Araújo Motta e de D.Conceição Piló, curadora no palácio das artes e Representante da IWA.
Esse título, diz o certificado, abarca oito países lusófonos , 250 milhões de pessoas.

Conto isso, para mostrar que a semeadura, deve começar cedo,senão, as vocações se fecham quais pérolas em ostras que jamais sairão do fundo do mar abissal das convenções e oportunidades negadas.

O Cosmos está alerta e conspira a nosso favor, quando lançamos as sementes - quem tem mais de cinquenta anos, pode ver confirmada essa premissa.

As crianças e adolescentes possuem um potencial imensurável para aprender de tudo.Tolo o que pensa serem os mais jovens incapazes de fazer isto ou aquilo.Dentro dos limites e litações de sua faixa etária, se empoderados pelos mais experientes, podem alçar võo- e ser.

A longa preleção é mesmo para parabenizar a Academia de Letras de Pará de Minas,agradecer o envio do resultado acima à Terezinha Pereira, ela própria ,autora infantil também e uma grande incentivadora da criança de sua terra,além de ser contadora de histórias - e ainda, para lembrar Domervilly Nóbrega(***), o historiador, pesquisador e trovador e poeta mineiro .Perto dele falecer, quando telefonei dizendo-lhe que , quando fosse a Juiz de Fora,iria entrevistá-lo,ele me ofereceu seu livro, feito para ele,pelos filhos, com poemas para a esposa, se não me falha a memória.

Enquanto conversávamos, estudantes se movimentavam em sua casa,ele contou que praticamente , vivia na biblioteca.Que os acadêmicos estavam ali, catalogando e organizando seu acervo.Não houve tempo dele enviar-me o livro-que descreveu ,feliz," uma linda edição".Eu saíra da cidade no final dos Anos 70 e depois acompanhara o marido engenheiro pelos brasis, não sabia dessa publicação.


Transcrevo:

http://www.acessa.com/arquivo/jf150anos/3107/

Dormevilly Nóbrega
"Dormevilly Nóbrega é um dos mais importantes historiadores de Juiz de Fora. Além de escrever livros sobre a cidade, mantém em sua casa uma biblioteca de mais de dez mil exemplares, muitos deles sobre a história do município. Foi vereador e um grande benfeitor para a memória de Juiz de Fora, fundando o Museu da Imagem e do Som. Aos 78 anos de idade, Dormevilly vive em sua biblioteca e sabe identificar cada um dos exemplares, ajudando os pesquisadores diariamente. Nascido em Três Corações, no sul de Minas, Dormevilly Nóbrega foi jornalista em São Paulo, Rio de Janeiro e Recife. Na capital de Pernambuco, conheceu sua esposa, Darcília, com quem teve três filhos. O jornalismo foi a grande paixão de Dormevilly, que começou cedo. Aos 13 anos de idade, já era tipógrafo no jornal Folha Mineira. Três anos mais tarde, atuava como jornalista , cobrindo os mais variados assuntos. Trabalhou na Gazeta Comercial, Diário Mercantil e na segunda publicação da Revista Marília. Ainda como jornalista, foi correspondente no nordeste de jornais e revistas. Dedicou-se ainda a dar aulas de português, geografia e desenho. Como todo bom boêmio, Dormevilly Nóbrega fazia serenatas com os amigos pela Avenida Rio Branco, foi também cantor de boate, rádio e serestas. Desde a morte da esposa, dedica-se exclusivamente à sua biblioteca e mora junto às seis salas repletas de livros.
Créditos:
Texto e áudio - Equipe de Jornalismo Rádio FM Itatiaia JF
Edição Internet e recursos digitais - Equipe JFService / ArtNet "

(*)No Museu Alphonsus de Guimaraens, em Mariana, aconteceu o encerramento da I Exposição Aldravista de arte Internacional, onde fui muito bem acolhida,convidada apara ali fazr o lançamento de meu livro de "Mulheres de Sal, Água e Afins"
(**)Em "A Insistência da vida-Uma Viagem chamada Brasil", Ana Luiza Camargo narra a saga de seus avós, Albert e Gretchen Bauer, que vieram após a segunda GGM, para nosso País, com a filha Renate, minha amiga de infância, casada com o engenheiro Celso Brasil Camargo, sobrinho de Domervilly.
Essa talentosa escritora e delicada poeta,
que mora, com a família, em Florianópolis,descobriu-me pela Internet ,reestabelecendo os doces laços da amizade..

(***)Ele é pai do artista Daltony, cantor e ator..

(****)Deia Donadon, conforme Andréia assina suas telas, pintou uma série de anjos negros, que me inspiraram um dos poemetos sobre preconceito (está aqui no blog e no Recanto das Letras)

(****)Na semana passada, abrimos "Comentários" e encontrei um delicado agradecimento de Antonio Vasques,filho de Santiago Vasques Filho, já falecido - pela maneira com que me referira a seu pai em minhas memórias.Não poderia deixar de ser de outra forma:um desembargador, poeta e artista plástica,dar um máximo de atenção a uma jovem inexperiente, a querer aprender e apreender, na univesidade da vida,enquanto militava na imprensa?Comentar seus versos e trovas, oncentivar e a indicar para instituições internacionais?Ah, o que um adulto pode fazer por uma pesoa inexperiente, no lugar de depreciá-la, é fundamental!
Vou xerocar as longas e perfeitas epístolas e lhe enviar.O livro póstumo, belíssimo, "FOLHAS MORTAS"(Tão vívidas!) acaba de chegar , com os cumprimentos da família,e vou comentá-lo longamente aqui em breve.

Clevane Pessoa de Araújo Lopes

http://www.clevanepessoa.net/blog.php
clevane@yahoo.com.br

clevane pessoa de araújo lopes
Publicado no Recanto das Letras em 30/08/2007
Código do texto: T630808

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (autor e o link para o site "www.sitedoautor.net(Clevane pessoa de araújo lopes;(www.clevanepessoa.net/blog.php)). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Trovas para Gislaine Canales


Gislaine Canales é trovadora de nascença.Se a trova não fosse já inventada, desdeas quadras portuguesas, ela as inventaria.
Consegiu inclusive , criar um grupo de trovadores argentinos, com trovas em espanhol.
Pois a amiga teve a idéia de se dar um presente especial no dia de seu próprio aniversário:um filho.
E que beleza ver mãe e filho aniversariarem na mesma data!

Para ela, minhas trovas, pérolazinhas para seu imenso colar de homenagens dos amigos:

Para si mesma um presente,
a poetisa concebeu:
deu à luz seu descendente
no dia em que ela nasceu!

Amiga de seus amigos,
faz trovas à perfeição,
solidária, entre inimigos,
termina em seu coração...

Faz trovas em português,
idioma de nascimento,
em Espanhol, a vocês
oferece o complemento.

Também se fez glosadora,
multiplica-nos a trova,
e é tremenda gozadora,
faz de humor, uma boa-nova!

Tenha mil sucessos ainda,
neste novo ano de vida,
mantenha sempre a alma linda,
seja por todos querida!

Clevane pessoa de Araújo lopes
Poeta honoris causa pelo CBLP(Clube Brasileiro de Língua Portuguesa-para oito Países Lusófonos).

sexta-feira, 21 de março de 2008

O memorial da Família Guiga -2




Há algum tempo, o fotógrafo Marco Llobus, acompanha o "Memorial da Família Guiga".
esse projeto é do Celinho Guiga,formado em Música pela UFMG, mas que resolve, num acerto devido, preservar a história musical de sua família, os Guiga.
O patriarca, "Sô Guiga", era educador e andava poelas Gerais , alfabetizando pessoas, de casa em casa, o que é comum na vida interiorana.Mas também era violeiro, cantador e realizou inúmeros bailes, ponto crucial dessa formação artística da família.
Seu pai, o Sr Xisto Guiga, contou-me que, desde pequeno, ensinava Célio a solfejar e lhe educava o ouvido, a voz, de forma natural e lúdica.
na foto acima, ele está antes da irmã, Joana Guiga, que olha para o sobrinho (Celinho).
Esse Projeto teve vários desdobramentos, entre filmagens e entrevistas ,onde LLobus,m um poeta de sensibilidade rasgante, também artista plástico, conseguiu captar o cotidiano da roça.
O baile , que congrega os moradores de determinado locus, ajuda a manter a simples mas rica vida dos moradores alimentada de novidades, causos, contados o som das violas .As relações sociais, desde as vertentes das paixões até aos enlaces , mas também mantenedoras de uma filosofia de vida marcante e própria de determinada região, acontecem no baile de forma natural e atrativa.
Dessa família, aí na foto em meio aos varões , é marcante D.Joana Guiga, por sua história pessoal e sua fortaleza, bela beleza interior e exterior.E hoje ,Marco Llobus comunica-me sua passagem, desenlace quase precoce, pois ainda estava na faixa dos sessenta anos, num tempo em que a faixa etária para a sobrevida é bem maior.
O poeta, emocionado, escreve o poema que publiquei há pouco, na página anterior.E conta-me:"Era uma santa".PAX et LUX para essa mulher musical e forte, delicada e que deixou tão boas impressões.

Não a conheci, mas também sou compelida a escrever, pois muito respeito esse projeto de preservação dem memória.Certa feita, quando ia entrevistar , na lagoa do nado,Celinho e seu pai, o Sr Xisto, que dedilharam as composições do patriarca, de forma tão marcante que ainda os ouço se fechar os olhos, contou-me que aprendera música com seu pai e que repassara esse saber ao seu filho Célio, desde pequenino, de forma quse lúdica e contínua.O moço cresce, aprofunda o aprendizado e como soi ser, faz um projeto e não nega as origens, antes busca-as e as oferece .
Se todas as pessoas preservassem a história familiar, por certo a História seria mais real.
À família, minhas condolências.
Pax et Lux para a santa mulher, bela por fora e por dentro.

Clevane Pessoa de Araújo Lopes

Divulgação da Rede Catitu-belo Horizonte, Brasil

Rede Catitu:De projetos e divulgação sócio-arttístico-cultural,presidida por marco llobus.
Célio Guiga, também é um dos membros da Catitu.Ele e a musa, a advogada Paloma Goulart.
Faço parte da divulgação e do Núcleo Clevane Pessoa e Outras pessoas, de entrevistas e tenho paixão por este belo projeto e suas ações, desdobramentos e registros.

Clevane

A passagem

Poema Para Joana Guiga,que se es/vai em paz e luz.


Ela escorre em luz, vai, se esvai a escorregar pelo túnel
onde o som das violas dos cantadores antigos
e em especial os de sua família musical,
a acompanham...Joana sorri, Joana sente-se livre
e solta a voz.
Anjos e S.Pedro ,já atraídos pela cantoria,
a esperam sorridentes
no portal.

Ela sacode os cabelos que parecem asas
e pergunta onde é o baile...

Então vê, com a viola presenteada
pelo Presidente Artur Bernardes,
o velho e sorridente Sô Guiga,
que puxa uns acordes e a convida
para sentar-se a seu lado...

Clevane Pessoa de araújo lopes
Poeta Honoris causa pelo Clube Brasileiro de Língua Portuguesa
para oito Países Lus´pofonos,
Belo Horizonte,MG,Brasil,em 21/03/2008.

Marco Llobus:Poema para Joana Guiga







E quando Joana voltou para o mar

De manto e estrela, beleza sorriso e tudo mais

Para dançar na lua cheia e brincar de criança mais uma vez, se vai



esta paixão caiada de sal

das lagrimas orvalhadas

pelo bruto vendaval, que foi

a sua manhã sem paz



tenra, meio dia toda força

trança balaios e peneiras

onde o sol não a de tapar

sua singeleza, seu calar



beijo a mão dessa princesa

que de coroa é Iemanjá

bela sereia das longas madeixas

pensei que ia conseguir, mas eu tenho que chorar



vá de manto estrela, de beleza sorriso e tudo mais

vai dançar na lua cheia e brincar de criança mais uma vez, se vai




Dedicado a Joana Guiga



*Marco Llobus*

sábado, 15 de março de 2008

Alada

CLEVANE DE ASAS

Alada
Clevane Pessoa de Araújo Lopes


En mis momentosde Paz interior
en mis sentidos
Yo soy el Fénix,
eternamente glorioso
y triunfante pájaro...
Mi inspiración,
en tonos primitivos
evoca los ángeles de la Alegria,
manteniendome radiante
a pesar de la noche enmarañada
en enredados enre(de)dos...

Para inspirarte, también deseo
vuelos impecables.
Quiça bailarei
la danza de la luz del fuego,
en el arco del cielo...
Somos indestructibles
a pesar de alas tan finas,
sutiles y tranparentes
pero energizadas...

(Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil, em 23/12/2004)



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domingo, 2 de março de 2008

La Tejedora divulga "Infaestructuras" en Valencia,ES




Imagens:

Logo do InBrasCi

LOgo do Estruturas Emergentes.

"Los encuentros tendrán lugar en diversos espacios del 5 al 15 de marzo de 2008. Dentro de estos, se realizarán actividades de diferente talante; su articulación se realizará en torno al análisis y la discusión de las estructuras artísticas en nuestro territorio para lo cual se plantearán unas líneas de fuerza que constituirán la materia para dar pie a propuestas y ponencias de una serie de colaboradores y expertos en las temáticas a trabajar.

Durante el transcurso de Infraestructuras emergentes se realizarán una serie de talleres también relacionados con los puntos fuertes a desarrollar. Los talleres se conciben para mostrar una serie de herramientas y modos de hacer útiles para la práctica en la gestión, producción y distribución de circuitos alternativos.

De forma paralela y en diferentes espacios se organizarán una serie de exposiciones. Estas muestras surgen con la intención de ligar la práctica teórica con la práctica productiva."

Fonte:http://latejedoraccec.org/ie/


PONENTES Y FORISTAS:

1.- Desde el Umbral con resignación. ¿Cómo, cuándo, dónde y
porqué?

Miércoles 5 de Marzo, de 10.00 a 14:00. y de 16.00 a 20.00. Salón
de actos del MuVIM.

Mañana:
Jorge Luis Marzo.
Domingo Mestre y Nacho París.
Santiago Eraso .

Tarde:
Raul Hévia

FORO: Partiendo de donde estamos.

La Casa Invisible
Santi Barber.
Juan Luis Toboso y María José Miquel.


1.-Desde el Umbral con resignación. ¿Cómo, cuándo, dónde y por qué?


"Después de un esfuerzo individual como persona o colectivo de personas por crear diálogos, discusiones, imágenes, narraciones, situaciones, espacios, etc; se presenta ante todos lo que quizás debiera ser algo sencillo aunque este muy lejos de serlo: ¿de qué manera pueden plasmarse las propuestas? ¿cuál es el lugar para hacerlo?, ¿existe este lugar?...

La política oficial de gestión cultural viene arrastrando una situación de universalidad y de miras hacia el exterior basándose en reconocimientos y valoraciones previas, que han causado una perdida del criterio propio y una desvinculación de la escena oficial del potencial, tanto autóctono como extranjero, que no se atenga a estos criterios acogidos provenientes de los demás países.

A su vez se ha producido una domesticación de los espacios expositivos oficiales con la excusa del acercamiento al público llenando estos de exposiciones de dudosa función pedagógica, memoria histórica, reconocimiento de consagrados artistas, revoluciones formales o matéricas que llegan ya un poco tarde. Esto no quiere decir que todas estas líneas expositivas deban o no tener lugar pero si deberían dejar hueco a otras muchas líneas de exposición que aun hoy no encuentran lugar en el panorama oficial. "


1.- Así lo hicimos. Sobre como se han podido o se pueden gestionar eventos artísticos.

Quizás uno de los obstáculos que más dificulta que se lleven acabo mayor número de iniciativas artísticas relacionadas con el montaje de eventos es el desconocimiento de cómo conseguir medios. Si a esto se le suma el desconocimiento de la cantidad de espacios que existen para poder llevar acabo estas iniciativas, entonces podemos entender un poco mejor el porque de la casi inexistente muestra de manifestaciones artísticas fuera de las propuestas oficiales (aunque ahora estamos asistiendo a un cambio respecto a esto).

Esto no quiere decir que no existan ayudas destinadas a llevar acabo proyectos artísticos, aunque si bien es cierto que son pocas las ayudas desinteresadas que se otorgan a este tipo de propuestas, la mayoría de estas viene de la mano de empresas multinacionales o de Bancos cuyo último fin es la publicidad. También existen convocatorias que aunque no siendo concretamente destinadas al arte, si pueden apoyar proyectos artísticos por otras razones como pueden ser el desarrollo cultural, los intercambios, el asociacionismo, la formación…

Este taller pretende ser además de un punto de encuentro entre diferentes artistas, colectivos, asociaciones, etc que pongan en común sus experiencias llevando a cabo proyectos autogestionados e independientes, un lugar en el que se muestre de que manera se pueden hacer reales proyectos artísticos con los factores de los que disponemos. "

Información y contacto:

Juanli Carrión
juanlicarrion@gmail.com

Lorenzo Sandoval:
Loren_rdeg@yahoo.es

info@latejedoraccec.org

Fonte::Paim,Porto AlegreRS

Divulgação:InBRasCI DR BH/MG