sábado, 28 de junho de 2008

ORIGINAL será lançado dia 02/07/2008 no Palácio das Artes BH MG




Imagem:do ORIGINAL de 2007 (AS CORDAS QUE NOS CERCAM)a bela criação , trabalho do artista Luiz Carlos Campos

De 2008, um de meus 25 desenhos a bico de pena ou pastel, técnicas mistas, etc, para o tema A FORMA DO POTE VAZIO...

Clevane Pessoa de Araújo Lopes
Diretora Regional do Instituto de culturas intrnacionais (InBrasCi, em Belo Horizonte, MG)
IMEL(Instituto Imersão Latina).


convidamos e solicitamos a gentileza de divulgaçao.

Munap Museu Nacional da Poesia ,atavés de sua Diretora,a criadora do ORIGINAL-O LIVRO DOS ARTISTAS, convida:

"Release

Museu Nacional da Poesia faz lançamento do ORIGINAL – livro de artistas edições II e III.
Mostra virtual dos exemplares e entrega das obras aos artistas autores.
Dia 2 de julho de 2008, quarta feira, às 19 horas nos jardins internos do Palácio das Artes.

O Original é uma ação entre artistas e tem como objetivo movimentar os ateliês, criar intercâmbio, promover e divulgar a arte no Brasil e no mundo. Regina Mello idealizou este projeto em 2006, e em sua primeira edição, o Original foi uma homenagem a Mozart. No mesmo ano é exposto em Viena - Áustria no Mozarthaus, como parte integrante da programação oficial em homenagem aos 250 anos do gênio da música.
Sob a direção e execução da artista visual, performer, poeta e multimídia Regina Mello, “Original” apresenta idéias e projetos que transcendem qualquer tipo de convencionalismo. Ao total das três edições Regina já arregimentou 60 artistas do norte ao sul do país. 20 artistas brasileiros convidados produziram 25 obras para compor os 25 exemplares de cada edição do “Original”.
O tema da segunda edição é AS CORDAS QUE NOS CERCAM, e o tema da terceira edição é A FORMA DO POTE VAZIO. Cada artista desenvolveu sua idéia a partir de suporte e técnica de livre escolha no formato A4.
Original II – As Cordas Que Nos Cercam
Artistas participantes
Ana Glafira/AL, Ana Gonzalez/PR, Cássia Veloso/MG, Clarisse Tarran/RJ, Enezila Campos/MG, Glória Lamounier/MG, Jorge Santos/MG, Ju Corte Real/SP, Lígia Borba/PR, Maria Emília Campos/MG, Pedro Augusto/MG, Regina Mello/MG, Sebastião Miguel/MG, Tarcísio Luiz de Paula/MG, Terezinha Escobar/MG, Thaís Helt/MG, Tchello d’Barros/SC, Valter França/MG, Vilma Rabello/MG, Viga Gordilho/BA.

Original III – A Forma Do Pote Vazio
Artistas participantes
Bernardo Britto Batista/SP, Bruno Zenóbio/MG, Clevane Pessoa/RN/Mg, Daniel Juliano/SP, Edna Moura/MG, Edu Rennó/MG, Élcio Cassola Padovez/SP, Eliane Velozo/PE, Giovana Dantas/BA, Glaucia Flügel/PR, Goto/PR, Lorena D’Arc Oliveira/MG, Luiz Cláudio Campos/BA, Marco Túlio Resende/MG, Marcos David/MG, Maria Lúcia Cattani/RS, Mônica Piloni/SP, Paulo Lisboa/MG, Regina Mello/MG, Ricardo Carvão/MG.

Original – livro de artistas
Lançamento, mostra virtual dos exemplares, entrega aos artistas autores e recital de poesia
Dia 02 de julho de 2008, quarta feira, às 19 horas
Local : Jardins Internos do Palácio das Artes
Telefones: (31) 25157367, 88387367 Regina Mello email: reginamello2004@yahoo.com.br"


Regina Mello
Munap - Museu Nacional da Poesia

terça-feira, 24 de junho de 2008

uni-Versos-lançamento em Santa Maria RS por Edinara Leão






Edinara Leão está bastante empolgada com a antologia uni-Versos, para a qual convidou-me e onde estou com o poema "Da Paixão AmoroROSA".
No frio deste início de inverno, o calor humano por certo umidecerá olhos e aquecerá corações.
O sistema é simples,eficiente e de baixo custo : poetas , em edição cooperativa.Cada poeta envia um poema e paga uma pequeníssima taxa.A edição ficou bem bonita, a capa está uma beleza , os poemas são bons, os autores se enquadram muito bem na proposta de encantamento -e a feitura aconteceu em S.Luiz Gonzaga/RS.As parcerias são com o grupo virArte ,Associação Amigos da Biblioteca .
No próximo ano, espero confraternizar com os demais autores e fiquei muito feliz ao saber que o amigo poeta João Justiniano irá ao lançamento, na cidade gaúcha de Santa Maria, da Bahia.
Louvo esse espírito de solidariedade e é por isso que gosto mesmo de participar de coletãneas, seja por premiação, classificação ou cooperativismo.E vibro ao ver que ainda há pessoas que se unem pela POIESIS, sem maiores fins lucrativos, apenas a cobrir despesas.

Veja o recado da bela poeta (guapa, conforme dizem no RS):

Solicitamos a todos os que participaram do livro "efervescência" que se fizerem presentes no lançamento do "uni-Versus" tragam junto o "efervescência" porque termos o privilégio de contar com a presença de 4 premiados!
2º lugar- Ivo Bairros de Brum, de Santa Maria
Troféu Escrevinhador e ganhador do I e IV Concurso virArte - Miguel Russowsky,
de Joaçaba (Santa Catarina)
Troféu Talento Jovem - Jonathan Lovatto, do Instituto Luiz Guilherme
do Prado Veppo, Santa Maria
Troféu Revelação - Paola Fleck, do Colégio Estadual Manoel Ribas

Também receberão troféus nesta noite as escritoras santamarienses, sócias do Movimento virArte que lançaram obras solo, pela "Série Escrevinhador":
Amélia Morcelli, com o livro "Renascendo das cinzas", Vol VII da série, lançado em 10/05/08
Iolanda Beltrame, com o livro "Cisne de cristal", Vol VIII da série, lançado em 05/05/08, também já confiemram presença:
Mário Simon, de Santo Ângelo, Comissão Julgadora - V Concurso
Regina Caetano, de Santa Maria, Comissão Julgadora - V Concurso

e o Convidado de honra do livro Efervescência:
João Justiniano, de 87 anos, q virá de Salvador, Bahia, especialmente para partilhar conosco do lançamento e 2º aniversário virArte em Santa Maria.

Será uma noite memorável, com recital dos poemas que obtiveram o 1º lugar nas cinco edições do Concurso, show com o grupo Raízes da América, performance "Ode ao burguês" - Parceria virArte Associação Amigos da Biblioteca e os poetas presentes seão conviados a um Sarau Poético, onde poderão recitar sua poesia.

Esperamos vocês lá!

Edinara "

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Minha Mãe Adotiva- Vania Moreira Diniz





Imagem:foto de Vânia Diniz com suas filhas.

Vânia Diniz escreve uma "crônica - soul" que remexe nos recônditos de nosso self.Li esse texto dela no ano passado, publiquei, distribuí.Vale a pena republicar, com um poema para a amiga:

Teu ESTILO

(Clevane Pessoa ,para Vânia Diniz)

Dedos de luz teclam o verbo
rememórias pincelam o imaginário.
A vestimenta do estilo
cobre qualquer nudez ou simplicidade.
É a palavra cinderelamente
tornada princesa, a vestir beleza
e sapatinhos de cristal.

Belo Horizonte, 13/06/2008

"Amigos.
Essa é uma homenagem especial. Publiquei no Dias das mâes do ano passado. Dna Ramona cuja história já contei está na UTI, muito mal. Gostaria de fazer uma homenagem a essa mulher maravilhosa que me acompanhou com carinho extremo desde muito menina. É um carinho, um presente de amor que lhe oferto principalmente porque hoje é dia de seu aniversário.
Abraços
carinhoso
Vânia

Minha mãe Adotiva
Vânia Moreira Diniz"



Quando a vi pela primeira vez tinha era apenas um jovenzinha, estava chegando em Brasília e ao vê-la senti uma empatia tão grande que no mesmo momento pareceu-me que já a conhecia há longo tempo Era morena de cabelos grisalhos e não parecia ter completado sessenta anos. Seu sorriso era maravilhosamente contagiante e me olhou com um carinho tão grande que fiquei sensibilizada. Ia ser sua vizinha e a família toda (o marido e os filhos) me encantaram. Imaginei que Dona Ramona infundia e influenciava tanto aquela família que era um prazer estar com eles. E não me enganei.

Passei a ser um membro ativo naquele núcleo e extremamente mimada. Tornei-me a filha caçula e eles transbordaram de carinho e amor por mim. Acho que em todos os anos de minha vida não tinha conhecido uma família tão fascinante. Nas várias ocasiões em que permanecemos juntos como até hoje há um carinho permanente e desde aquela época posso ter certeza de sua amizade e força em todas as oportunidades.

Dona Ramona passou ser como ela me diz várias vezes a minha mãe adotiva. Muitas vezes me falou emocionada

- Não sou elegante e bonita como sua mãe verdadeira, mas a amo muito.

A certeza de sua presença tão próxima, desse amor simples e verdadeiro, a preocupação com tudo que se refira a minha vida e ao meu bem estar suavizaram enormemente os percalços que por vezes tomam conta do nosso caminho.

Tinham um cuidado extremo como se de fato tivessem me adotado. Nunca vi Dona Ramona recusar um favor a quem quer que seja. Mas comigo é como se eu tivesse nascido ali, naquela casa e que de certa forma fossem responsáveis por mim. Tinha duas filhas pequeninas e Dona Ramona espantara-se tanto no dia que me conheceu que nunca mais deixou de comentar o fato. Achara que eram minhas irmãs e então ficou ainda mais fascinada. Durante esses anos tem sido para todas nós aquela que não arrefece em nenhuma oportunidade e é capaz de secar nossas lágrimas com a mesma confiança que compartilha alegrias e prazeres.

Acho que sabe de tudo que se refere à minha alma. Com detalhes e só de me olhar, pressente como estou ou se aconteceu alguma coisa. E não há ninguém em que Dona Ramona confie mais do que em mim. Muitas vezes Maria Célia, sua filha me diz entre sorrindo e comovida:

- Não sei o que seria de nós e principalmente de minha mãe sem você, Vânia. Ela aprendeu tanto a se apoiar em você que apesar do amor dela por mim só sente segurança quando está na sua presença.

E o filho dela diz a mesma coisa. Entretanto foi ela que intrinsecamente me deu apoio em tudo e conseguiu sublimar o meu sentimento profundo pela falta de minha família. Esteve e continua a estar nas trilhas dolorosas que, como todo mundo, muitas vezes enfrento, ajudou a menina inexperiente e trepidante que um dia chegou aqui com muitos sonhos, cooperou no processo de reconstrução de uma vida ainda mal começada, cujos alicerces deixara no Rio de Janeiro e foi responsável por inúmeros passos no caminho de um aperfeiçoamento.

Foi no seu colo que deitei nas horas que me sentia frágil, absorvendo sua força, aspirando seu carinho restaurador, embebendo suas palavras delicadas e, no entanto tão alentadoras. Foi com a ternura de seus sentimentos que venci obstáculos e me senti preparada para a batalha da vida.

Nunca deixei de ser ressarcida de um potencial enorme de conforto e amizade, que era combustível certo para minha alma e até hoje ressoam em meu coração os gestos mais peculiares de afeto intenso, no sentido mais amplo. Só um amor de mãe poderia ter-me dado essa força. Muitas vezes me embalava à noite tal qual uma menininha o que naturalmente eu era esquecendo-se de tudo o mais. Tenho que humildemente agradecer a Deus sempre e repetidamente e lembrar-me da inigualável fortuna posta ao alcance de minhas mãos.

Pela minha vida afora essa mulher tem sido a mãe que em nenhuma oportunidade me faltou acompanhando a minha trajetória com uma persistência imperturbável procurando doar-se, chorando, alarmando-se, ou sorrindo por mim. Torcendo e aconselhando. Orientando e amando. Com o mesmo carinho e atenção que o faz com os próprios filhos. Sem absolutamente nenhuma diferença.

Minha vida foi enriquecida por essa família maravilhosa e pela ternura de uma mulher que na verdade me adotou senão oficialmente, mas o que é mais importante através de seus sentimentos generosos e desse amor imenso com que cercou e contorna de colorido minha vida.

Para Dona Ramona meu carinho indescritível, incomensurável e minha eterna gratidão.



Vânia Moreira Diniz

Visitem o riquíssimo Poetal de Vãnia: www.vaniadiniz.pro.br

terça-feira, 10 de junho de 2008

João Cabral de Melo Neto para Murilo Mendes

João Cabral de Melo Neto para Murilo Mendes

ClevanePessoa(*)

O poema abaixo, primor e inventiva, entre as mil invenções dizer poético sobre o encontro amoroso,sai das palavras precisas e algóricas de João Cabral de Melo Neto, Poeta maior,para Murilo Mendes.Penso-me se haveria no primeiro a clara intenção de homenagear o segundo, ao iniciar o poema, ou se intenção surgiu ao ler-se e deparar-se com paralelas murilianas...
Em Juiz de Fora, jovem repórter e crítica literária, eu vivia a ler A Idade do Serrote porque a inusitada e saborosa prosa poética de Murilo encantava-me.Já no Jornal Urgente, tablóide onde meu primeiro marido, o jornalista e poeta Messias da Rocha,divertia-se ao escrever com ironia ou charge e assim driblar a Censura, eu mantinha, seriamente, uma coluna horizontal de resenhas.Certa feita, escrevi sobre Murilo ("Murilo Mineiro Mendes", o título do artigo) e publiquei ao lado um poema do poeta Roberto Medeiros, que pertencia, como eu ao NUME(Núcleo Mineiro de Escritores) e à UBT, que eu presidia, um poema para a poetisa portuguesa Maria da Saudade Cortesão (o nome próprio, um poema), mulher de Murilo.
Mais tarde, já estudante de Psicologia, no CES, relia cada frase muriliana com a interpretação já sob a influência psicanalista.As suas histórias de parentes são insuperáveis, as metáforas ,originais entre originais...
De João Cabral de Melo Neto, seu Quaderna também mexia furiosamente mas silenciosamente com a minha calada alminha em gritos. Impressionou-me, entre outras montagens, uma do Grupo Divulgação-se não me falha a memória cansada de andanças- do Morte e Vida Severina.A rede onde o morto era cantado e dissecado verbalmente, junto às análises sócio-poéticas,permanece também em minha memória, junto com os versos.
Quando somos ou estamos jovens, tudo apresenta-se com um sabor de ambrosia e provamos licores, maná dos deuses. tampamos o nariz aos cheiros desagradáveis, mas continuamos a insistir.Mais velhos, carregamos esse jovem que nos viveu,na rede de nossas vivências atuais,e acreditamos que chegaremos a algum lugar, para salvá-lo, meio sem coragem de verificarmos se nosso jovem interior ainda está vivo.Algo em nós nos impede de ver se a juventude morreu.Porque nesse caso, teríamos de parar com a procissão de amigos e acompanhantes e perdermos um pouco do tempo que nos resta,para enterrar os sonhos...

Clevane Pessoa de Araújo Poeta honoris causa pelo CBLP para oito países lusófonos pelo CBLP.

Eis o poema de um poeta a outro, igualmente grande:


A MULHER E A CASA

Tua sedução é menos
de mulher do que de casa:
pois vem de como é por dentro
ou por detrás da fachada.

Mesmo quando ela possui
tua plácida elegância,
esse teu reboco claro,
riso franco de varandas,

uma casa não é nunca
só para ser contemplada;
melhor: somente por dentro
é possível contemplá-la.

Seduz pelo que é dentro,
ou será, quando se abra;
pelo que pode ser dentro
de suas paredes fechadas;

pelo que dentro fizeram
com seus vazios, com o nada;
pelos espaços de dentro,
não pelo que dentro guarda;

pelos espaços de dentro:
seus recintos, suas áreas,
organizando-se dentro
em corredores e salas,

os quais sugerindo ao homem
estâncias aconchegadas,
paredes bem revestidas
ou recessos bons de cavas,

exercem sobre esse homem
efeito igual ao que causas:
a vontade de corrê-la
por dentro, de visitá-la.


João Cabral de Melo Neto: Quaderna, 1956-1959.
Dedicado a Murilo Mendes.
In Poesias Completas: 1940-1965. Rio de Janeiro: José Olympio, 1975

Quaderna, de João Ca-bral
de Me-lo Ne-to
a perfeita cadência
contida no próprio nome,nordestino,
mexia furiosa/mente
mas silenciosa
mente com a minha calada
alminha em gritos.
Morte e Vida Severina:
morte e vida da menina,
que fui-serei
jovem mulher boquiaberta
ante o Chumbo daqueles anos.

A Idade de Serrote,
de Murilo (Mineiro) Mendes,
serrava minhas resistências acadêmicas
restantes e condicionadas
e produzia
aparas de Poesia...
Descobri resiliências e resisti...

Clevane Pessoa de araújo lopes

Mini bio:
Clevane Pessoa de Araújo Lopes, nordestina de S.José de Mipibu, RN, mora em Minas Gerais desde a infância, tendo retornado à capital mineiro depois de dez anos no NE(S.Luiz, Maranhão) e N( Belém,Pará).
É psicóloga, tendo estudado no CES em Juiz de Fora até ao oitavo período.Por motvo de enlace, com o engenheiro civil Eduardo Lopes da Silva, mudou-se para Belo Horizonte e concluiu o curso na FUMEC.
Escreve desde a infância e poesia a partir dos dez anos de idade.Palestrista, oficineira, em temas literários ou de psicologia, é desenhista e gosta da beleza-em todas as suas fontes vertentes.
Embaixadora universal da paz (Cercle Univ.de Les embassadeurs de la Paix-genebra, Suiça), poeta Honoris causa pelo CBLP,para oito países Lusófonos, Patroness da AVSPE, Diretora regional do inBrasCi em Belo Horizonte,Integra a rede Catitu na Núcleo de Entrevistas Clevane Pessoa entre Pessoas,é Representante do Movimento Cultural aBrace (Uruguai Brasil), na capital mineira e é Delegada da ALPAS XXI por MG e bahia.Pertence á Academia de Trovas do RN desde 1968 e a outras academias literárias , na qualidade de Memebro Correspondente.Nos Anos 60/70,foi nomeada Delegada Ad Honoren," com todas as honras de representação distinguida", do Instituto de Cultura Americana,registro 5041-França, Paris, UNESCO, pela filial do Uruguai e da ARIEL (Associação de Livres Pensadores), pela filial de Portugal.Graças a esse dois últimos cargos, forneceu cartas de apresentação a artistas e poetas brasileiros,que dessa forma, escaparam da Ditadura Militar e puderam sair do País.
É mãe de Cleanton Alessandro (Allez pessoa, contrabaixista e desenhista e Gabriel (massoterapeuta),viúva de Eduardo Lopes da Silva.

Everi Carrara comenta Kenard Kruel-"Torquato Neto Ou a Carne Seca é Servida"livro de K




Foto:Torquato Neto, jovem.

Torquato Neto no século vinte e um

Everi Carrara-Cônsul de Poetas del Mundo em Araçatuba (SP)e Membro da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores e é responsável pelo Jornal Virtual de divulgação Cultural TELESCóPIO(que funciona em dois espaço:site e blog simultâneos).

Kenard Kruel fazendo muito sucesso com o lançamento de seu livro . Muita gente lendo e se deliciando ao longo das páginas inspiradas do volumoso e importante resgate da obra do poeta piauiense mais importante da Tropicália.
Estou repensando Torquato e a cultura brasileira, por vários ângulos e todos eles são válidos,porque genuínos e necessários diante da complexidade brasileira expressa em infinitas contradições, mesmo porque ,via de regra, os grandes poetas e artistas estão acima da média das pretensões sociais,sejam elas quais forem, a revolução é o itinerário apenas das vanguardas,de uma minoria que exorciza a banalidade coletiva e doentia.
Aprendo com Torquato que é preciso sempre correr risco,não ter medo de entrar e sair de estruturas adversas. Penso que se Torquato estivesse vivo, talvez tivesse produzido muito cinema, vídeos,clipes,performances,escrito alguns roteiros para tv,encenado ou produzido algo com Regina Casé, Tom Zé, Caetano Veloso, Gal, Fernanda Takai, Chico Science,Nação Zumbi,o pessoal do Mangue Beat...quem sabe. Impossível acreditar que ficasse imobilizado perante o fluxo da correnteza política existencial brasileira de latina america.

Torquato partiu deixando saudades em Tom Zé,Caetano e muita gente boa. Partiu e inspirou os que aqui permaneceram para desafiar o coro da mesmice,dos acadêmicos improdutivos, da elite acéfala, dos poetas babosos, da velharia política e feudal. Sim, eu digo sim a Torquato,parafraseando Caetano, porque há uma trilha clara para o ser humano apesar da dor,é possível que os novos poetas e artistas saibam caminhar á partir da poesia e dos atalhos inspirados por Torquato, seguindo em frente, sem medo do confronto com a burrice nacional vigente, ou não iremos á lugar algum no século vinte e um.

O poeta é mais que um simples poeta, deve estar atento e forte, maior que a dor,a política, as leis, a moral vigente,a soberba. O poeta está mais vivo do que nunca diante desse país que agoniza há séculos e que ainda não foi verdadeiramente descoberto.


Serviço:
EVERI RUDINEI CARRARA:escritor,editor do site http://telescopio.vze.com
araçatuba/sp.

Divulgação:
Clevane Pessoa de Araújo lopes, Diretora Regional do InBRasCi em Belo Horizonte, MG,Cônsul Z-C de Poetas del Mundo, Vice-Presidente do Instituto Imersão Latina,Delegada da ALPAS XXI em Belo Horizonte, MG

E agora, uma nesga de Torquato Neto e sua poesia , já um cult, representante do Undergrownd perene que consome a alma de tantos poetas que nelas próprias habitam para suportar o mundo:oroboros,cabeça que prende cauda, círculo perfeito, eter(n)idade,umbigo de princípio, mas alteridade porque o Outro é nosso reflexo.

Clevane pessoa de Araújo Lopes
Psicóloga, Poeta Honoris causa pelo CBLP para oito países Lusófonos.

Cogito

Eu sou como eu sou
Pronome
Pessoal intransferível
Do homem que iniciei
Na medida do impossível

Eu sou como eu sou
Agora
Sem grandes segredos dantes
Sem novos secretos dentes
Nesta hora

Eu sou como eu sou
Presente
Desferrolhado indecente
Feito um pedaço de mim

Eu sou como eu sou
Vidente
E vivo tranqüilamente
Todas as horas do fim


Let's Play That

quando eu nasci
um anjo louco muito louco
veio ler a minha mão
não era um anjo barroco
era um anjo muito doido, doido
com asas de avião

eis que esse anjo me disse
apertando minha mão
entre um sorriso de dentes
vai bicho desafinar
o coro dos contentes
vai bicho desafinar
o coro dos contentes

let's play that

(Torquato Neto)

quinta-feira, 22 de maio de 2008

haicais concretos




Clevane Pessoa de Araújo Lopes




Haikais Concretos



9/08/2006 10h04

No último Festival Internacional de Teatro, o FIT, que ocorre em Belo Horizonte ,capital de Minas nos anos pares, mas que estão pedindo para os ímpares-todos- também serem contemplados, um dos espetáculos levou o espectador a ver haicais tomarem forma, concretizarem-se à sua frente.
Vi apenas em partes, nas reportagens locais de TV, impossibilitada de sair.
No entanto, quero tecer considerações sobre essa maravilha, que foi aprentada na rua, permitindo assim que muitas pessoas pudesse saber do haicai através da manifestação artística. Para haicaista nenhum perder -espero estar no próximo).
Nos jardins de Imperadores japoneses, havia certames de haikais, improvisados e considerados de forma muito séria.

Os amantes também se mandavam mensagens em haicais, o que encontramos em nosso livro querido e relido inúmeras vezes, "Lady Nijo"- o Diário de uma concunbina de imperador, depois tornada monja e que sobre seus amores e nas suas peregrinações, vai espalhando haikais como pétalas de peônias, de flores de cerejeira, de pessegueiro.

Temos vistos no Ocidente, muitos haicais (haikus ou haicais) muito "duros", pois a essência dessa estrutura poética, é tênue, mesmo que fale de situações fortes, uma tempestade, por exemplo.
O haicai tem como situação referencial, as quatro estações. Mas as nuances orientais nem sempre podem encontrar omesmo equilíbrio no Ocidente. Apesar disso, há haicaistas notáveis no Brasil. Permite-se uma certa flexibilidade, uma adaptação ao gênero do eterno Basho, que deixou seguidores ad infinitum.

No Festival das Estrelas Pastoras, a festa das estrelas ou o TANABATA, que em nosso país, é celebrado no bairro da Liberdade, em S.Paulo, há concursos de haicais e tanto crianças quanto idosos costumam, a par dos poetas presentes, criar seus haikus.

A sutileza se faz sentir e a proposição do poeta é para ser adivinhada, redesenhada no imaginário. Os versos são a parte alivanhada, com fios de prata, ouro, seda ou algodão de quem escreve.
Sempre me esforço para usar um mínimo de verbos, pois os ideogramas japoneses necessitam de sensibilidade artística, de filosofia de vida, de senso estético para que sua significância seja alcançada.
A forma usual é a de tercetos, com cinco, sete e cinco sílabas poéticas muitos confundindo quaisquer tercetos ou Poetrix, uma tendência hodierna, com eles. Por isso, quando um grupo teatraliza e concretiza haikais, merece atenção máxima.


O título do espetáculo,, para começar:

"Somente as nuvens nadam no fundo do rio..."

A imagem do efêmero, do passageiro, está perfeitamente retratada aí. As nuvens sempre existirão(idéia de eternidade), mas são mutatórios (passíveis de mudanças) e poderão ser substituídas por outras, mas sempre serão nuvens. Assim, a dicotomia efêmero/eterno; Yin/yang; claro/escuro; frio/quente; e tantos outros pares de sensações extremas, podem ser demonstradas como representantes da passagem das estações e os elementos da natureza a ela integrados. O rios, as corredeiras, os regatos, as chuvas, os lagos, a geada, a neve, o granizo, a garoa, a neblina, o orvalho, só para citar algumas das muitas mu/danças da águas que os haicaistas poderão explorar e os elementos que a cercam: as pedra, uma ponte, um sapo ou rã, as libélulas, as plantas e aves...

Esse tema, "somente as nuvens nadam no fundo do rio", é de uma riqueza plena.O pensamento oriental nos chega sutilmente e nos enlaça
.
Não resisti a criar ,neste exato momento, a partir de agora, as imagens que chegam ao meuolhar interior de desenhista, de poeta,de psicóloga.Aqui nascem essas variações::

Somente as nuvens
"nadam no fundo do rio":
pétalas de flores...

"No fundo rio"
nadam, quais peixinhos brancos,
as nuvens do céu...

E agora, apenas as imagens, sem citações do verso-título original, mas mantendo a idéia nuvens/rio:

Nuvens se refrescam,
bailarinas de algodão,
lavadas nas águas...

formas leves, brancas,
repousam nas águas frias,
nuvens transportadas...

Hóspedes das águas
as nuvens brincam no rio:
fogem do céu azul...

elegantes nuvens
vestidas de dançarinas
dançam com as águas...

azulado ao céu,
o rio não pára e carrega
nuvens passageiras.

No rio em movimento
Caem flores de cerejeira,
viajam com as nuvens...

HARUKO(*)


Bem, eu não pararia. Depois lapidarei. Tento sempre retirar os artigos(o, os, a, as; um, uns; uma; umas),algumas preposições. mas nossa Lingua ocidental nem sempre o permite, se queremos manter a métrica(5,7,5).De qualquer forma, qiando os haikais chegaram no Ocidente, permitiram pequenas mudanças para permitira nós, que sejamos haicaistas. uma bênção...

Se o leitor que fazer haicais nesse tema ( "Somente as Nuvens Nadam no Fundo do Rio" ), mande-me para triagem , que postarei aqui no blog (clevane@yahoo.com.br)

Tentem essa sutil forma de fazer poesia. É um desafio e tanto, uma atitude lúdica, um prazer. mas se vc não quiser entrar nesse vício bom , nem comece; depois é impossível parar(qual o de ser trovador, ser haicaista é um estado de espírito)...

Clevane Pessoa de Araújo Lopes(*) Belo Horizonte,09/08/0/2006;

(*) Assino haikais como HARUKO(primavera, em japonêes, nome que me foi doado, na adolescência, por um namorado oriental, Mi e a partir de quando passei a me interessar pelo gênero.

Abaixo: endereço de kakinet, um site dedicado ao HaiKai, endereço para meu e-book Orvalho, de haicais, mais a ficha técnica do espetáculo em questão.
Pelo que vi pela TV, Elisa Belém ,Marcelo Miyagie Roberson Nunes, os criadores, estão de parabéns. Vejam também que atuam como artistas-é muito importante que sejam louvados pela interpretação significativa dos temas com sua linguagem corporal- com Sarasvat , Daniel Antonio e Gregory Melo.

Caqui :

Revista brasileira de haicai, forma de poesia japonesa também conhecida por haiku:

www.kakinet.com .

Lá, em Grafitte, aficcionados podem colocar seus haikais, permanentemente.


Meu e-booK ORVALHO, para download gratuito, onde vc encontrará também , minha "Pequena História do Haicai", no prefácio e algo sobre Lady Nijo(transcrevo dados de pesquisa em site de busca Yahoo):


BIBLIOTECA VIRTUAL "Cá Estamos Nós"
Autores da Biblioteca Virtual do Portal Cá Estamos Nós: Clevane Pessoa de Araújo Lopes. . CLEVANE PESSOA DE ARAÚJO LOPES ... ORVALHO. Clevane Pessoa de Araújo Lopes é Haruko, uma hábil e exímia escritora de haicais, esses poemetos orientais .www.portalcen.org/bv/clevane/clevane.htm
ClevanePessoa

... outros, mas consegui transitar livremente entre eles e fazer irmãos em qualquer Estado(...)." (Clevane Pessoa ... do olhar a claridade revela a secreta lira?) ( Clevane) Orvalho. Ano: 0 ...www.clevanepessoa.net/ebooks.php -24 KB

ebboks de CLEVANE PESSOA DE ARAÚJO LOPES :

CLEVANE PESSOA DE ARAÚJO LOPES. Borboletário de estrelas ... Mix de haikais e poetrix. Orvalho. Pana-paná - Chuva de Borboletas .www.sokarinhos.com.br/ebook/ebook_clevanepessoa.htm


Ficha Técnica do espetáculo:

Fonte:

http://www.pbh.gov.br/cultura/fitbh/programacao/detalhe/det_haikai.php

«
" "HAIKAI - Somente as Nuvens Nadam no Fundo do Rio" - Rua
Gênero: Drama poético
Direção: Coletiva
Criação: Elisa Belém, Marcelo Miyagi e Roberson Nunes
Concepção: Elisa Belém, Marcelo Miyagi e Roberson Nunes
Elenco: Daniel Antonio, Elisa Belém, Gregory Melo, Marcelo Miyagi, Roberson Nunes, Sarasvat
Duração: 40min
Local:
Praça Duque de Caxias - 20:00h - 28/07
Praça Guimarães Roas - 19h - 30/07

Avenida Brasil - 19:00h - 06/08

Haikais dos séculos XVIII e XIX, de poetas japoneses como Bashô, Busson e Issa são traduzidos para o teatro por meio de imagens que buscam revelar estados de espírito e efeitos sinestésicos. As memórias dos performers transitam entre a primavera, o outono, o inverno e o verão. A intervenção se contrapõe aos ambientes agitados das ruas dos centros urbanos, propondo uma pausa para contemplação. Essa interferência envolve teatro, dança, artes plásticas, literatura, música e projeções de vídeo.

O Grupo


O grupo é composto por profissionais independentes das áreas de teatro, dança, música e vídeo de Belo Horizonte."

domingo, 18 de maio de 2008

O enlace e o lilás.




Na fotos:pai e suas três graças, casado com Graça, ficou bem acostumada com a beleza feminina...Com ele, além da noiva,a jornalista Luciana, à esquerda, Viviane e Karina, ambas estudantes de Psicologia.

A mãe da noiva,a artista plástica Graça, também poeta (integra o livro-álbum POIETISAS,aprovado pela lei Municipal de incentivo à Cultura, chegou à minpúcia de pintar o vestido da bonequinha do bolo de lilás, a cor de eleição do casal para essa festa de comunhão e beleza.

Lilás

A cor encantadora,de encantar pessoas, lilás,essa das hortências, do agapanto, das violetas, dos lilases,de certos narcisos,de algumas orquídeas,das lavandas (alfazemas) e de tantas outras flores, em muitos matizes, é muito curativa,depurativa e espiritual.
Para obtê-la os artistas misturam a energia intensa do vermelho com o azul calmante, um pouco de branco, um pouco de magia...
Saint Germain,o poderosos guia espiritual dos esotéricos, preconizava a visualização da chama violeta, como alto poder energético.
Em cromoteraí, é a cor que nos une á energia cósmica, através do Chakra(Chacra) Coronário, situado no alto da cabeça.Sua irradição é para o Alto.E vibra e sintoniza na cor branca-violáceo.Na verdade, é uma luz considerada um " um Violeta luminoso". O Nossa poção divina pode religar-se com o Cosmos e é por essa radiação que o conseguimos.Todos nós, criaturas humanas, temos um Eu Superior, à semelhança de nosso Criador. Todos os aspectos da Ciência Divina, podem ser acionados pelo Chacra laríngeo, facilitado pela luminosidade violácea.
Esse chacra víncula-se a glândula pituitária ,com nossa própria energia corpóral e mental- e conforme já mencionado,com a energia cósmica.
Essa cor secundária, em cromoterapia,favorece a meditação, o autoconhecimento. Ajuda a relaxar, a concentrar-se, a meditar, a dormir.Acalma nosso sistema nervoso,mas também serve de estimulante ,mas do sistema imunológico, o que evita doenças sendo ainda considerada altamente curativa.
A cor lilás está transforma o negativo em positivo.É relamente a cor da espiritualidade.


Esse especial enlace, cerca-se de toda essa proteção mística, e usa-se,no entorno do novo casal,várias coisas em tons de lilás, na veste da noiva, na gravata do noivo no casamento civil, na do pai, nos leves balões, nas flores do saboroso bolo.

Quando estudei em colégio de freiras, ouvi algo novo para a adolescente que eu era einteressante -que o casamento é o único sacramento católico onde o oficiante não é o Padre:este atuaria apenas como um condutor da cerimônia:os oficiantes são os próprios noivos.Que ao fazer seus votos, sacramentam-se.E, após a crimônia civil, assim aconteceu, sendo as alianças colocadas pelas próprias mães de ambos os nubentes.
Os tios foram convidados a falar sobre o passo que os jovens deram, e foram convidados os poetas, atores e autores gêmeos, Leosino e Leonildo (os "Leos"), que além de os saudarem , fizeram um pouco de saudável humor, conforme é de seu hábito e ofício.As mães se pronunciaram, os corações comovidos a desejar-lhes o melhor.Eu também fui convidada a falar, mas não falei sequer metade do que desejava, dada a emoção e por isso, hoje, aqui registro essas palavras e os poemas feitos especialmente para as fotos recebidas.Depois, mais.Amanhã.

Nas páginas antecedentes, os versos, os flashs dessa noite encantadora, com um buffet delicioso e tantas alegrias.Depois, dança e festa.E o futuro à frente.

Clevane Pessoa de Araújo Lopes