segunda-feira, 7 de julho de 2008

Poesia e Prosa para a Mata do Krambeck, em Juiz de Fora (SOS)





Recebi da Poeta Stella Hatch, de Juiz de Fora, a informação de que a Mata do Krambeck-pedaço da Mata Atlântica-que se vê logo ao descer de ônibus na Rodoviária local, teria parte derrubada para que ali se erguesse um condomínio de luxo.
Mobilizei-me, a mineira que mora em Gioñia, Masé Soares,fez PPS dele, meu amigo hegel Pontes enviou-me, através de sua filha Nívea pontes, um soneto.
Muita gente aderiu.
Abaixo, o que mandei para o site http://sempreaumpasso.wordpress.com/2007/01/15/sos-mata-do-krambeck/
nele, várias pessoas se pronunciaram :

Saudações fraternas.

Morei em Juiz de Fora onde atuei na imprensa, nos Anos 60/70,na extinta Gazeta Comercial.Meu nome é Clevane Pessoa de Araújo(Lopes), atualmente radicada em belo Horizonte.Venho publicando em meu blog os passos dessa luta,desde á petição ( o SOS), poesias e agora recebo, em resposta a uma das minhas, esse soneto de um grande poeta de Juiz e fora, Hegel pontes.Eis abaixo:

>> ÍNDICE

25/05/2007 20h22
Hegel Pontes:”Soneto Verde”
Imagem:localização da Mata do Krambeck, em Juiz de Fora, MG

Meu amigo Hegel pontes, trovador apurado e premiado, é sonetista de primeira linha.
Ao ler minha poesia de versos livres (SOS Pelos Pulmões Verdes, Mata do Krambeck) fez esse lindo soneto que tenho o prazer de receber de sua filha advogada, a Nívea, também interessada na questão da presenvação desse pedaço da Mata Atlântica:

SONETO VERDE

Hegel Pontes

“O PARAIBUNA, RIO SINGULAR
QUE VAI PASSANDO MAS NÃO VAI EMBORA
É TESTEMUNHA MAIS QUE MILENAR
DA MATA DO KRAMBECK EM JUIZ DE FORA

E DIZ QUE A MATA É DONA DO LUGAR,
PORQUE USUCAPIU A FAUNA E A FLORA
E TUDO QUE DEVEMOS PRESERVAR
DESDE ONTEM, HOJE E SÉCULOS AFORA

A MATA É O GRITO VERDE PERMANENTE
DA NATUREZA EM PROL DO MEIO-AMBIENTE,
O BEM MAIOR QUE A HUMANIDADE TEM.

A MATA É VIDA E EM NOME DA HARMONIA
A POETISA CLEVANE JÁ DIZIA:
QUEM MATA A MATA MORRERÁ TAMBÉM.”

Publicado por clevane pessoa de araújo lopes em 25/05/2007 às 20h22

http://www.clevanepessoa.net/blog.php

Por: clevane pessoa em Sexta-Feira(25/Maio/2007)
às 8:51 pm


Agora, envio minha poesia, de versos livres, que inspirou Hegel Pontes a escrever o soneto enviado há pouco:

SOS,pela mata do Kraembeck

Clevane Pessoa de Araújo Lopes

Os pulmões verdes da Terra brasilis
cor de esperança ,esmeraldas, turmalinas,
as águas ainda cristalinas,
pedem socorro.
As aves, os insetos e animais,
a fotossíntese,
o equilíbrio ecológico
pedem socorro.

As mãos das criaturas
assinam mandatos de
sentenças de morte.
Mas outras mãos,
assinam petições
e pedem pelos tesouros naturais,
suas gargantas entoam
cânticos de preservação,
unem-se às siringes da passarada
assustada
e a voz em uníssono,
do bicho homem e do bicharada
são poderosas quando clamam pela V*I*D*A!

A mata é um Cosmos riquíssimo
em ninhais, saprófitos,
seres pequeninos quais os elementais,
no mundo feérico e paralelo,
às vezes invisível.

Quem quer assassinar
a beleza original,
singular e plural
da mata,estará disposto a pagar
o preço do holocausto vegetal e animal
a seus próprios descendentes
sem água e sem o belo,
sem ar?

SOS:ESSES brados são os nOSSOS
escutem nOSSO cantar.
Ele pode vir a se tornar,
se preciso for,
um grito de guerra,
uma canção para pedir chuva…
Os OSSOS são “duros de roer ”
é difícil de comer Terra,
e não se dorme com sede
nem se vive sem respirar…

Quem mata a mata, morrerá também.

Clevane Pessoa de Araújo Lopes.
(Versos oferecidos à mata do Krambeck e á família Bracher ,que me trouxe esse apelo, o qual repasso).

http://www.clevanepessoa.net/blog.php?idb=4258

E, no blog, encontro esse texto elucidativo do Márcio de Mello Fonseca:

A Mata do Krambeck, maior reserva urbana privada de Mata Atlântica do mundo (Fonte: Lei Municipal 8527/94), localizada na cidade de Juiz de Fora, MG, com área de 291,9 hectares de mata contínua, conectada ainda a outros fragmentos remanescentes de importância sócio-ambiental estupendo, está ameaçada de sofrer intervenção incabível devido a iminente concessão de licença prévia para a construção de um CONDOMÍNIO RESIDENCIAL DE LUXO com 50 casas em Área de Preservação Permanente (APP).

Mediante injunção política típica dos redutos e currais eleitorais de líderes políticos regionais onde o poder público conivente em todas as esferas: do executivo, através das Secretarias de Políticas Urbanas e autarquias; do judiciário, onde a prática de favorecimento de laudos e pontos de vista não seguem à devida lógica processual, uma vez que a opinião técnica é abrogada pelo tráfico de influência e frontal desobediência a diversas leis e regulamentos de todas as esferas (Legislações Municipal, Estadual e Federal), Ministério Público Estadual e Federal compactuado ainda com a mídia local. A tudo isto some-se a parceria privada, no caso a especulação imobiliária e tem-se o retrato da dinâmica do processo que desvirtua, degrada e ajuda a desmoronar com a base legal e institucional do país do faz-de-conta no que concerne à uma legislação ambiental de faz-de-conta .

Segue abaixo uma descrição cronológica dos fatos:

Em 1992, a Mata do Krambeck por iniciativa do governo do estado de Minas Gerais, através da Lei 10.943 de 27 de novembro de 1992 cria a APA do Krambeck em sua extensão original. Curiosamente em 1993, quando ITAMAR FRANCO era presidente, a Lei Estadual número 11.336 de 21 de dezembro de 1993, durante sessão insuspeita da Assembléia Legislativa de Minas Gerais, retira um terço da área da referida APA que coincidentemente pertencia então à ex-mulher e filhas do então Presidente da República nos exatos limites escriturais da propriedade.

Posteriormente o sítio acima retirado da abrangência da APA do Krambeck é vendido á CARMEL EMPREENDIMENTOS. Em 2 de maio de 2004, um jornal da cidade publica uma matéria sobre o início da tramitação do processo de licenciamento ambiental que visava á construção do Residencial Brasil, um condomínio de luxo com 90 casas, quadra poliesportiva, sauna, playground e vestiários, construídos a uma distância de 10 metros dos dois lagos que existem no lugar.

Estarrecidos com a notícia, população e ONGs da cidade começam a se mobilizar de forma inédita com intuito de fazer valer o que determina as Leis de proteção ao meio ambiente, uma vez que é clara a ilegalidade e impropriedade de se deferir licenciamento para que tal empreendimento ocorra. Duas Audiências Públicas foram realizadas para se discutir o assunto, além de campanha para recolhimento de assinaturas em repúdio a tal projeto sendo então encaminhadas e protocoladas junto a AGENDA-JF (Agência de Gestão Ambiental Municipal), totalizando 15.000 assinaturas. Se tal licenciamento for aprovado, e é o que parece que ocorrerá, um vasto número de Leis e Normas serão acintosamente desobedecidas, a saber: Lei 4.771/65 artigo 2o e artigo 9o , Lei 9.985 de 18 de julho de 2000 em toda a sua essência, Portaria 184/84 do IBAMA, Lei Orgânica e Plano Diretor Municipal (9.611/00), Decreto Federal 750/93 e Resolução do CONAMA número 369 de 28 de março de 2006.

Além disto, uma vasta gama de incongruências e pareceres conflitantes onde de um lado a FEAM (Fundação Estadual do Meio Ambiente) e IEF (Instituto Estadual de Florestas), respectivamente Órgão Deliberativo e Órgão Consultor divergem completamente em seus laudos periciais, sendo o primeiro contra o empreendimento e o segundo a favor. Outro fato extremamente incongruente refere-se à apreciação do Laudo Técnico emitido pelo CAOMA (Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de Minas Gerais) na Ação Cautelar de número 05217742-8 na segunda vara cível da Comarca de Juiz de Fora onde o Laudo Técnico dado pelo perito corrobora toda a Legislação Ambiental pertinente acima, mostrando ser completamente ilegal tal empreendimento. Porém, no entendimento da Promotoria de Justiça do Meio Ambiente tamanha inadequação e impropriedade se torna meramente ilustrativa, sendo a Ação Cautelar acima e a Ação Civil Pública de número 06293342-2 extintas como que “por encanto”.

No apagar das luzes do ano de 2006, em reunião realizada em 19/12/2006, de caráter extraordinário, a Câmara de Infra-estrutura e Saneamento do COMDEMA (Conselho de Desenvolvimento e Meio Ambiente Municipal) coloca em pauta a votação de concessão de licença, de assunto tão controverso, cheio de laudos conflitantes, sem que o parecer da Câmara Técnica de Biodiversidade fosse sequer consultada, uma vez que há intervenção em área de preservação permanente (APP), controvérsias legais irreconciliáveis, desobediência por parte do escritório regional do IEF em aguardar a determinação formal da SEMAD (Secretaria Estadual de Meio Ambiente), demonstrando total desrespeito pelos trâmites regimentais. Não obstante, houve muita resistência por parte dos conselheiros do Câmara de Infra-estrutura e Saneamento do COMDEMA em apreciar as incongruências de tal projeto, pois coincidentemente esta Câmara só tem representação dos setores da sociedade civil organizada diretamente interessados na aprovação do projeto (CESAMA, DEMLURB, SPU, SPS, Câmara dos Vereadores, Sindicato dos Engenheiros, Sindicato dos Químicos, Instituto dos Arquitetos do Brasil e OAB), a OAB não compareceu a votação.

Numa tentativa de se protelar a decisão o SR José Aristides, presidente da Câmara de Infra-estrutura e Saneamento do COMDEMA, em atitude corajosa e coerente pediu vistas ao processo, sendo, então, marcada nova reunião para 16 de janeiro de 2007. Acreditamos, porém, que o rolo compressor da injunção política compactuada por segmentos de todos os poderes na esfera Municipal já se articulam para mais uma vez virarem as costas para a vontade da população e flagrantemente desrespeitar a Legislação Ambiental sobrepondo o interesse privado ao público às custas do empobrecimento do meio ambiente.

Pedimos, então, a sua valiosa contribuição em prol do meio ambiente e futuras gerações, para que denunciem esta situação. Para tal, passo-lhes uma lista de pessoas, entidades, profissionais que de várias formas estão envolvidos no caso e podem prestar uma série de esclarecimentos, quer seja na área técnica, processual, documental e fotográfica, o que lhes proporcionará uma visão clara e abrangente da questão, dando-lhes então certeza de que o lhes é narrado agora corresponde à verdade.

Atenciosamente,
Márcio de Mello Fonseca

Poema para Joaquim Evónio e poemas de sua lavra





Joaquim Evónio é pessoa generosa, talentosa, que nos oferece espaço em sua Varanda das Estrelícias(strelitzias).E paciente.
De vez em quando, envio alguma colaboração para um endereço dele que não o esperado para tal.Ele então reenvia a chamadinha delicada.
Gosto muito do que ele escreve e sempre tenho desejo de lhe agradecer pelo belo sítio que me oferece, numa caudal de generosidade.
Perdi a oportunidade de conhecê-lo quando esteve no Brasil para a Semana do Escritor que Douglas Lara promove em Sorocaba, quando lança o RODA VIVA, uma antologia "de peso".

Visito-me e encanto-me com a alegria do sítio:gosto dessa hospedagem lida.Visitem-me (e depois aos demais autores e ao próprio Evónio):

http://www.joaquimevonio.com/espaco/clevane_pessoa/clevanepessoa.htm

Quero retribuir e passo a publicar abaixo,seus poemas,dos quais gosto, não apenas porque sua alma de artista produz uma POIESIS pictórica, mas ainda pela leveza do verbo, o ritmo característico dos versos que são facilmente decorados, repetidos, ótimos para declamar.
Joaquim Evonio,é desses poetas qe não sopesam com excessos a estrutura do poema:tem o dom de , com poucas palavras bem alinhadas e eminhadas na balança da beleza, dizeru tudo que deseja-e cabe a nós reinterpretar o poema ou advinhá-lo a maior-basta acompanhar seu vôo.

O artista abre os campos de seu self e mostra-se sensível às estrelicias.Fotografa o jardim materno.Coleciona imagens que nos maravilham .A flor da estrelícia, que contém cores e delineia um perfil de ave, conforme o ângulo, um bico de beija-flor,parece-me a própria representação do "poetamigo"(*) luso.

Descendente de portugueses, carrego atrelado ao nome , o sobrenome Pessoa.Isso enche-me de alegria ("atrela o tu arado a uma estrela")...E sigo arando a alma,onde o grande Pessoa fez colheita de semeadura mágica.

Sobretudo, gosto desse facies do Joaqim Evonio,de pessoa voltada pelo OUTRO, desse sorriso e dessa barba argêntea.E, ladra bem intencionada, captei pelo Google essa foto.E não é a primeira vez, mas sei que serei perdoada.Mais uma vez.Como resistir?
Uma vez, fiz para ele um poema sobre mãos queimadas -numa ocasião em que as teve assim e todos os amigos mobilizaram-se para mimá-lo.

Desta feita, volto às mãos.Mas mãos-asas

Mãos-asas

Clevane Pessoa de Araújo Lopes

(para Joaquim Evônio)

Sim , sei que a pele reconstitui-se miraculosamente.
Qua o fogo não logrou o êxito da sempiternidade.
Livres, tuas mãos voam migratórias
para cumprir seus ternos e tensos, seus perenes e ciclos.

Tuas mãos -asas, de artista e bardo,
em poemas e debuxos,
escrevem meras, descrevem luxos
desses que apenas os poetas renomeiam
com tal nome.
preciosas -mãos:tatalar de criatividae,
veloidade adeqüada:
reinterpretas a prórpia inspiração
e a verve sai perfumada,
nuvem de indagações e de delícias,
ao olhar, um jardim de estrelícias,
vistas do avarandado olhar,
entressonhado entre os cílios.

Clevane Pessoa de Araúlo Lopes

Belo Horizonte, Brasil, em 07/07/2008

E agora, a enxurrada cristalina de sua chuva poética:


MENINAS DE GUERNICA

Tanta energia perdida
- pensou a bomba no ar

e os seios das meninas
inflaram só uma vez
antes da morte os levar



TEJO À NOITE

São luzes antropomórficas
verticais e embuçadas
a verter sombra no Tejo
mas recebendo os reflexos
das irmãs da outra margem
em estuário se abrindo
e levando para o mar
as mágoas e alegrias
tiradas às nossas almas
navegantes como outrora

os torreões levantados
fortalezas junto ao mar
são sinais do meu passado
e prenúncio do além

dum momento para o outro
o vento alevanta o rio
e as fragatas sonolentas
acordam em sobressalto

alvorada do amor
nasceu para toda a gente
em busca do universo

e as águas então paradas
espelho da noite alfim
revoltam-se alvoroçadas
vão a caminho da foz
e levam a nossa alma
que já era apenas uma
e toca nas duas margens
numa cantata de espuma


joaquim evónio
Chapitô, 13 Nov 06





CARAVELA

Tanto naveguei
e nem uma caravela

de tantas que naufragaram

me deixou uma só vela
uma estilha de saudade

APARIÇÃO
Um dia

na sala onde estiver

há-de entrar uma mulher

com fogo no olhar!

É a mulher

que sabe o que quer

e vem para ficar!

(JE)






Joaquim Evónio



Remador

sou um remador
passei a vida a sonhar
cada vez mais longe...
repousou o teu olhar
na palma da minha mão!



MORTE SOLITÁRIA

Tudo rejeito,
nunca pedirei socorro!

Hei-de morrer só e de pé
e saberei sempre do que morro:

Do excesso e da falta de fé!

<<<***>>>

Conforme escreveu nossa Poeta Cecília Meirelles, "que em sendo a Terra redonda/um dia nos encontraremos".Penso que ficaríamos horas a falar sobre flores e de versos...

Clevane Pessoa de Araújo Lopes

Poeta Honoris Causa pelo Clube Brasileiro de Língua Portuguesa, para oito países lusófonos.

Diretora Regional do InBRasCi.

As pessoas passam- a arte e as letras sobrevivem

Jornal Aldrava Cultural
Clevane Pessoa

Opinião

As pessoas passam, a arte e as letras sobrevivem!


Clevane Pessoa de Araújo Lopes



Prezada Governadora do InBrasCi em Minas Gerais, na histórica cidade de Mariana, a Primaz de Minas, Andréia Donadon Leal:


Muito grata pelos repasses e andamento da questão. Envio todas para Flávia Vivacqua, artista plástica, que coordena o Grupo "Coro Coletivo", na Internet, razão pela qual a Leci pensou ser "Coral musical", presumo. O "Coro Coletivo” reúne artistas e poetas de vários segmentos - conforme várias vezes, envio as ações criativas dos membros do grupo, para você, posto em meu blog, etc. Essas ações, performances, apresentações, mostras, lançamentos, etc, podem ser nacionais ou internacionais que merecem, da mesma forma, nosso olhar.
Já é tempo do Brasil ser mais conhecido lá fora, no campo artístico-literário, mas não apenas pela divulgação precária da mídia - que privilegia geralmente quem já é famoso (quantas vezes, após a fama no Exterior) Fico, Andréia, gratificada, quando sei que seus quadros, assinados como "Déia Leal", já lograram classificação importante em certames internacionais, qual o de Granada, na Espanha, ou na Itália, quando você representou a mulher artista brasileira, participaram de mostras itinerantes e que você recebe medalhas, congratulações, convites, por representar essencialmente, o movimento Aldravista, que privilegia a Metonímia mais que a Metáfora, esta comumente aplicada à Literatura e às Artes. Mas, pesa-me que a mídia e os órgãos Governamentais não invistam em seu trabalho. Não em ponderarem mais o Aldravismo, mas em o legitimarem como Movimento real, consistente e atual no Brasil. Quando você não conseguiu passagens para ir à Espanha, convidada e premiada, fiquei realmente perplexa, mas o mesmo já me ocorrera quando fui Prêmio Ex-Aeqüo no Algarve, em Portugal, por primeiro lugar de Conto livre. Entendo, Andréia, que o MINC ampliou consideravelmente as possibilidades de Intercâmbio Cultural, entretanto, é preciso uma análise mais acurada das pessoas que se candidatam aos benefícios. Todos merecem, mas cada caso é único. Na questão dos prazos, por exemplo, freqüentemente usados como a desculpa oficial para a não concessão de passagens, deveria, cada solicitação, em particular, passar por um crivo, pois "se" o artista ou o literato, o poeta, representarão seu País, e o resultado ou o convite chegam aqui já vencidos os dias hábeis para a concessão, outros meios hão de haver. Toda regra tem exceções. Em que pese meu amor pelos esportes, o que mais vemos são jogadores irem receber seus títulos... Políticos viajarem... Na questão editorial, quando nos oferecem alguma possibilidade, acenam com algum concurso/premiação, ocorrem as dúvidas tais e quais do último episódio da FUNARTE. Como divulgadoras voluntárias de Cultura, bem sabíamos das dezenas de concorrentes. E o resultado, ao que foi divulgado, saiu em três dias. Quem, em sã consciência, avaliaria tantas propostas? Cartas marcadas? Sabemos também que vários escolhidos são pessoas do Bem, que concorreram normalmente. O que acontece? Um bingo? Uma loteria para alguns, e o privilégio de um artista em detrimento dos demais? É dificílimo (por se tratar de Propriedade Imaterial, ou de conceitos abstratos e ainda, de propostas sobre algo des/conhecido, muitas vezes) sabemos, escolher. Um júri sempre se vê às voltas com o universo imensurável da criatividade. Então, justamente por isso, a abertura dessas avaliações, precisa de um tempo considerável. Seis meses, um ano para visitar, investigar, avaliar, em especial quando há envolvimento social e educativo dos beneficiários, de uma comunidade. Um dos trabalhos mais interessantes que já vi, foi em Belém do Pará, coordenada pela Dra em Hebiatria, Maria da Conceição de Oliveira Costa. Conseguiu verba da Fundação Mac Arthur e tirou da rua as prostitutas mirins, já mães - meninas, que aprenderem a "embonitecer" bonecas velhas e vendê-las e assim, tendo dinheiro para comprar leite para os filhos, não precisavam se prostituir mais. Sim, aqui o parênteses refere-se a artesanato. Mas em sua confecção, muitos artistas acabam por se revelar. E apenas em subdesenvolvimento, "Saúde é sinônimo de doença" (cuidar da saúde + cuidar de doença!). Num sentido lato, oferecer bem estar, cultura e lazer ao povo, é também oferecer SAÚDE.

Há muitos artistas envolvidos em trabalhos assim. Ou seja, vejo duas vertentes: uma, a das Artes de per si, outra a sua significância ampla, da Poiesis, no caso, também em prol dos menos validos, tanto quanto dos artistas. E incomoda-me, Andréia, que a verba tenha de vir de outros países (conforme vi em vários outros Estados), quando conhecemos as falcatruas, o desperdício dos donos dos poderes, os crimes de colarinhos brancos - e de todas as cores - as verbas mal direcionadas, os excessos de políticos que ajudamos a eleger. Por isso, nosso País engatinha e arrasta-se, movido pelo plano de seus cidadãos do Bem - os quais, felizmente, em especial o grupo multidericionado sagrada dos Poetas e dos Artistas, tem uma vontade poderosa e imaculada. Desculpe o desabafo, mas ele precisa ser escrito, antes que eu escreva um Elogio à Desesperança. E apenas para aplaudir seu empenho, a partir de um simples pedido, para que acenasse possibilidade ao Coral de Viena, à boa vontade da Flavia Vivacqua em abrir espaço no Coro Coletivo para, pelo menos, tentarmos um espaço para esses cantores. No entanto, assim quais eles, há milhares de brasileiros bafejados pelos deuses da inspiração, à espera de serem reconhecidos; de uma oportunidade de verba. Quando deveriam estar sendo reverenciados por serem os emissários do Belo. Quantas obras se acumulam em quartos e galpões pequenos, mal ventilados, escuros, à espera de serem mostradas, compradas? Você, enquanto pintora, sabe quanto custa o acrílico, o óleo, e o que dizer dos muitos pobres que não podem comprá-la? Já vi pintores usando borra de café, pétalas de flores, urucum, para obter o milagre da cor e das tonalidades. Mas, não como alternativa; por necessidade. Se esse status quo poderá mudar? Sim, sim e sim. Se não cochilarmos, se gritarmos e cantarmos juntos, nossas necessidades e, sobretudo, se "pagarmos o preço da terna vigilância". Sem liberdade, para expandir-se - e aqui somente me ocorre a velha e gasta imagem - o livre criador de arte e beleza é um pássaro de largas asas, que, além de podadas, ainda estão em gaiola, sem poder voar... Unamo-nos e continuemos a luta pela Esperança, pela Paz e pelos Direitos. Penso em uma "carteira do artista", desde que trabalhei no ex-INAMPS e via que o "segurado" podia ir à farmácia buscar remédios - o que o SUS hoje faz bem. Por que não terem os artistas que, comprovadamente, precisassem, a carteirinha de artista, para poderem ir a um almoxarifado buscar o material, para realizar seu trabalho sem preço?!
Desculpe-me se pareço inflamada. Estou. E espero que me compreenda. Grande e cordial abraço e meus cumprimentos a você, Andréia Donadon (Déia Leal) e a você, Flávia Vivacqua!
As pessoas passam, a arte e as letras sobrevivem!


Clevane Pessoa de Araújo Lopes
Diretora Regional do InBrasCI em Belo Horizonte, Minas gerais.
Psicóloga
Poeta Honoris Causa pelo Clube Brasileiro de Língua Portuguesa, Desenhista, Brasileira.

Poeta RICARDO EVANGELISTA e da cantora SUELI SILVA:no Cleidoscópio e no Belô Poético




Em Belo Horizonte, capital mineira, há um casal que prima ela harmonia de expressão:Sueli Silva, cantora e compositora e o marido, Ricardo Evangelista-pesquisador, poeta,sociológo.A partir de hoje , vocês poderão conhecer seu belo trabalho de TROPEIRISMO CULTURAL.
Ricardo tem a curadoria dos saraus de Poesia da Lagoa do Nado.

Evangelista.A partir de hoje, várias aparições artístico-literárias:

OLÁ PESSOAL,

Confira o trabalho do poeta RICARDO EVANGELISTA e da cantora SUELI SILVA:
Na segunda-feira, 07/07/08, ás 17 h - PROGRAMA CALEIDOSCÓPIO DA TV HORIZONTE ( CANAL 22/FECHADA OU 19/ABERTA ), mostrando POESIAS MUSICADAS E FALADAS que fazem parte do espetáculo e do CD "POETAS QUAE SERA TAMEN".

Dia. 11/07 - às 20 h - 4º BELÔ POÉTICO/FESTA DOS POETAS. Apresentação do CD "POETAS QUAE SERA TAMEN". Café Status. R.Pernambuco. 1.150. Savassi.Ver www. belopoetico.com.

Dia 12/07 às 16 h --Discoteca Pública. Apresentação do CD "POETAS QUAE SERA TAMEN". Machado. 207. B.Floresta .
Sendo que estaremos na feira a partir das 14 h para conversar com o publico.
Ver site www.discotecapublica.com

MAIORES INFORMAÇÕES: Acesse o site de RICARDO e SUELI e veja as poesias, canções e vídeos da dupla: WWW.SARAUTROPEIRO.COM .

PRODUÇÃO.
ABRAÇO.
BH/MG
07/07/08

Ontem ligou-me Neuza ladeira, poeta e aquarelista , que rcebeu o casal, entre amigos, na sexta feira dia e comentou sobre a voz de Sueli.Eu lhe repeti o que digo sempre e com covicção:quando Sueli Silva abre o canto, voz, sinto que uma de suas asas se estende e toca minha alma.

domingo, 6 de julho de 2008

Yeda Prates Bernis e Cantata



A Coluna de.......... Clevane Pessoa Brasil
Pág. 78

CANTATA




Quando morávamos em S.Luiz, Maranhão,vínhamos a Belo Horizonte todos os anos,e numa dessas vindas,encontrei um livro de Poesias chamado "Pêndula", que comprei e li de um fôlego.Era um dos que Yeda Prates Bernis publicara.Reli-o na viagem de retorno,no avião,embalada por sua verve.Identifiquei-me de imediato, pois meus temas prediletos e recorrentes desfilavam sob meus olhos, escritos por ela.
Emprestei-o muitas vezes,a quem gostava de Poesia verdadeira.Mandei um de presente para a Irmã Josephina de Gusmão,que ainda vive,idosa, no convento em Itajubá e que, no Colégio Sagrado Coração de Jesus, em Itajubá,se não me engano em 1964,eu com dezesseis para dezessete anos, cursando o terceiro ano do que chamavam "Curso Normal"(de normalistas, professorinhas futuras)e publicou a primeira resenha que eu escrevera, "Sapatilhas e Botinas "(ando atrás dessa publicação).

Depois que retornamos, em 1990, de vez em quando,encontrei algum de seus livros para comprar.Meu imaginário fervilhava:onde está essa Poeta? Quem é?...

Fui então, convidada para ministrar uma palestra no curso de Atualizaçao Cultural de D.Selma, no PIC Cidade, aqui em belo Horizonte.

Encontrei uma sala repleta de senhoras muito bem arrumadas e elegantes, sorridentes.Reencontrei uma de minhas colegas do curso de Psicologia, da FUMEC, Terezinha, que vira meu nome na progranação e aparecera para abraçar-me.

Após a palestra, um tema sobre questões de gênero e sexualidade , uma das senhoras levantou-se para dar seu depoimento, externar sua opinião.Olhos verdes faiscantes,mostrava a beleza de jovem que devia ter sido.Ainda dona de um rosto marcante.Ao perguntar seu nome, tive a surpresa:Yeda Prates Bernis, a poetisa que eu tanto buscava nos meandros dessa capital grande , ali, à minha frente...

Conversamos, trocamos figurinhas, eu lhe dei um de meus livros, Sombras Feitas de Luz.

Tempos depois, liguei para sua casa e lhe pedi a doação de alguns livros, para sortearmos na semana da Mulher, que organizávamos, todos os anos, no Hospital Júlia Kubtischeck,onde eu trabalhava.

Imediatamente, ela enviou ao meu consultório duas sacolas com daquelas preciosidades.Generosa,incluiu edições encadernadas, em capa dura,de Grão de Arroz.É nele que Oswaldino Marques,o prefaciador, decreta, no título, ser um livro de ..."HAIKAYEDAS"

Quando meu filho Allez Pessoa,contrabaixista,a pedido da vereadora Elaine Matozinhos,estava organizando a cerimônia do Dia da Mulher, em 2004,que aconteceria no MATRIZ ,uma casa de shown,resolvemos homenagear Yeda, legítima e premiada representante da Poesia da capital mineira.Mais uma vez, ela enviou livros para presentearmos as mulheres e compareceu para receber sua placa. Na data, não pude estar ali e então,ela enviou-me por Alessandro,seu mais recente livro:"CANTATA".

De encdernação dura,na cor vermelha,a antologia tem capa e projeto gráfico de Marconi Drummond,em edição da autora.

Apesar das poesias escolhidas não o terem sido em ordem cronológica,revelam, por certo,significâncias de sua alma, de suas acontecências de vida.Significantes e significados alcançam uma extensão deliciosa em sua Poesia sutil e profunda.Sua trajetória poética.

Sua alma tem sempre algo de oriental, quando,por exemplo,escreve haikais (relembro:em um de seus livros ,de haikais,esse chamado"Grão de Arroz",é que o prefaciador chamou de "hakayedas"(*), tal a força de estilo que ela imprime neles).

Seu livro de estréia foi "Entre o Rosa e o Azul, logo premiado com o Prêmio de Literatura Cidade de Belo Horizonte".Cada um, além das nuances naturais de um trabalho escrito com a amorosidade que soi aos poetas, há sempre a marca estilística.

Escreveu ainda:"Palavra ferida",Pêndula","O Rosto do Silêncio",À Beira do outono", "Encostada na Paisagem", além do cito "Grão de arroz."

Quando fiz meu e-book "Orvalho" de haikais,novamente liguei-lhe e ela escreveu o prefácio.

Há tempos, não a vejo.mas sempre que abro um de seus livros, parece -me ouví-la, a ela, que escreve, canta e toca.Encanta.

CANTATA ficou guardado, pois mudei de casa e muitos livros permaneceram unidos em berços de caixotes.Agora, cá está esse primor à minha frente.

Hoje, escrevi uma poesia , a pedido de Cath Roos para uma série, chamada "Grita, poeta".Depois a postarei aqui.Uma Poesia de muitos versos.Já Yeda, na página 20 que acabo de entreabrir, nos dá esse exemplo de concisão:

RETRATO
(Y.P.B.)

"Da cabeça
pesados fios de memória
escorrem sobre os ombros.

No oceano dos olhos,
cristais soprados
pelas salinas da alma.

Na boca, em pedaços,
um grito guardado"


A sutileza das metáforas leva ao banquete vivencial.Meu lado psicóloga as interpretaria à exaustão.Meu lado poetisa se enternece e ,dessas "salinas da alma", chegam-me os cristais líquidos.Belíssimo exemplo de sua verve, de seu estilo....

Vejam a maestria desse outro retrato, esse, de outrem, ao qual se identifica a poeta, para interpretá- lo:

"NO QUARTO
(Y.P.B.)

Penumbra e silêncio.
A cama dorme.
A cômoda,
grávida de roupas inúteis.
Sonhos exautos fogem
pelas frestas da porta.
E um homem
abraçado á solidão
aguarda."

Seu olhar feminino está ali,claramente pousado em uma cômoda, à qual atribui o animismo,o caráter humanizado:"a cômoda,/grávida de roupas inúteis"(...)Por que as rouas antes utilitárias,agora estão inúteis?para que finalidade foram compradas?Fossempeças íntimasfemininas, fácil deduzir:ah, para sedução...Mas o sujeito da solitude, é do gênero masculino.Quem não está aí para abraçá-lo?E se a solidão o ampara, até quando? E o verbo final,apoteótico:ele "AGUARDA".A condição humana desvendada nesse pequeno espaço verbal:seres que esperam,as pessoas.E a Poeta nos sabe.E se sabe.

Pianista, cantora,Yeda traz a Música imprescindível para seu próprio ritmo poético.Não é do nada que CANTATA foi subdividido assim:ANDANTE,TEMPO GIUSTO,ALLEGRO,DOLCE,PIANÍSSIMO...Medidas dos tempos musicais, de forma alegórica para esses versos...

Yeda tem impulsos que derrama pelo livro, todos acertados,veja,:

QUASE HAIKAI
Y.P.B.)

"Do beiral dos dias
cai sobre mim
tênue chuva de estrelas:

estou molhada de luz."

Tem-se a impressão de que ia ser um haicai,mas ela precisou dizer algo mais,o que estava sentindo, essa bela imagem de estar umedecida pela LUZ.Do haikai tradicional, com sementes de Basho,Yeda Prates bernes guarda a singeleza, a força das estações, a leveza.Mas já em Grãos de Arroz, dá o recadodo gênero poético, mas nem sempre segue a norma de 5,7,5 silabas poéticas nos versos.Alguns sim , alguns não.

É imbatível nos tercetos, poetrix espontãneos a que dá á luz.Cada um mais plúmeo:

Na poça d'dágua
o gato lambe
a gota de lua.

**********
Inútil.A gaiola
nunca aprisiona
as penas do canto.

**********
Branco instante
entreo verde e azul:
garça ou pensamento.

***********

E, para fechar (voltarei a comentar as Yedicências mais tarde,outras vezes,tantas quantas meu coração peça) , este belíssimo:

RESGATE


O pai a mãe
girassol violeta.
A Mãe Preta, mater dulcíssima.
"spes nostra",salve!
O cão lambe
a solidão da infância.
O sino da matriz
asperge em sons
a poeira das ruas.
a primeira comunhão,
fogo fátuo no coração menino.
Coral de passarinhos
na mangeuira
arrepia o silêncio da tarde.
O incenso no fogão de lenha
tortura as almas em cinza.
A perdiz,a codorna, o nhambu
aguardam, já frios,a depenagem.
E o depois não chega
a não ser pela folhinha na parde,
flor esmaecida de um tempo
que, lentamente,na memória
se desfolha."

Percebe-se, por toda a caminhada poética de Yeda, esse arguto olhar sobre o tempo, as estações, as fases de vida.Talvez por isso mesmo, seja uma haikaista hábil na medição da temporalidade . E todos os seus pesos são plúmeos,sempre digo.

CANTATA traz impressionante fortuna crítica,de Drummond a Alphonsus de Guimarães,de Antonio Cândido de Mello e Souza a Francisco Carvalho,a de Abgar Renaut a Bartolomeu Campos Queirós, de Affonso Romano de Sant'Anna ,do romancista Cyro dos Anjos ao querido Fernando Sabino,Francisco Carvalho a João Luiz Lafetá - e mais: o experiente José Afrânio Moreira Duarte, o admirado Manoel de Barros,o incisivo Ivan Lins,o constelado Márcio Almeida,o sensível,Paschoal Motta,e encantado Pedro Nava,o criativo Oswaldino Marques("haikaydedas!).Caio Porfírio Carneiro chama a cada um dos grãos de arrozz "trinta e seis jóias" de um colar, o livro.
Esse baú de madrepérola encastoada em madeira de lei, da Fortuna Crítica, tem chave de ouro com a doce e sábia Henriqueta Lisboa sobre "ENTRE O ROSA E O AZUL":"POESIA PARA HABITAR OS CORAÇÕES".

Quanto a mim, não posso deixar de transcrever Silviano Santiago:

"Curiosa a ambivalência do haicai que você pratica:ao mesmo tempo em que pratica :ao mesmo tempo em que corta como lâmina fria o cerne do poético , abre espaço para o lento fluir do devaneio
pelos labirintos do inconsciente"
(sobre "Grão de Arroz")


(*) Fortuna crítica:João Lafetá:
(...)"Impregnei-me de seus haikayedas".

Por clevane pessoa de araújo em 07/02/2007 às 11h12



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Quem é: Clevane Pessoa

Escrever à autora


Clevane Pessoa de Araújo Lopes

Escritora, Poeta, psicóloga. Belo Horizonte - Brasil

Retomei a vida literária em 2000-e de lá para cá, participei de cerca de 20 coletâneas de textos literários, inclusive o livro “Adolescente-Aspectos Clínicos e Psicossociais”, organizado pelos drs. em hebeatria , Maria da conceição de Oliveira Costa e Ronald Pagnocelii, sendo co-autora dos capítulos de Sexualidade na Adolescência e Homossexualidade. Tenho escrito em jornais e revistas, participado de programas de rádio e TV, congressos, cursos, oficinas, feito palestras e conferências, como psicóloga ou escritora.


(Texto Publicado
A originalmente no Jornal Ecos (organizado no Brasil, por Vânia Moreira Diniz) :http://www.jornalecos.net/pessoa.htm

Outros textos meus neste belo jornal virtual-cuja ausência agora,lamentamos.Bonito,um costume de Vânia Diniz, clean e capaz deagregar renomados e desconhecidos com a mesma generosidade:


N°26: Pelos Caminhos da Vida e Da Alma... N°27: A PRIMEIRA FEMINISTA FOI A PRIMEIRA MULHER... N°28: Desmoiselles" e um antigo colega de Redação,José Luiz Dutra de Toledo... N°29: Os Anjos de Milinha (infantil)... N°35: Pés Erotizados... N°38: A Poesia abraça a Música... N°39: A-No/RE/xia (I)... N°40: Trovas na Parede & Pichação e Grafitagem... N°41: SEXUALIDADE E MATURIDADE... N°42: Primeiro vínculo afetivo-sexual... N°43: Poesia Viva... N°44: O complicado Poder de Sedução da Mulher... N°45: ATOR NÃO TEM IDADE DE ALMA,TEM IDENTIDADE DE ALMA... N°46: Haikais Concretos... N°47: Entrevista com o Maestro Andersen Viana... N°50: Profissão: Poeta... N°54: Ilha de Fernando de Noronha-Rememórias (I)... N°55: Palavras Para Ser Feliz... N°56: PRATICAR-SE:A ARTE DE ENCONTRAR O OUTRO... N°57: Profissão: Poeta "

domingo, 29 de junho de 2008

Terceiro Prêmio GRC de música, para a Banda Caution





Quentinha da Banda Caution ,Banda mineira, somente de mulheres,com sede em belo Horizonte, captada do fotolog (*) da mesma e autorizada a captação por BRENDA MARS, poeta e fotógrafa, performadora:



"Caution recebe 3º Prêmio GRC Music na Categoria Banda Revelação
Hora de comemorar...Recebemos neste sábado em São Paulo o 3º Prêmio GRC Music na categoria Banda Revelação. Essa é a foto que saiu no site Mundo Rock de Calcinha que também ganhou o prêmio de web por divulgar a cena independente. Foi um dia muito massa de contato com outras bandas, produtores e de curtir as bandas que tocaram no prêmio. Vamos postar nos próximos dias fotos da premiação. A gente agradece por todos que apoiam a Caution. Não deixem de curtir nosso som no www.bandasdegaragem.com.br/caution www.myspace.com/bandacaution e outros sites que apoiam a cena independente.

(*)http://www.fotolog.com/cautionband/47968475

FESTIVAL de INVERNO De ITABIRA

InBrasCI - Minas Gerais
Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais - MG

e


Jornal Aldrava Cultural


divulgam



Aos Membros do InBrasCI : Sede: Rio de Janeiro
Chancelaria Ilha da Madeira - Portugal
Membros Correspondentes do InBrasCI-MG
Zagreb, Brasília.

FESTIVAL DE INVERNO DE ITABIRA

Promovido todos os anos, em julho, pela Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade, o Festival de Inverno iniciou-se em 1974. A cidade se transforma em um verdadeiro "caldeirão cultural", com a realização de cursos e oficinas nas áreas de Teatro, Literatura, Música, Artes Plásticas e Danças. Exposições, apresentação de peças teatrais, espetáculos de dança e shows musicais de expressão nacional, regional e local em vários bairros e nos distritos de Senhora do Carmo e Ipoema atraem turistas de todo o país.


34º Festival de Inverno de Itabira

"No meio do caminho" é o tema do 34º Festival de Inverno de Itabira.


“No meio do caminho” é o tema do 34º Festival de Inverno de Itabira. Uma homenagem aos 80 da publicação do poema homônimo de Carlos Drummond de Andrade na Revista Antropofágica e aos 40 anos da primeira edição do livro Boitempo.
Sentimentos contraditórios e escandalizados com a nova maneira de se utilizar a língua portuguesa, fora dos padrões convencionais e da norma culta, foram despertados com “No meio do caminho” nos mundos literário e acadêmico.
Provocar sentimentos vários através da arte como elemento transformador do ser. É esta a proposta do 34º Festival de Inverno de Itabira. Um leque de opções, dos mais variados estilos, para agradar a todos que amam a cultura, a arte, a vida. Assim, a Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade, que comemorou 23 anos de existência, preparou o 34º Festival de Inverno de Itabira."


Vamos, conosco, celebrar a vida!
Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade

Programação:

http://www.culturaemitabira.com.br/festivaldeinverno/