segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

2-Pérola no FERA_Prof.Deolinda Cornicelli Buosi-Ascendência do povo Japonês Milagrama e Porque Abraço o Mundo-Clevane Pessoa











Fotos:


Performance da aluna forma a bandeira do Japão.

Alunas em apresentação.

Jornal noticia o trabalho da professora de artes e poeta Deolinda Cornicelli Beosi.

Ônibus de viagem
Deolinda & alunas




Para homenagear os cem anos da imigração japonesa ao Brasil, a professora de artes e também poeta Deolinda Cornicelli Beosi,de Pérola, paraná, criou uma teatralização, onde mostrava a recuperação do Japão.(Veja página anterior)

Em pesquisa pela Internet, encontra meu poema MILAGRAMA e manda-me um e-mail pedindo parra incorporá-lo ao texto, mesclado aos seus.Depois descobri que também "Porque Abraço o Mundo", um de meus poemas, fora também incluído.Adorei essa idéia e fiquei muito feliz.

Mais fotos estão no ORKUT.

Publiquei, à época, informações várias em meus blogs:

Informações sobre o FERA(Festival de ARTE Rede Estudantil)
V Festival de Arte da Rede Estudantil do Paraná - 2008 -

No dia 29/08/2008, a professora ,poeta e artista plástica,Deolinda Cornicelli Beouysi, apresentaá uma encenaçãp comemorativa aos 100 anos da imigração japonesa.Suas alunas Viviane, Débora, Maria Amábile, Kaiona e Letícia, ensaiaram bastante ,para dize e interpretar ,sobre a o texto de sua mestra, sobre a ascenção japonesa..O poema MILAGRAMA, de Clevane Pessoa de Araújo Lopes, Embaixadora Universal da Paz, pelo cercle de Les Ambassadeurs de La Paix(Genebre, Suiça), residente em Belo Horizonte e Consul de Poetas del Mundo, refere-se a ,especialmente, Hiroshima e Nagasaki.Clevane Pessoa de Arapujo Lopes é Vice-Presidente do IMEL (Instituto Imersão Latina) , Diretora Regional do inBrasCi, em Belo Horizonte, MG, será declamado pela aluna Viviane.

Segundo informa Deolinda o Festival de Arte da Rede Estudantil do Paraná, FERA, está disponível no portal dia a dia educação do Paraná no endereço http://www.xn--diaadiaeducao-7eb3d.pr.gov.br .

Nele apresentam-se inúmeros artistas, com oficinas para alunos e professores e depois cada escola apresenta um espetáculo que pode ser de artes literárias, teatro, dança ou música... O tema do Fera deste ano é os Centenário da Imigração Japonesa.

Ela então, escolheu recitar e encenar a destruição de Hiroshima e Nagazaki, também fazer uma apresentação na categoria teatro, encenar a música de Tetê Espíndola "Escrito nas Estrelas"... Pescador de Corações...

Segundo conta, levará o Chefe do Núcleo de Educação de Umuarama o Sr. José Guilherme e sua equipe, as considerações da autora de Milagrama,a respeito da escolha de seu poema.

Deolinda leciona e reside em Péola e o FERA acontece(u) em Maringá, para onde viajou com as alunas, no dia 25.
Segundo ela, a apresentação sobre Hiroshima e Nagasaki, "está de arrepiar".

** <>**
**
Soube depois que a conclusão é quando Viviane Lowe sopra cinzas...

>>>***<<<

Ao pesquisar sobre essa dinãmica e criativa professora, encontrei suas palavras, a respeito da função de escrever;

"Escrever é também um ato de fé
Apesar de não possuir a escrita como um ofício, versejo tomada por um sentimento lírico. Já lancei entre amigos três livros de poesias, crônicas e reflexões. Contudo, decepciono-me com falta de oportunidade dos novos escritores. Fazer poesia em tempos tão difíceis exige mais que inspiração e talento, é necessário uma fé apaixonada e uma perseverança inabalável!"

[Sobre "Os desafios de publicar o primeiro livro"]

por Deolinda Cornicelli
20/8/2006 às 16h36

Fonte:http://www.digestivocultural.com/comentarios/default.asp?codigo=7918

>>>***<<<<

Outros espaços:

http://www.cbnmaringa.com.br/?page=noticia&id_noticia=21627

<<**>>

E ainda em meu outro blog:

http://pazepoesia.blogspot.com/2008/08/asceno-japonesa-de-deolinda-cornicelli.html

MILAGRAMA

Clevane Pessoa de Araújo Lopes

Um cogumelo de fumaça imensurável
resulta da bomba
insulta a pomba da Paz,
que enegrecidas penas,
revoa a fremir de dor,
gorgulhante...
e as penas se desprendem.
Quais as peles das pessoas.
Os olhos se enevoam,
mil tipos de cãncer
desorganizam as células
ou as célula,desorganizadas
provocam mil tipos de Câncer?
Fogo na garganta,voz trancada,
vozes em sussurros,
vozes aos gritos...
E o Cosmos, perplexo,
porque o resto da humanidade perplexa
vira o rosto,
não faz o gesto,
a sentir-se impotente...

Mas o povo japonês se refaz de si,se reconstrói
e "da solidão de Hiroshima",
que tanto impactuou o jornalista atento,
o trovador solidário e observador,brotaram as flores do potencial humano,
testadas à exaustão.
E nasceram novas Horoshimas e Nagasakis,
mesmo que os criminosos
que pensam serem donos do Poder
(NÃO o são,"Não o são")
continuem impunes,
o que importa,nesses sessenta anos,
é que as duas Phoenix se ergueram das próprias cinzas!



Clevane Pessoa de Araújo Lopes (da série Paz em Qualquer Campo)
Belo Horizonte,escrito em 05/08/06,pois em 06/08,lembramos os sessenta anos desse horror, pois para que haja PAZ, infelizmente é preciso lembrar os horrores das guerras...

>>**<<

PORQUE ABRAÇO O MUNDO:

http://www.clevanepessoa.net/visualizar.php?idt=541006

Blog de masesoares
--------------------------------------------------------------------------------
24/06/2007
--------------------------------------------------------------------------------
MAIS CLEVANE... NESTE DOMINGO



Porque abraço o Mundo


Clevane Pessoa de Araújo Lopes


É preciso abraçar o Mundo para não perdê-lo:

Ouvir a sonância e a dissonância de seus povos
conhecer as marcas de suas Terras

e tomar conhecimento da Natureza inteira...

deixar que o nosso coração ritmado.

se integre ao ritmo dos fenômenos naturais...

Abraçar o Mundo:

irmanar-se às outras gentes,

assimilar todas as diferenças

e somar pontos às igualdades

das demais Pátrias,

pois todos somos pertencentes à Terra,

semeados no mesmo Cosmos...


Abraçar o Mundo:

festejar as suas festas,

lamentar as suas guerras,

chorar as suas dores e misérias,

sobretudo,caminhar juntos para a verdadeira PAZ!
<*>

Publicado também em http://masesoares.zip.net/arch2007-06-24_2007-06-30.html

1-Pérola no FERA-Ascendência do Povo japonês após Hiroshima e Nagasaki















Fotos enviadas por Deolinda:
Em maringá, a "japonesa" e a logo "FERA com Ciência"

Foto em Maringá(a aluna que está com "sangue" na blusa, foi a que leu meu poema "MILAGRAMA"

Na performance, aluna forma a bandeira do Japão (Sol Nascente)

Aluna representa o povo japonês

Representação da morte-consequente da guerra (em Pérola, na escola)).

Continuação da performance

Alunas vestidas de marinheiros (em Pérola).
Deolinda ao microfone.
Ela , ela e alunos,a performance no colégio (as fotos em Maringá ficaram escuras)




"Amigos:Escrevi um poema em 2005, LLobus, o Poeta,fotógrafo e Presidente da REDE CATITU fez um banner e hoje, li que ele estará no F.E.R.A do Paraná.

Vejam abaixo.


Compartilho
Clevane"

O e-mail da Professora e artista plástica Deolinda Cornicelli Beosi:

"Adorei o texto do Milagrama, copiei-o todinho e utilizarei para trabalhar com meus alunos no centenário da cultura japonesa... Farei uma dramatização da poesia e apresentarei no Festival da Rede Estudantil (FERA) no Estado do Paraná! Sou professora de Arte, escritora e poetisa, também compus para o evento... Ascenção japonesa e Destruição que fará parte da minha apresentação. Bjs.
Enviado por Deolinda Cornicelli Buosi em 12/03/2008 19:15
para o texto: Milagrama (Sobre Hiroshima e Nagasaki)"

Respondi então:


"Deolinda:

Gostei imensamente dessa notícia, pois tenho um grande amor pelos descentes que aqui moram, os brasileiros de olhinhos puxados conforme digo no antigo poema abaixo, tanto que assino meus haikais com o nome de Haruko, que quer dizer Primavera.

Fiquei bastante curiosa a respeito do FERA.Mande-me um release e, caso queira, seus textos para meus blogs de divulgação cultural (abaixo).

Conte-me como será essa participação e sobre o Festival da Rede Estudantil.E de que forma usará MILAGRAMA.Ele faz parte de um banner criado pelo poeta e fotógrafo Marco Llobus.
Na medida do possível, mande fotos que postarei com os devidos créditos.Inventei a palavra MILAGRAMA e parece que ela ajustou-se bem ao contexto, que acha?

Os aldravistas de Mariana, que levaram em 2007,haikais a escolas, inclusive para alfabetizandos, mereceram um priomeiro lugar do PROALFA.

A Poetisa Andréia Donadon Leal, que é também pintora, levou suas telas de anjos e as criancinhas fizeram haikais lindos.O J.B.Donadon Leal, acaba de proferir uma palestra sobre a experiência.Integra o grupo J.Sebastião ferreira e gabriel Bicalho, tamb=ém haikaistas.

Você já ouviu falar no Aldravismo?
Veja-os em meus blogs.Sempre que posso, divulgo-os, são excelentes.

http://achamarte.com

http://filhotesdeborboletas.com.br


E também no Jornal Aldrava (www.jornalaldrava.com.br)

Um abraço e vou encaminhar para vc, no e-mail seguinte, as nor´picias do evento Paz e Poesia e convido-a a enviar dois poemas, uma foto, para inclusão em blog pp do evento (30/03).Mande até amanhã, por favor.No assunto, coloque "Poemas para Poesia e Paz" (pequenos)
poesiaepaz@gmail.com

pessoaclevane@gmail.com"

Japones Brasileiros

Clevane pessoa

Brasileiros de olhos puxadinhos,
nisseis se olham ao espelho,
e se acham meio diferentes.
dos demais...
Em casa, nipodescendentes,
muitas vezes mantém a tradição
A festa das estrelas, o Tanabata,
a floração da Sakura,
os origamis tradicionais
e as novas concepções.
No trabalho, são Aparecida ou João,
às vezes Fukayamas, Kawais,
tantos sobrenomes centenários...

Numa nova Pátria, raízes arrancadas,
mas soberbamente replantadas.
No início, suor e saudade
(palavra que sequer conheciam,
mas agora sentiam).
Lavoura, sol diferente
do imenso sol vermelho
de sua bandeira branca...

Agora, os novos, nisseis e ianseis
nem sabem bem
se são japoneses brasileiros
ou brasileiros japoneses.
Apenas são.
Tão nossos, em nosso coração.

Clevane Pessoa de Araújo Lopes


http://www.clevanepessoa.net/blog.php

Depois, Deo e eu fomos trocando informações.Soube que ela mora em Pérola, cidade do Paraná, onde reside o casal Baçan e Márcia.
Que escrevera um esquete teatralizado com o onome de Ascenção do povo Japonês-que uniria seus textos aos meus.
Que suas alunas apresentariam tudo no festival estudantil chamado F.E.R.A, em Maringá.

Depois do mesmo, recebi impressos, Cds, vi as fotos no Orkut dessa alegre professora de Artes.Descobri depois que havia outro de meus poemas na apresentação : Porque Abraço o Mundo.

Recebi livros que ela escreveu e louvo o verdadeiro papel de teia da Internet,que permite essas maravilhas.

Maringá(a aluna que está com "sangue" na blusa, foi a que leu meu poema "MILAGRAMA"

AVBL-Segunda antologia

Leiam o e-book feito por maria Inês Simões:



http://www.virtualismo.avbl.com.br/pdf/segunda_antologia_avbl.pdf

Poemas sobre a Árvore-Calçada em vermelho




Fotos que tirei agora, em novembro de 2008, neste final de Primavera:o flamboyant em frenteà uma casa vizinha, bordando o chão de vermelho...Linda visão, que me apressei a clicar, antes que varressem...
Clevane pessoa


Em setembro de 2003, pedi poemas sobre a árvore.Logo gerou uma fieira de poemas;Os primeiros:


HOJE É O DIA DA ÁRVORE...PENSEI EM FAZER UM LONGO COLAR DE ESCRITOS SOBRE ELA (PROSA OU VERSO)...

PODEM PARTICIPAR POETAS E NÃO POETAS...INDIVIDUAIS OU DE GRUPOS...

VALE TUDO QUE FOR INTERESSANTE,SOBRE A ÁRVORE:LENDAS, CRENDICES, FITOTERAPIA,TROVAS, HAICAIS,SONETOS,VERSOS LIVRES, CRONICAS PEQUENAS, PEQUENOS CONTOS...COLOQUE TAMBÉM DE QUE CIDADE ESTÁ ESCREVENDO,QUE TEMPO ESTÁ FAZENDO, E O QUE MAIS QUISER SOBRE VOCÊ...

NO SEMESTRE PASSADO, FIZ, PARA UM GRUPO DE SENHORAS(CURSO DE ATUALIZAÇÃO CULTURAL) DA IGREJA DO CARMO, AQUI DE BELO HORIZONTE,UMA PALESTRA SOBRE A ÁRVORE(UMA DE MINHAS PAIXÕES)...

ESTOU ANEXANDO AGORA,UNS VERSOS...COLOQUEM SUAS PALAVRAS A SEGUIR , OU A DE ESCRITORES CONSAGRADOS...E ENVIEM PARA QUE FIQUE BEM VARIADA ESTA CIRANDA...


ÁRVORE
CLEVANE PESSOA DE ARAÚJO

Dentro de mim existe uma árvore
muito mais antiga que eu...
Vive desde os meus antepassados
de quem trago traços atávicos...
Suas raízes são fortes na aparência,
mas nas profundezas, bem delgadas
e alimentam-me de aprendizados...
O tronco é meu brio, minha auto-estima,
e se lança para cima
buscando talvez, o céu...
Os galhos são tantos e de tal forma
buscam muitas direções,
porque sou multidericionada
com várias convicções,
pela vida apaixonada,
canto em versos sem convenções
o amor à forma e à beleza...
Incansavelmente me expando,
sempre algo mais buscando...
E as folhas são meus pulmões,
pois vivo clorofilando,
sem os verdes todos, não sei
se sobreveriam meus cantares...
Quando floresço, então,
transformo-me em alegria:
cantam cigarras e aves,
borboletas,dançam leves
em volta da florescência!
Ah, esqueci de contar
que escavada em meu tronco
está um nicho precioso:
nele mora uma coruja
que me ensina, paciente,
que até as árvores fortes
terão de morrer um dia...
Isso mostra-me a limitação
de minha essência mortal...
Mas sou poetisa e afinal
percebo transida de emoção
que essa árvore antiga
sou eu no meu todo dia
e que vivo, um a um,
meu rosário de magia...
**********************************
Árvore Humana
Schyrlei Pinheiro

Galhos fortes e sadios,
mostram raízes ocultas,
multiplicando-se na renovação
das flores, entre sentires diversificados,
enxertados por amor.
Cresce, árvore sábia,
espalhando, na eternidade, teus frutos,
preservando a auto estima,
repassando em cada geração
a seiva desta magia,
plantadas na fé e na esperança
de poder, finalmente, encontrar, a verdade
de uma mesma felicidade,
que renasce a cada dia,
sendo esta, sempre regada,
com as lágrimas
de dor, tristeza, ou de pura alegria.
Árvore humana,
tua sina
é transmitir as sementes
da própria vida !
***************

Eis uma grande lição
Margaret Pelicano

Nessa noite tive um sonho,
do qual não quero acordar:
sonhei-me um lindo menino,
que semeava árvores sem parar...
e eram tantas brotando, tanta planta a vicejar,
e chuvas em abundância,
fazendo o mundo melar em doce ciranda,
de frutas, flores, comida, pães,
crianças correndo a brincar,
mulheres e homens em orações, felizes a cantar...
nada faltava, havia abundância no lar...
água límpida por todo lado, muita gente a confiar, em tudo e todos, não havia motivos para se brigar!
Todos estavam alimentados, havia casas pra morar,
tudo porque havia árvores,
com suas sombras, madeiras e alimento,
trazendo tanto contento
para o povo a labutar.
Quando acordei,gritei: -meu Deus!
Entendi o seu pedido!
Na minha tela mental está impresso:
-saia ao mundo a ensinar!
O respeito às nossas irmãs árvores deve imperar.
Não as corte, cuide delas...
não descuide dessa lição!
Dela depende o futuro do planeta!
Entre logo em ação!
A cada dia uma semente, plante sem interrupção...
terás um belo lugar e a PAZ a espalhar.
Bom dia meu filho querido, vá logo trabalhar!
BSB - 21/09/2003
****************************************

Raízes do passado
Mariete Marcondes

Tronco firme, cúmplice de juras eternas,
folhas secas guardadas dentro de um livro,
passado de geração em geração.
Um amor de antigamente, tão somente
parte da terra, parte de toda a eternidade,
parte de você, sempre no meu coração.
Guardando segredos e juras de amor,
árvore frondosa, vida centenária,
conserva eternamente em seu corpo sinuoso,
nosso coração desenhado, nosso primeiro encontro,
nossa despedida, nosso beijo em vida passada.
Voltaremos um dia, e debaixo de sua sombra majestosa,
encontraremos nosso passado marcado,
nosso primeiro beijo enfim relembrado
misturado com as juras de amor eterno

.********************************


ÁRVORE
Maria Petronilho





Mater
Raiz
Oculta
Vulva
Exposta


Fecunda
Matriz
Me caso
No solo
Com o sol
Me abraço

Em verde
Vida
Me dou

Te dando


A doçura do fruto
A frescura do ar


Fértil
Fonte
Esperando
Teu Ser.

21/9/2003 - DIA DE SOLSTÍCIO DE PRIMAVERA NO HEMISFÉRIO SUL E DE INVERNO NO HEMISFÉRIO NORTE... UNIDOS NUM DIA ÍMPAR OS FILHOS DA MESMA MÃE TERRA E DO MESMO PAI SOL!



--------------------------------------------------------------------------------

Um amigo leva a outro...




Prezada Clevane: Sou amigo de Masé Soares (pelo que sei uma querida amiga sua também). Foi ela que, em boa hora, me indicou o seu Site. Não conhecia, confesso.

A Masé me enviou um lindo poema seu que, na próxima terça-feira, terei todo o gosto em ler no Programa \"Rádio ao Vivo\" de Arethuza Vianna, na Rádio Novo Nordeste, onde participo tds. as terças-feiras, por volta das 21 h. (hora de Verão 22, com a rubrica \"EU... VOCÊ E A POESIA\".

Este programa começa às 20 h. e pode ser sintonizado em 50AM, ou melhor, pela Internet em - www.radionordeste.com -. Li agora, de forma breve, alguns dos seus belíssimos textos.

Permita que lhe apresente os meus parabéns muito sinceros e lhe deseje que este Novo Ano lhe traga muita saúde, paz, amor e muito sucesso! Prometo voltar mais vezes e com mais tempo - Já adicionei em \"Meus Favoritos\". Com amizade, Fernando Coimbra - Portugal http://ventosquepassam.com.br

MANIAS ESPECIAIS - Lázaro Barreto


Minha mania especial" desde pequena é escrever trovas.Ao lado de mim , na cama , caderinhos.Muitas vezes, escrevo-as no escuro.Noutras, pela madrugada.Antes de dormir, um risco:quase impossívelparar.
Lázaro Barreto não é aficcionado a trovas, mas as coleciona- as quadras, por exemplo de Fernando Pessoa.E me oferece sua coleção-que já me dei , noutro dia à tarefa de separar de quatro em quatro versos...Coisas de amigo!

Clevane Pessoa

Terça-feira, Outubro 16, 2007

MANIAS ESPECIAIS - Lázaro Barreto.


Um filósofo francês (La Rochefoucald? Vou confirmar depois) disse que o que é bobo demais para ser dito, pode ser cantado. Estava prevendo a enxurrada dos nossos atuais pseudos caipiras e dos sócios-compositores de sambas-enredos do carnaval carioca? Ou prognosticava o modismo desbragado dos tais de tcham, rap e quejandos? Ah sei lá, deixa pra lá. Posso assegurar, no entanto, que na cultura verdadeiramente popular (não na encomendada especialmente pelas agências de turismo) o que era belo demais para ser dito em prosa era cantado em trova da mais lídima pureza. Exemplifiquemos: “Tomais esta chave verde/ para abrir esperança./ Abri e tornai a fechar/ Nosso amor com segurança.”O siri com o carangueijo/ brigaram, fizeram sangue./ O siri foi pra ressaca/ O carangueijo foi pro mangue”. “Lá de casa me mandaram/ um presente num canudo:/ uma velha descascada/ um velho com casaca e tudo”.”Eu plantei a sempre-viva./ A sempre-viva não nasceu./ Tomara que sempre viva/ O meu coração com o seu.” “No enterro da Raimunda/ foi aquela confusão./ Uma parte de seu corpo/ não coube no caixão”.

A Trova Que Ilumina a Treva – frase da poeta Clevane Pessoa de Araújo, a quem dedico o rol abaixo em forma prosaica instintivamente versificável, todas populares, ou seja de autorias de representantes do povo brasileiro. Depois do parágrafo.

“A bonina é flor da noite, só abre depois da tarde. É pelos olhos que se conhece quem ama com lealdade. Se eu soubesse quem tu eras, ou quem tu chegarias a ser, não te dava minha vida, que hoje vive a morrer. Pombinha, quando tu fores, escreva-me pelos caminhos. Se não achares papel, escreva nas asas dos passarinhos. Amanhã eu vou embora. Que me dão para levar? Se levo só penas e dores, como é que vou voltar? A barata diz que tem uma bela cama de marfim. É mentira da pobrezinha: a cama dela é de capim. Lá vem a lua saindo por cima dos laranjais. Olha bem, não é a lua: é o mapa de Minas Gerais. Cravo branco não me prendas, que não tenho quem me solte. Foste tu, meu cravo branco, que causou a minha morte? Alecrim da beira dágua, mangerona, poço fundo: a moça que quer casar, não namora todo mundo. Ó quê graça da menina que entrou neste salão. Parece uma beija-flor no pezinho de algodão. Menina, berço de rosa, galho de alecrim maduro: sinto que dentro do peito meu coração está seguro. Quem de mim tem raiva boba, que vá pro mato se foder. E que lá uive que nem cachorro, mas que não venha me morder.

Eu vi minha mãe rezando aos pés da Virgem Maria. Era uma santa escutando o que a outra santa dizia. Subi no pé da roseira para ver se te avistava: cada rosa que se abria era um suspiro que eu dava. Lá no alto daquela serra tem um carneiro morto. Sabem do que ele morreu? Do coice de um gafanhoto. Minha gente venha ver uma coisa que nunca se viu: o tição brigou com a brasa e a panela de barro caiu. Ela é bonita como a rosa, ela cheira que nem jasmim. Ela é boa como a bondade, mas não tem pena de mim. Esta noite eu tive um sonho, que meu bem tinha morrido. Acordei muito assustado, já com outro bem no sentido. Rio abaixo, rio acima, lá vou na canoa furada, arriscando minha vida pruma coisinha de nada. Cada filho para a mãe é uma nova preocupação: a sorte deles é desigual como os dedos de cada mão. Quê dia negro e sombrio é o dia em que não te vejo. Mas se vens em noite escura, vejo o dia no teu beijo. Fui ao mar buscar laranjas, frutas que o mar não tem. Voltei de lá toda molhada com a onda que vai e vem. Fui ao Rio de Janeiro fazer queixa ao delegado, que o maldito trem de ferro, muita gente tem matado. O tatu é bicho manso, nunca mordeu em ninguém. Mesmo que queira morder, o tatu dente não tem. Um desejo, outro desejo. É sempre assim o viver. A nossa vida é um sonho, o acordar é que é morrer. Sá Mariquinha lá do alto da serrinha: nunca vi pomba de galo nem boceta de galinha. Menina dos olhos negros, que me deu água pra beber: não era sede, não era nada, era só vontade de te ver. Em cima do tronco seco, escrevi o nome teu. É tão lindo o teu nome que o tronco reverdeceu. Dizem que o cantar alivia as mágoas do coração. Eu canto e torno a cantar, mas as mágoas nunca se vão. Dentro do meu peito tem duas rolinhas chocando. Uma voou, foi s’embora, a outra ficou me matando. Sete e sete são quatorze, com mais sete, vinte e um. Todo mundo tem seu amor, só eu não tenho nenhum”.

“Os teus dois peitinhos parecem, quando ela está deitada, dois montinhos que amanhecem, sem ter que haver madrugada” (Fernando Pessoa).”São vinte e quatro horas contadas, vinte e quatro horas que o dia tem. Ah, se ele tivesse vinte e sete, seriam mais três para te querer bem. Quando findou nosso noivado, a primavera quase me mata. Os rudes cascos de meu cavalo eram quatro soluços de prata” (Garcia Lorca). “A noite é cálida e longa, a insônia me atormenta. Na espera que se alonga meu desejo mais aumenta” (Amaryllis Schloenbach).

Fonte:http://lazarobarreto.blogspot.com/2007/10/manias-especiais-lzaro-barreto.html

Em:Terça-feira, Outubro 16, 2007

E escreve em meu blog http://clevanepessoa.net/blog.php:

Lázaro Barreto - 14/08/2007 22h32
"É bom adentrar na obra de pessoas que acalentam em si o senso da profundidade. Tudo está sendo renovado, pois se o mundo é grande e Deus é maior, a Clevane, graças a Deus, vai mostrando-nos a renovação das coisas e dos seres em seu intelecto e na sua sensibilidade inesgotáveis. Parabéns!"

Bom ter amigos, sempre.Alguns são preciosos e perenais.

Clevane Pessoa
pessoaclevane@gmail.com

In-Lazarus




Fotos*dos*Anos*60:Redação*da*Gazeta*Comercial
De
vezemquandol,gostodeiraoblogdeLázaroBatreto,paraencontrardadosdeminhaprópriahistória.
Em2007,eleescrevesobreWagnerCorreadeAraújoeeu,"editoresdesuplementosliterários.

Oendereçoé:http://lazarobarreto.blogspot.com/2007_06_01_archive.html

Sábado, Junho 30, 2007
Memórias Literárias

MEMÓRIAS LITERÁRIAS - Lázaro Barreto.

A revista literária POEMA CONVIDADO, editada por Terezinka Pereira (University of Colorado – Dept. of Spanish & Port. , Boulder, Colorado, 80302 USA), faz no número 16 de março de 1976 a reprodução de uma carta que mandei à Terezinha, na página 10, acompanhada da resposta:

“De uma carta de LÁZARO BARRETO
Há muito tempo que pretendo escrever-lhe, mas esperava publicar a nota sobre a turma da GERAÇÃO COMPLEMENTO, que finalmente saiu no “Suplemento Literário do Minas Gerais”. Você viu? Depois de sair é que vi como o trabalho é pequeno em relação ao assunto, e falho, omisso, dando talvez até uma idéia errônea do que foi o Movimento. Quem sabe eu não deveria ter publicado? Acho que o assunto está a merecer estudo de maior fôlego, mais completo e profundo. Quem se aventuraria? De minha parte, estou canhestro. Não participei de dentro da coisa, fui mais um espectador, com raras participações. Estava muito verde naquele tempo, não tinha a competência nem o arroubo para ombrear em qualificações com os demais membros. Então, por pudor, retraia-me. Mas fico muito feliz observando os grandes e belos frutos que produziu. É toda uma geração que agora se dispersou, mantendo porém o cordão umbelical da mesma fonte de desespero floral e ânsia libertária”.

Resposta da Terezinka (na época assinava Terezinha. Esposa do grande poeta e crítico Heitor Martins que, com ela migrou para os Estados Unidos, onde estão até hoje):

“Querido e Distante Amigo Lázaro:
Seu artigo estava excelente. E você representou um papel único e talvez o mais importante da “Geração Complemento”, o de expectador consciente: Nenhum de nós tínha consciência do que estava passando, embora com vaidade nos chamávamos de uma “Geração Complemento” (deve ter sido um termo inventado por Heitor) e não houve outro expectador. Só você sentiu a importância do acontecimento, talvez porque fosse demasiado jovem ou tivesse demasiada auto-crítica para participar. Mas você tem razão, o fato vai ter de merecer algum estudo. Qualquer pesquisador literário que estudar a minha obra, vai ter de buscar as raízes lá naqueles encontros da “Tiroleza”.

posted by Lazaro Barreto @ 10:39 AM 0 comments

Dois Lances

DOIS LANCES (*) - Lázaro Barreto .

Eis abaixo o que julgo ser um dos primeiros poemas de Oswaldo André de Melo, publicado no “Diário Mercantil” de Juiz de Fora em 08/07/1969. Escrito na ocasião de uma visita que fez à minha mãe , quando o arraial era mais antigo e bucólico.

“RECONHECIMENTO DA TERRA.

(p/lauzinho porque marilândia é dele com todo seu entendimento).

primeiro a objetiva
da máquina fotográfica
guardará os verdes
diversos da terra
- o cansaço as lajes
menininho jesus
são pedro afundado
na pedra na fé
do povo – o rio:
água limpa para
a sede areia na rasura
para os pés viajantes
- a máquina fotográfica
perpassa a laranja
leite tirado na hora
as falas do sabasquá
bordado inácio solteiro
- depois beija a face
da virgem barroca
seu séqüito de são
sebastião sagrada família
nosso senhor escondido
na gaveta: aguardo da morte
na semana santa
decifra os cabelos
de angélica corpos do
sino suas vozes
- a máquina fotográfica
entre o forro da igreja
nossa senhora do desterro
o pagode no meio da noite.


(Em seguida, uma tentativa de poema deste bloguista, publicado no mesmo jornal de Juiz de Fora em 11/10/1968, na coluna dominical intitulada genericamente de “Poesia de Vanguarda” -vanguarda na época, é claro.

DOIS LANCES DE MOÇA
(para tática: lázaro barreto).

Ela olhando: se essa rua fosse um rio
e me levasse para mim,
o chão erétil sob os pés
na manhã colegial,
é absurdo existir assim
a fruta do meu ser
em dia tosco-bobo, e todos
me verão enxuta na chuva
sorrindo o poema geral.

Ela olhada: de dentro para fora a vibração
do que na epiderme exulta,
exasperando sem contatar,
nem é bom pensar é tessétera
nos recônditos ônditos
mussica cantada inaudível
vem ela reversível desenhando
um sistema de carícias que
punge na epiderme e derrama
a cor da fala e filtra
águas do murmúrio universal
é tessétera e etcetéra.

(Mantínhamos em Divinópolis, naquela época, um jornal literário chamado “AGORA”, através do qual intercambiávamos publicações com outros jornais literários do Brasil e até do Exterior. Em Juiz de Fora os amigos (afeiçoados, de ambas as partes até hoje, graças a Deus) editores eram Wagner Corrêa de Araújo e Clevane Pessoa de Araújo