terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Fernando Barbosa e Silva

O capricorniano fernando Barbosa, talentoso autor, diretor teatral, sonoplasta, radialista, poeta , fotógafo, está muitoeliz, pois seu documentáriuo sobre a "Ráio Favela"-um sucesso em Belo Horizonte e já conhecida à bessa- ganhou prêmio do Mídia Livre ."Imagens da Voz" ´tmabém foi uma das atrações da primeira Conferência Nacinal de Comunicação", no mês passado...
Ele não pára e em 2010, Fernando Barbosa e Silva e Carolina Vilas Boas apresentarão mais um espetáculo de teatro da autorie:" Simplesmente Viver ".

Tenho comentado em alguns espaços da Internet, seu trabalho "Brinquedo Proibido" e muitas pessoas acharam que essa peça deveria ser apresentada em escolas, como parte de trabalho preventivo conta a drogadição,com o que concordo plenamente.

Quando a peça já estava pronta, fui convocada pelo autor para dar uma consultoria a respeito da mema, o que fiz, bastante emocionada ,depois de assitir a uma pré-estréia. Essa análise e opinião foi acatada por ele e posta em prática, tinha a ver apenas com a boneca sada de maneira metafórica e em nível de parábola.

Ao amigo fernando,meus sinceros parabéns.

Clevane Pessoa

Parabéns e k tal fazermos uma únicCulturaa festa.

Estava em Brasília cuidando de um prêmio que ganhei do Mídia Livre,
prêmio esse vindo do Ministério da Cultura, alusivo ao Documentário Fotográfico
que produzi sobre a Rádio Favela, " Imagens da Voz " e essa mesma exposição
fez parte da 1ª Conferência Nacional de Comunicação, realizada em dezembro de 2009.
Fiquei muito feliz por mais uma vez estar participando da história da comunicação
brasileira.

Desejo a você Clevane e ao Allez muita saúde e paz nesse ano de 2010 e todos
que ainda estão por vir.

Beijos no coração.

Obrigado pelo convite e em breve te mandarei notícias.

Eu, Fernando Barbosa e Silva & Carolina Vilas Boas iremos apresentar mais um
espetáculo de teatro que escrevi... " Simplesmente Viver " e quem sabe
poderemos nos encontrar em breve.

Até!!!

Fernando Barbosa

sábado, 9 de janeiro de 2010

Joelhos de Mel, de Soares Feitosa e meu comentário


Clevane Pessoa


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From: clevane pessoa de araújo lopes
To: Soares Feitosa
Sent: Thursday, March 24, 2005 5:39 PM
Subject: Clevane responde com deslumbramento e...mel...


Soares Feitosa:saiba que seus "papéis", são preciosos.Na última reunião da cooperativa da Estalo (*), correram de mão em mão e tive de tomar cuidado para não ficar sem eles (por ora, já que estou divulgando seu site, o Cururu & tudo mais)... Pediram uns, adoraram a qualidade...

Ando num corre corre louco e só quero deter-me para comentá-los qdo os filhos não precisarem do único bichinho tecnológico da casa... Rss

Talvez nestes feriados, já que um deles vai acampar com la novia... Uma amostra do que penso:

No caso de seus papers, de Aleph à Cosmogonia, tudo é belo e salta em chispas aos nossos olhos. Vc escreve muito bem , com a necessária originalidade da qual tantos declinam, mas tendo a clareza suficiente,decodificado o seu saber...

Joelhos de mel, uma mescla de alegoria com a brutal realidade de um menino que deve colher sangue, a meu ver... A mãe usa de artifícios angelicais... Mistério colocado por você em prosa poética capaz de fazer estremecer rins bíblicos e corações alados,sempres papilonáceos. Meu olhos se brumaram,mas talvez eu tenha errado quanto à cena... Farinha e melado, conheço bem,nordestina que sou,os graus de textura e densidade. Não sei é se o protagonismo desse menino que mexeremexe para adiar um clique de dor, foi colocado apenas para provocar conjeturas ou raladuras na alma... Não sei se é diabético... Quem sabe é o autor...

Um abraço pascal... Bom domingão e obrigada pela prontidão da resposta...:

Clevane Pessoa

(*) Estalo, a revista, de Belo Horizonte.

><><>***<><><


Soares Feitosa



Joelhos & mel




Veja, sou doido por mel de engenho, com farinha. Com cuidados porém, que essa mistura tem ciências. O mel não pode ser por demais espesso, nem muito fino; nem a farinha, peneirada, ou por demais caroçuda. Em suma, uma coisa deliciosa, porém cheia de manhas.

Então, o jovem sentava-se à mesa e comia morigeradamente. A mãe vinha com o prato vazio à sobremesa. Ele botava um pouco de mel e, por cima, a farinha. Mexia.

— Mãe, mais mel... está duro demais.

— !

— Mãe, mais farinha, que está muito fino...

— !

— Mãe, mais mel... Mãe, mais farinha... Mãe, mais...

O ritual se repetia, muitas e muitas vezes, até que o prato (a rigor, um alguidar, imenso) completamente cheio de mel com farinha, ele entendia que o "ponto" da mistura estava ótimo.

Quando ele aprontava-se da colher à primeira bocadada, a mãe levantava a mão e, no mesmo silêncio, passava-se-lhe para as costas. Ele já sabia: soltava a colher, já cheia de mel, dentro do prato de mel; jogava as mãos para trás, e ela, num gesto de grande dor (nela, mãe; nele, não), espetava-lhe gentil e rapidamente a polpa de um dos dedos. Sem dizer palavra, conferia, na fita de medir; e, enlaçando-lhe os ombros com as duas mãos, retirava, no maior silêncio, por cima da cabeça dele, o prato transbordante de mel.

Até que, um dia, repetido todo o infinito ritual da sobremesa, ela, em vez de enlaçar-lhe os ombros e puxar-lhe intacto o prato de mel, retornou à mesa, pegou a menor das colherinhas de café, e tocou-a com a parte de baixo no mel com farinha, só o convexo, pelo lado de fora:

— Meu filho, a dosagem está suportável.

E os joelhos de ambos foram insuficientes para tanto amargo.



Ceará, 4.5.2004, de madrugada

in http://www.revista.agulha.nom.br/francisco205.html

Comento Architectura, de Soares Feitosa, em JORNAL DE POESIA



Imagem:Banner com desenho de Clevane Pessoa-exposição Graal Feminino Plural-Galeria da Árvore-MUNAP-Parque Municipal-Belo Horizonte-MG-março 2009.


ARCHITECTURA-DE SOARES FEITOSA



Um poema de amor in/condicional se desenha na resenha da alma apaixonada.

A condição necessária a que se erga a casamiga, acasarte acasalados os sonhos, os corpos, os tempos, é que pés sejam encantadas para que a massapão, argila massapé, seja de fato misturada ao erótico olor da baunilha.

Mãos podem ajudar, mas pés de andar, de se encaixar, colheres de pedreiro próprias à maciez da pedra sabão, pedrinhas sabonetes, saboneteiras da amada, são preferenciais.

Tijolos um-a-um levados no colo sob canções de ninar amadas...

Sobrará no alto da estatura, a força do olhar. Olhar trocado, somado, atraindo querências.

Soltura nas frestas, argamassadas, telhas já saídas do forno de esperanças quentíssimas, para telhado de refrescar/proteger amores abrigados abaixo.

Trepadeiras hão de pintalgar as tintas da sensualidade.Amoras desmanchadas hão de rosear as mãos e os pés e o corpo inteiro, barreiro de arteiro artista, artesão,artífice, ardente construtor de signos sutis que levam a fazer versos de rima gasta mas sempiterna, terna, eterna:amor.

Amoridade. Amorosa idade. A idade da ROSA. A idade do tronco. E a casa, lindura em architectura inventada apenas para o olhar da amada...



Belo Horizonte, em 30/03/2005,

Clevane Pessoa de araújo Lopes, para Soares Feitosa, em análisenluarada de sua poesia architectada na alma...

In http://www.revista.agulha.nom.br/clevanepessoa.html
><><><><

E o belo texto desse autor que tanto admiro:


Architectura

(L.)



Um dia, Ela
desenhará em chãos longínquos a casa só nossa,
que eu farei com estas mãos.





Os tijolos, eu os amassarei com os meus pés.





Às telhas —
hei de aprontar o barro mais macio,
e as formas serão por mim,
uma a uma, completadas;





Ela as alisará longamente —

seus dedos molhados de um profundo silêncio:

só os pássaros.





Fortaleza, manhã de 19.11.1998

(in http://www.revista.agulha.nom.br/feito19.html)

SEMENTES DE POESIA -MUNAP e Anome livros lançará amanhã Projeto de edições COLEÇÃO MUSEU NACIONAL DA POESIA





Wilmar Silva (Joaquim Palmeira), numa das manhãs do Sements de Poesia.



Regina Mello , no amado parque, fotografa pássaros e a fotografo, sem que saiba.




Regina Melo, ao microfone do concorrido Sementes de Poesia.


Regina, no dia em que me ajudou, com LLobus e Claudio Márcio, a montar a mostra de desenhos e poemas "Graal Feminino Plural"(março-2009-Galeria da Árvore)



Regina Mello, na entrada doa Galeria da Arte,




Acima, leio pomas, na Praça dos Fundadores-SEMENTES DE POESIA.


Motiva e inspira a muitos , o Museu Naciuonal de Poesia suas ações, regidas pela baturata da maestrina de uma Poiesis verdadeira, Regina Mello.

Olha-se para aquele rosto suave, ouve-se a branda voz, muitas vezes, sem imaginar que por trás dos olhos azuis, borbulham idéias num grande caldeirão de luzes, palavras e cores.

A poeta, artista plástica, performadora, fotógrafa e ativista cultural, não pára.Gosta de experenciar até ao fundo, ou o limite de ser, o que se lhe apresenta.Acredita no coletivo , no verde, na verdade.E milita pela PAZ absoluta, aquela que convive agradavelmente com as manifestações artísticas e poéticas.

O novo é um chamariz para essa alma inquieta.Nesse ano que passo, um fez um rol de
criações, atuou em numerosos eventos.De cabeça, posso dizer dos segundos domingos de cada mês-e um extra, para o evento de Poetas del Mundo na captal mineira- quando o Museu nacional da poesia congrega poetas e amantes de poesia, tribos urbanas, poetas da rua, crianças e adolescentes, renomados e iniciantes, no Sementes de Poesia.

Microfone à disposição o desejo pessoal do participante, um compartilhar amistoso d e chá, biscoitos e livros e poemas impressos, sob o céu domingueiro, na Praça dos Fundadores , dentro do Parque Municipal Américo Renê Gianetti, cedido pelo Diretor do parque, Homero Brasil-que ama a Poesia - com a presença de Mônica Andrade e Giovana.Os dois primeiros lêm poemas, a segunda participou de "Um Olhar Digital Sobre Parque", que aconteceu em maio, esta mostra, na Galeria da árvore, do parque, outro espaço a céu aberto inventado por ela, onde adoro estar.
Nós,, os artistas, passamos para banneres nossos trabalhos, que assim , resistem a chuva e sol.

Ela foi a produtora de Moon Scape, do Maestro Andersen Vianna-um trabalho de vanguada, muito belo, do qual já teci comentários.Apresentou as Terças Poéticas na ausência de Wilmar Silva (Palácio das Artes), fotofrafouy pássaros, sombras e escreveu poemas no asfalto, espalhou letras enferrujadas para um poema mais que concreto...Colocou no parque um "Sol de Portugal" e trouxe a magia do número três, a apontar o céu, em exposição coletiva que celebrava o aniversário do Parque..

Apresentou-se na Momo, onde participou do Sócrates ao Café, levando um livro de vidro.Isso, depois de ter participado da festa junina do Boi Rosado, organzida pelo Severino Iabá e no início do Ano, do Paz e Poesia.Nessa linha atemporal de rememória, lembro que seus 50 anos foram comeorados de forma inusitada:fez um livro vivo-ela que já criou Terço Vivo e outras maravilhas- e 50 convidados lerem poemas de sua autoria , também 50, é evidente.Mas, apesar disso, será que ela sabe ter meio spéculo? Duvido: vive nas asas da criatividade, aquela que começa na adolescência e se intensifica na juventude. lembro um conde que disse " caminho para o inverno , a poder d eprimaveras".E, se dúvida, o a mais idade chegar, elea fará brotar edelweiss(es) em todos os seus caminhos.

Sei que deixei de mencionar "n" reginices, mas vá ao Google e verá...

O novo plano agora, é , em comunhão com Wilmar Silva (editor, da anomelivros), para a feitura de uma coleção de livros.Maravilha, muitos poetas esperam , amanhã, as coordenadas para essa participação .

Pois é, apareçam , poetas e amantes da Poesia.

Das 10 ao meio dia, Sementes de Poesia espera por vocês.

Clevane Pessoa de Araújo Lopes

Pesquisadora do MUNAP-Museu Nacional da Poesia)
Diretora regional do InBrasCI
Vice Diretora do IMEL
Repersentante do MC aBrace (Brasil/Uruguai)



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A chamadada Diretora do MUNAP:
Sementes de Poesia
Regina Mello

No próximo domingo, dia 10 de janeiro, de 10 as 12 horas, daremos inicio as nossas atividades do ano de 2010 com mais um Sementes de Poesia - espaço para ler, declamar e fruir poesia.
Para marcar o começo de mais um ano de sucesso faremos neste dia o lançamento de um novo programa MUNAP, desta vez em parceria com a Anome livros; lançaremos a COLEÇÃO MUSEU NACIONAL DA POESIA. Edição exclusiva de livros de poesia aberta a todos os poetas interessados.

Sementes de Poesia é um recital mensal com diálogo intercultural. Incentiva a leitura, a criação poética, a convivência artística, intercâmbio, divulgação e preservação de patrimônio imaterial. Espaço para a manifestação artística com microfone aberto a todos os poetas, amantes da poesia e público em geral.

O projeto foi idealizado em fevereiro de 2008, extrato de uma intervenção urbana de Regina Mello, artista visual, poeta e curadora deste e outros espaços MUNAP.

Praça dos Fundadores - Parque Municipal Américo Renê Giannetti

Todo segundo domingo de cada mês uma promoção do Museu Nacional da Poesia em parceria com a Fundação de Parques Municipais de BH."

Evento: Sementes de Poesia
Data: dia 10 de janeiro de 2010, domingo
Horário: das 10 às 12h (todo segundo domingo do mês)

Contatos: Mônica Andrade: 32771428
Regina Mello: 88387367

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

OVO-Concurso de Poemas

CONCURSO de Poemas no tema "OVO"



Em 2006 , soube por minha nora, que era o Dia do Ovo.Achei curioso e fiz um concurso.
Ese, o resultado final:


Agradeço a todas as pessoas que participaram.
Resolvi premiar com a antologia “Asas e Vôos” ou o Cd OISE, cinco participantes , no lugar de três e conceder menção especial à menina Marian Costa Oliveira, de onze anos, que mandou sua poesia, pela precocidade, agradecendo a sua mãe,Terezinha Lúcia, que autorizou a publicação em meu blog.

Eis o resultado:

Primeiro Lugar:Mercedes Paiva/

OVONOVONOVO

Prêmio : CD OISE, Antologia Asas e Vôos (Editora Guemanisse)
e “A Indiazinha e o Natal “ + surpresa.


Segundo lugar:Flávio Machado/O OVO

Prêmio:Antologia “Asas e Vôos”(Editora Gemanisse) , A Indiazinha e o Natal + surpresa.

Terceiro Lugar:Natália do Vale(Portugal)

Prêmio:Antologia Asas e Vôos (Editora Guemanisse), A Indiazinha e o Natal + surpresa.

Quarto Lugar:Jorge Linhaça

Prêmio: Asas e Vôos + A Indiazinha e o Natal

Quinto Lugar:João Pedro de Lima

Prêmio :Asas e Vôos



Prêmio Especial :Marian Costa Oliveira.

Prêmio: A Indiazinha e o Natal+ um jogo + surpresa.

Primeiríssimo Lugar:


OVONOVONOVO
Eme Paiva

Pássara mãe vela o ninho:
enfeita, ajeita com zêlo e carinho
afofa, afasta os bichinhos
canta acalanto...Se encanta...
Embala o rebento em gérmen,
que já é seu filho mais novo:
passarinho em estado de ovo.

() () () () () () () () () () () ()

Segundo Lugar:


O OVO

Flávio Machado





uma questão filosófica sempre nos assolou

quem primeiro teria nascido

ovo ou a galinha?



a questão se complica quando lembramos

que não apenas a galinha põe ovos

os dinossauros

os répteis

e outras aves também



mas afinal quem teria nascido primeiro

o ovo ou a galinha



a tese por demais polêmica tem seus defensores

os acadêmicos confirmam:

- foi a galinha



e outros mais céticos garantem foi o ovo



na criação quem teria a primazia

o ovo ou qualquer outro animal

seja ele tão antigo e extinto ou tão corriqueiro e doméstico



afinal quem terá a resposta

será necessário um segundo turno?

ou debates em rede nacional de televisão?



eu aposto no ovo

como o detentor da primazia divina da invenção

seria o ovo o primogênito da criação.



() () () () () () () () () () ()

Terceiro Lugar:Natália do Vale (Portugal)



“O OVO”
Natália Vale
(Portugal)

Era um ovo arredondado,
Sempre muito apreciado,
Mesmo quando embalado,
Em pratas reluzentes,
Recheado de presentes,
Que os olhos fazia brilhar,
Daquelas crianças carentes.

Trazia consigo alegria,
E também muita euforia,
Na ânsia da descoberta,
Do conteúdo escondido,
Debaixo do chocolate,
Em que estava envolvido.

Não era um ovo qualquer,
Nem tão pouco uma gulodice,
Não era um ovo real,
Mas que ovo era aquele, afinal?

Era o sonho das crianças,
Que o esperavam ansiosas,
Sem perder as esperanças,
Mesmo aquelas mais gulosas,
De um ovo de chocolate comer,
Além d’um presente receber…

15.10.2006


Quarto Lugar:Jorge Linhaça/O Ovo é Um Universo


O OVO É UM UNIVERSO
Jorge Linhaça
15/10/2006


Um simples ovo, desses que encontramos em qualquer supermercado,
é simplesmente um universo em si mesmo, poéticamente é inquietante.
quem nasceu primeiro? o ovo ou a galinha?
Para se colocar um ovo em pé, qual é realmente a sua base?
Já repararam que a gema do ovo é um sol?
Que a clara pode ser bem comparada a uma nebulosa?
Já pararam para pensar que o ovo é um simbolo da vida?
Ovos de pascoa são postos por coelhos mágicos...rsrs
O ovo de páscoa na verdade é um simbolo da renovação da vida,
o coelho, o símbolo da fertilidade, devido á sua capacidade
de prociar rapidamente, por isso os ovos de coelhos.
E não venham me dizer que coelhos não tem ovos, pois se não os tivessem não se reporduziriam, não é mesmo?
Nós mesmos nascemos de ovos...talvez dai falarem da tal cegonha.
Ovos são ao mesmo tempo frageis e fortes...tentem por exemplo, tomar um ovo entre as mãos, e, com as duas pontas encaixadas nas palmas, emaga-lo.
Vão descobrir que é muito difícil chegar a esse objetivo.
Mas se o fizerem com o oo em outra posição, não encontrarão dificuldade
para realizar o esmagamento do ovo.
( atenção, estou falando dos ovos de galinha, não tentem essa experiência com outro tipo de ovos, pois com certeza será extremamente dolorido para o dono dos mesmos.)
Não existem animais que não nasçam de ovos...aves, répteis, anfibios, peixes e mesmo os mamíferso tem isso em comum. A diferença é que os mamíferos não botam ovos,a gestação se dá no útero, protegido do mundo exterior.
Aliás, via de regra, todos nós somos fruto de três ovos.

Quinto Lugar:João Pedro de Lima

O ovo é frágil e é forte
Um mistério inexplicável.
Fica o fato:feto sem ar
Perfeitamente se faz.
E se abriga o passarinho,
Abriga a serpente
E o crocodilo,o jacaré
O ornitorrinco,
dele nasciam dinossauros.
E dele tem início um bebezinho.

() () () () () () () () () () () ()

MENÇÃO HONROSA:



Mãos não tão santas
Gui Oliva

mão não santa altera o milho
causando um grande estrago
que a terra pode arrasar

o milho de grão em grão
no papo da galinácea
não tem jeito vai parar
para o ovo poder botar!

e de toda confusão
cabe culpa a quem então?
a galinha muito esperta
responde de supetão:
ao ovo ! ele é o culpado
vive como um embrião
e acaba... nem nasce não!

o ovo, muito espantado
responde amedrontado:
não me bota nessa esparrela!
mas depois de grossa pinimba,
muita briga e confusão,
acabam os dois na panela!

bem servida a refeição
está na mesa a dupla:
ela ensopada ou assada
ele em supimpa fritada!

quem comeu lambuza os beiços
mas nem percebe os efeitos
da terrível alteração
tudo acaba em malefeito
dando um baita revertério:

os comensais com os dois
a caminho do cemitério!!!
maio/2005





() () () () () () () () () () () ()

PrêmioEspecial:

O Ovo

Marian Costa de Oliveira, de 11 anos.

O ovo é uma espécie de ninho
Que também é alimento.





Há algum tempo, fiz essa;

() () () () () () () () () () () ()

O OVO

Clevane



O ovo oferece universos
de mistérios e criações.
Do ponto menor que o lápis,
ovículo primordial,
morulam-se pontos de amoras
que serão.
Mórula de fascinantes indagações:
quem será o que ali se faz?
Nós,que nascemos a partir
de um ovo microscópico,
evoluímos dentro de outro ovo,
oval de água provedora,
líquido amniótico
que nos embala e protege,
devemos atentar
para os mistérios
desse fascinante Mistério maior.

Qual foi o Ovo onde Deus
se encolheu
para nascer?

O ovo ,princípio do povo,
é ainda princípio dos animais.
Fiquemos atentos:
do ovo nascerá a serpente ou o pássaro?
O crocodilo ou o dinossauro?
A avestruz ou o beija-flor?

A pedra é um ovo em cujo interior,
há cristais
e outras gemas...
Ocasulo,a ninfa,a pupa,
são ovos especiais.

Os olhos são ovos
que captam significantes e significados
e os remetem à cabeça...

Nossa cabeça é um ovo
em permanente gestação...

(Clevane Pessoa de Araújo Lopes,2000 )

HORS CONCOURS:


Meu amigo, o jornalista e poeta JoãoEvangelista, há tempos, enviou-me essa essa:


o ovo ou a galinha
inquire o galo gago
a outro galo vaidoso
no cento da rinha
insiste interroga
pergunta problematiza
revira a bibliografia
questiona pesquisa
incomoda sua madrinha
não há nada de novo
nesta ladainha
responde a velha
galinha amarela
antes do vôo
para a panela
ovo é recinto
liso objeto
invólucro
belo
sem norte
sem porta ou janela
é de sina enfrentá-lo
a duras penas
este cruel gargalo
mais velho que a serra
mais bonito que a lira
que a miséria do povo
que a pulga e o cavalo
nem verdade
nem mentira
nem adianta recorte
a resposta é clara
mais que o dia
a relevância é rara
ouro da gema
fina vã filosofia
que a vida alimenta
a linguagem afia
bica por dentro
no céu da boca
se reinventa
principia
por dentro de onde
o mundo se transforma
a dúvida se edifica
mistério e casca
calcário e lenda
brancura de enigma
nunca vi coisa mais louca
estranha cantiga
secreta ironia
a morte por fora habita
por dentro o sabor resiste
a qualquer geografia
o saber sempre se oculta
farsante muda
figura oca
herança indefinida
onde a acre-doce vida canta
sem razão em si o signo se multiplica


João Evangelista Rodrigues



Publicado por clevane pessoa de araújo em 16/10/2006 às 01h00

Também encontrado em Meio Tom:

http://www.meiotom.art.br/resultado6asas.htm


Belo Horizonte,Minas Gerais, Br

O bálsamo da literatura semeada. Carlos Lúcio Gontijo

O bálsamo da literatura semeada. Por Carlos Lúcio Gontijo*



BRASIL: Dia 20 de junho de 2009, na Associação Mineira de Imprensa [AMI], presidida por Wilson Miranda, fomos premiados com o lançamento de dois livros de nossa autoria [o romance JARDIM DE CORPOS e a obra infantil DUDUCHA E O CD DE MORTADELA]. Deparamo-nos, na fila de autógrafos, com viúvas, filhos e filhas de leitores que sempre nos acompanharam, mas partiram para o “andar de cima”, dando-nos o sinal caloroso de que a nossa literatura andou, caminhou, seguiu em frente e cumpriu, ao longo dos anos, o seu destino de desaguar no coração e na mente das pessoas. Ou seja, a obra literária semeada já possuía herdeiros!

A maneira espiritualizada e fórica com que nos expressamos achou, no público presente ao evento, o apropriado horizonte de luz que buscava e, ao sermos contemplados com uma homenagem pela qual jamais esperávamos, encontramos na fala da poeta Clevane Pessoa um berço, um afago que, sob a cantoria afinada de Lenna Santos e Isabella – uma garota de cabelos claros que interpretou “Como é grande o meu amor por você” [de Roberto e Erasmo Carlos] feito um anjo saído sei lá de onde nestes tempos de tanta insensibilidade –, se transformou em conforto, um bálsamo para seguirmos adiante.

Clevane Pessoa encantou a platéia com o seu jeito simples e extremamente poético, predicado de quem, mais que entender de versos, os sente e os grafa na alma. Quem não a conhecia ficou admirado com o feixe de claridade que se lhe apresentava graciosamente e por inteiro, enquanto da nossa parte nos entregávamos lisonjeados e certos de que o nosso esforço tinha [e tem] razão e significado.

Do nosso indelével jornal DIÁRIO DA TARDE, vislumbrávamos muitos companheiros de convivência fraterna, circundados por figuras expoentes como o conhecido jornalista Hélio Fraga, o ex-secretário de governo do Estado de Minas Gerais, José Ulisses de Oliveira, escritores e poetas como Fátima Oliveira, Antônio Fonseca, Therezinha Casasanta, Brígida Selene, Regina Morelo, João Silva de Souza, Harildo Norberto Ferreira, Luiz Cláudio, Bilá Bernardes [que declamou nosso poema Sangue Montense], Rosângela Brasil Gontijo, Antônio Carlos Dayrell e tantos outros, em meio a um punhado de gente de Santo Antônio do Monte, como Marlúcia e Magela Batista, Adílson e Ana Batista, Luís Fernando, Osvaldo Veneroso, Maria Helena Castro etc.

Enfim, ao lado de minha família, do velho pai José Carlos Gontijo e de amigos leitores, deixamos desaguar mais um trabalho literário, completando treze obras, sobre as quais o tempo, em alguma ocasião, cuidará de debruçar seus olhos. No mais, fiquem com o lamento sem tristeza da poeta Clevane Pessoa, que tão bem traduz a nossa luta no poema A Essência dos Poetas: “O poeta escreve sobre seus sentires/ e sobre os sentimentos alheios./Sussurra ou brada, conforme a acontecência,/ mas é sempre emissário da quintessência/ que muitas vezes/ nessa Terra não encontra lugar...

Carlos Lúcio Gontijo, Vice Presidente da AMI)AssociaçãoMineira de Imprensa ,autor de treze livros e que doa muitos exemplares, que em sua terra natal, Santo Antonio do Monte-mG-acaba de ter uma bilioteca com seu nome , é poeta del mundo, in :

http://www.poetasdelmundo.com/verInfo_america.asp?ID=3712

Npo evento AZ e POESIA os Poetas pela paz e Pela poesia, doou dezenasde livros para os autores presentes ao Recita na AMI.

Escreve bem e costuma entremear seus textos em prosa, com poemas de sua lavra.

Agradeço, penhoradamente, as generosas palavras a meu respeito.

Clevane Pessoa de Araújo Lopes
pessoa

Dretora Regional do Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais- InBrasCi

23-06-2009



--
Clevane Pessoa

O impossível é imprevisível
só até acontecer...
(fragmento de poema de minha autoria)

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Flagrantes do Viver - Crônicas de Angela Togeiro


Flagrantes do Viver - Crônicas de Angela Togeiro


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Flagrantes do Viver , de Crônicas, de Angela Togeiro,a premiada autora,no Brasil e no Exterior, reflete o feitio peculiar dessa pessoa talentosa.

Com um trabalho bastante eficiente e verdadeiro pelas Academias às quais pertence, entre as quais a AFEMIL -da qual é a segunda Vice-Presidente eleita recentemente-e a AMULMIG, na capital mineira, também pertence a outras no estado de Minas e mesmo no Exterior.No prólogo , conta que aio reunir suas crônicas percebeu que o fio condutor das mesmas era sualuta pela PAZ.Não foi à toa que a indiquei para Embaixadora da paz, pelo Cercle Universal de les Ambassadeurs de La Paix ( em Genebra Suiça, com Presidência em Orrange, na França).

Na verdade, ao organizarmos o evento paz e Poesia , em Belo Horizonte e a tivemos agregada com sua prestatividade inerente a cada ação, sua cordifraternidade, pude observar de perto essas suas águas que escorrem da rocha e correm mansas.Não que ela seja passiva e om


issa, muito pelo contrário.
Tem o senso crítico que somente os talentosos conseguem ter, mas sem ostentação.
nascida em Vlta Redonda, RJ, radicada em Minas Gerias, pertence , na qualidade de sócia fundadora, à Academia de Letras do Brasil, da cidade primaz de Minas, Mariana.

De elevado senso familiar, repete que a família vem sempre em primeiro lugar , o que aprendeu de sua mãe -e para seu patrono, na cadeira 12 da ALB, escolheu seu bisavô , Francisco Sodero.O sangue italiano, romântico, afetivo, apaixonado, aparece em seus textos e palavras, o que não a impede de , mineiramente, ter a arte de ser contida-e poucos, talvez apenas os mais íntimos, saibam o que pensa, deseja ou pretende fazer.

No entanto, é mulher de atitude, já a vi destilar palavras/setas e atingir objetivos, sem levantar a voz.Organizada, estabelece as próprias metas e diretrizes, o desejo pessoal, um grande tabuleiro de xadrez, para onde canaliza inteligência e vontade, sensibilidade e senso crítico.

Além dos dotes literários e humanitários, é excelente cozinheira, gosta de gatos e plantas.E eu gosto muito de ler essa pessoa, cujo discurso escrito para apresentar-me na AFEMIL foi bastante convincente, fruto de pesquisa:tudo que ela faz, é ponto sem nó mesmo.E gosto de estar com ela, Claudio Márcio Barbosa, poeta belorizontino, sempre comenta seu senso de humor.E, já se sabe, expressar bem o bom humor não é para qualquer um.

Isso tudo aparece em seus livros:na mente fértil, ferve o cadeirão do imaginário e ela aplica as vivências na ficção, assim como nos oferece essas crônicas recheadas de cotidiano, onde personagens e protagonistas têm modelo-personalidade, face, comportamento.Ao seu olhar, tudo passará pela transform/Ação estilística e literária.

E filosofa com propriedade.Ao falar sobre a roda dos enjeitados-a que chama "roda do abandono- conclui que , na atulaidade, é preciso tirar a família dessa r9oda do abandono.Quando trabalhei no Rio no projeto Saúde, Vida, Alegria (CECIP/Kellog), a Dra Dirce Drac, que fora secetária de darcy Ribeiro, presenteou-me com um livro sobre Direitos da Criança e justamanente foi essa Roda vergonhosaonde as motivações par entrega as crianças geradas tinham motivo mai moralistas que de necessidade fibnancer, muitas vezes- , que me impactou mais, ao ler a história, a evolução da criação de menores em osso País.Aliás, Angela e eu temos muitos pontos de interesse comum-e por isso, quando conversamos a conversar, são longas horas de troca e soma.Mesmo por telefone, do qual nem uma de nós gosta muito.Ainda assim...

Na capa do livro-ela própria formata, até chegar ao ponto de enviar a uma editora- nesse caso, a AllPrinte- uma foto:todos nós fotografamos uns aos outros, perto desse pássaro, clicado por Regina Mello, exposto na Galeria da Árvore (*), na mostra "Um Olhar Digital Sobre O Parque"...Exigente, Angela posava e posava.
Tempos depois, cria a capa, de aparece a cena como se estivesse sob a perspectiva do fotógrafo.Das fotos que escolheu, essa é de autoria própria Regina, que teve formação na Alemanha.Nessa data, passamos a tarde no Parque Municipal (*) , em Belo Horizonte e não sei se, há essas alturas, ela já selecionava suas crônicas para o livro.Aliás, selecionava , não é bem a palavra, já que seletiva pessoal da autora determinou que todas seriam premiadas em certames literários.

A prosa de Angela é atraente e gostosa de ler . Os próprios títulos revelam como a escritora posiciona-se qual sentinela do Status Quo, atenta e mordaz.Em alguns títulos, percebe-se isso:"Plano de demissão In/Voluntária", "A Carga de Um Nome"...Ou seja, ela analisa ,"en passant" ou com profundidade, as tendências hodiernas, da globalização , a costumes sócio comerciais-"O Dia "M" ", ou seja, o Dia das Mães, e suas nuances...

Sabemos que numa cidade grande e capital de Estado , uma escritora flutua chagallmente, pelos meandros da urbe.E vê os que passam.Num de seus poemas, D.Doida-que Iara Abreu ilustrou para a exposição Aspectos Urbanos, um dos exemplos mais vívidos dos seus olhares de repórter do tempo - ela só falta apresentar em carne e osso a personagem poetizada.

Mais não quero dizer, para não roubar o impacto da leitura.

Apenas termino com uma de suas tiradas:

"Desde que a palavra passou a ser franqueada à mulher, a palavra correu atrás" (...)

Obviamente,multidões correm atrás de Angela Togeiro, que a comanda e domina com maestria e ainda as colore ou perfuma, delas faz setas e sinalizações.Faz delas o que bem quer.

Clevane Pessoa de Araújo Lopes
Belo Horizonte, 29/12/2009

(*) A Galeria do MUNAP pertence a o Museu Nacional da Poesia-MUNAP-e fica dentro do Parque Municipal Américo Renê Gianetti, em Belo Horizonte-MG-Brasil.

Visite o espaço de Angela Togeiro:

http://angelatogeiro.googlepages.com/flagrantesdoviver(crônicas)
Tags: do, flagrantes, togeiro, viver-crônicas-angela

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Flagrantes do Viver , de Crônicas, de Angela togeiro,a premiada autora,no Brasil e no Exterior, reflete o feitio peculiar dessa pessoa talentosa.

Com um trabalho bastante eficiente e verdadeiro pelas Academias ás quais pertence, entre as quais a AFEMIL -da qual é a segunda Vice-Presidente eleita recentemente-e a AMULMIG, na capital mineira, também pertence a outras no estado de Minas e mesmo no Exterior.No prólogo , conta que aio reunir suas crônicas percebeu que o fio condutor das mesmas era sualuta pela PAZ.Não foi à toa que a indiquei para Embaixadora da paz, pelo Cercle Universal de les Ambassadeurs de La Paix ( em Genebra Suiça, com Presidência em Orrange, na França).

Na verdade, ao organizarmos o evento paz e Poesia , em Belo Horizonte e a tivemos agregada com sua prestatividade inerente a cada ação, sua cordifraternidade, pude observar de perto essas suas águas que escorrem darocha e correm mandsas.Não que ela seja passiva e oissa, muito pelo contrário.

Tem o senso crítico que somente os talentosos conseguem ter, mas sem ostentação.
nascida em Vlta Redonda, RJ, radicada em Minas Gerias, pertence , na qualidade de sócia fundadora, à Academia de Letras do Brasil, da cidade primaz de Minas, Mariana.
De elevado sens familiar, repete que a família vem sempre em primeiro lugar-e para seu patrono, na cadeira 12 da ALB, escolheu seu bisavô , Francisco Sodero.O sangue italiano, romântico, afetivo, apaixonado, aparece em seus textos e palavras, o que não a impede de , mineiramente, ter a arte de ser contida-e poucos, talvez apenas os mais íntimos, saibam o que pensa, deseja ou pretende fazer.

No entanto, é mulher de atitude, já a vi destilar palavras/setas e atingir objetivos, sem levantar a voz.Organizada, estabelece as próprias metas e diretrizes, o desejo pessoal, um grande tabuleiro de xadrez, para onde canaliza inteligência e vontade, sensibilidade e senso crítico.

Além dos dotes literários e humanitários, é excelente cozinheira, gosta de gatos e plantas.E eu gosto muito de ler essa pessoa, cujo discurso escrito para apresentar-me na AFEMIL foi bastante convincente, fruto de pesquisa:tudo que ela faz, é ponto sem nó mesmo.E gosto de estar com ela, Claudio Márcio Barbosa, poeta belorizontino, sempre comenta seu senso de humor.E, já se sabe, expressar bem o bom humor não é para qualquer um.

Isso tudo aparece em seus livros:na mente fértil, ferve o cadeirão do imaginário e ela aplica as vivências na ficção, assim como nos oferece essas crônicas recheadas de cotidiano, onde personagens e protagonistas têm modelo-personalidade, face, comportamento.Ao seu olhar, tudo passará pela transform/Ação estilística e literária.

E filosofa com propriedade.Ao falar sobre a roda dos enjeitados-a que chama "roda do abandono- conclui que , na atulaidade, é preciso tirar a família dessa r9oda do abandono.Quando trabalhei no Rio no projeto Saúde, Vida, Alegria (CECIP/Kellog), a Dra Dirce Drac, que fora secetária de darcy Ribeiro, presenteou-me com um livro sobre Direitos da Criança e justamanente foi essa Roda vergonhosaonde as motivações par entrega as crianças geradas tinham motivo mai moralistas que de necessidade fibnancer, muitas vezes- , que me impactou mais, ao ler a história, a evolução da criação de menores em osso País.Aliás, Angela e eu temos muitos pontos de interesse comum-e por isso, quando conversamos a conversar, são longas horas de troca e soma.Mesmo por telefone, do qual nem uma de nós gosta muito.Ainda assim...

Na capa do livro-ela prórpia formata, até chegar ao ponto de enviar a uma editora-nesse caso, a AllPrinte- uma foto:todos nós fotografamos uns aos outros, perto desse pássaro, clicado por Regina Mello, exposto na Galeria da Árvore (*), na mostra "Um Olhar Digital Sobre O Parque"...Exigente, Angela posava e posava.
Tempos depois, cria a capa, de aparece a cena como se estivesse sob a perspectiva do fotógrafo.Das fotos que escolheu, essa é de autoria própria Regina, que teve formação na Alemanha.Nessa data, passamos a tarde no Parque Municipal (*) , em Belo Horizonte e não sei se, há essas alturas, ela já selecionava suas crônicas para o livro.Aliás, selecionava , não é bem a palavra, já que seletiva pessoal da autora determinou que todas seriam premiadas em certames literários.

A prosa de Angela é atraente e gostosa de ler . Os próprios tpitukos revelam como a escritora posiciona-se qual sentinela do Status Quo, atenta e mordaz.Em alguns títulos, percebe-se isso:"Plano de demissão In/Voluntária", "A Caraga de Um Nome"...Ou seja, ela analisa ,"en passant" ou com profundidade, as tendências hodiernas, da globalização , a costumes sócio comerciais-"O Dia "M" ", ou seja, o Dia das Mães, e suas nuances.

Sabemos que numa cidade grande e capital de Estado , uma escritora flutua chagallmente, pelos meandros da urbe.E vê os que passam.Num de seus poemas, D.Doida-que Iara Abreu ilustrou para a exposição Aspectos Urbanos, um dos exemplos mais vívidos dos seus olhares de repórter do tempo - ela só falta apresentar em carne e osso a personage poetizada.

Mais não quero dizer, para não roubar o impacto da leitura.

Apenas termino com uma de suas tiradas:

"Desde que a palavra passou a ser franqueada à mulher, a palavra correu atrás" (...)

Obviamente,multidões correm atrás de Angela Togeiro, que a comanda e domina com maestria e ainda as colore ou perfuma, delas faz setas e sinalizações.Faz delas o que bem quer.

Clevane Pessoa de Araújo Lopes
Belo Horizonte, 29/12/2009

(*) A Galeria do MUNAP pertence a o Museu Nacional da Poesia-MUNAP-e fica dentro do Parque Municipal Américo Renê Gianetti, em Belo Horizonte-MG-Brasil.

Visite o espaço de Angela Togeiro:

http://angelatogeiro.googlepages.com/flagrantesdoviver(crônicas)