terça-feira, 25 de setembro de 2007

Cristina Oliveira (USA), verseja para Lucky




Delicadeza em versos


Recebo, da trovadora Cristina Oliveira, que mora nos Estados Unidos e que versa para o espanhol as trovas de Gislaine Canales,esses versos para o meu Luckynho.Esse cãozinho salvou-me a vida, ou seja, tirou-me de um luto prolongado.Hoje, coincidentemente, Ciléia Botelho fez várias fotos minhas com ele,em me7u terraço, que chegara da tosa, de gravatinha amarela...

Também fiz uma entrevista com Gislane Canales, que postareia seguir e Cristina versou para o espanhol também.Nos dias de hoje, não é comum que as pessoas sejam tão delicadas.Mas, cumplicidade do Universo, eu as atraio - e tenho uma coleção maravilhosa de boas pessoas à minha volta.





LUCKY

Lucky é doce e bom colega,

de Clevane sua alegria,

em seu carinho se entrega

qual Sol em nublado dia!



Com mirada de menino,

acalma penas e dor,

seu carinho celestino,

é o mas sincero amor!



Que Deus lhe dê todo encanto,

e muitos anos de vida,

e torne em risos, o pranto,

de Clevane sem medida!





LUCKY



Lucky es dulce colega,
de Clevane su alegría,
en su cariño se entrega
Cual Sol en nublado día!

Con mirada de menino,
calma penas y dolor,
su cariño celestino,
es el mas sincero amor!

Que Dios le de todo encanto,
y muchos años de vida,
torne con risas el llanto,
de Clevane sin medida!

Cristina Oliveira Chavez

De Roberto Piva, Para Roberto Piva.




Foto:tirada hoje à tarde, eu quanto eu escrevia, por Ciléia Botelho

Lamento do Pajé Urubu-Kaapor

( de Roberto Piva, que aniversaria hoje:sete décadas)

antes
de desaparecer
no
túnel
das nuvens
chega o vento
a caixa do céu
se abre
a estrela
no olho às
vezes
é o
coração que bate
estou sozinho
no topo
dos hemisférios


Ilha Comprida, 91

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Canto para Roberto piva

Clevane Pessoa de Araújo Lopes

Verbo rasgado,,
verso, desengasgado ,
verga estriada, vela desapagada, vê.
Piva, pilha, pina,pisa, píton.
Tom de ser, Cor de ver,
retomada,acorde ,acordes,
cordis, cardia brasilis.

Roberto Piva, viva lenda,
co-parlenda,nua renda
no pano esgarçado
dos relembrares,
esparsas aves
brancas de origem.

.
Graça suja (ainda)de petróleo e óleo,
garça, v
no azul lmais que mero e limpo
das sete décadas de existir.
Voa, Piva, voa:
pipa de setenta cores
no ar.

Belo Horizonte, 25/09/2007

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Apenas ele, sua voz e seus jornais(para fernando barbosa)




Apenas ele, sua voz e os jornais

Clevane Pessoa de ASraújo Lopes




Quando ele era pequeno e ralava os joelhos,

corria para a mãe curar os ferimentos.

Agora, ninguém cuidará dele se tiver pneumonia

Se sofre cólicas ou cefaléia.

Já cansou de aparar a unha em cunha do quarto crescente.

Nenhuma tesoura possui para aparar as suas.

De engravidar a lua que cíclica, vai-lhe parir um plenilúneo.

O ouro do luar, não dá para comprar pão, Poeta.

Apenas doura seu coração insensato.

Ah, se tivesse , então, batido seu prórpio retrato, reconhecer-se-ia hoje?

A lua minguante , minguada como ele, fruto
de sua própria fome, o enche de nostalgia.


Sem ninguém para dialogar,
monologa roufenho consigo mesmo.

Representa um auto de solidão insuportável,
Agora.

Uma noite, vê a cabaça da Lua Nova, à espera da plenificação.
Deflora-a para conhecer os segredos da re/flor/ação

Resolve retornar à sua antiga vida, agora vida nova.

Em cova de sete palmos, que cava com as próprias mãos,
Enterra dúvidas, revoltas e ais.

Lava a alma na cascata dos sonhos e da esperança.

Apanha seus bens parcos e quase inúteis.

Carrega com os objetos baratos, a cornucópia da poesia.
A que permaneceu acesa dentro dos pulmões
E regulou a chama trina, no coração.

E retorna a si mesmo,e consigo viaja, no olongo camonho de volta.

Apenas ele, sua voz e os jornais...

Clevane Pessoa, para Fernando Barbosa, esta alegoria.
Belo Horizonte, 19/09/02

A alegoria acima, que representa o jovem , a fuga, a drogadição ou o álcool, é uma alegoria que responde ao poema de fernando Barbosa, a mim dedicado (em www.notivaga.com):
C A M A DE P A P E L

C ADA VEZ QUE
A LÍ DEITAVA, SENTIA
M EDO QUE NO DIA SEGUINTE
A S DORES AUMENTASSEM AINDA MAIS.

D E UM LADO PARA O OUTRO ROLAVA NA
E SPERANÇA QUE AQUELE MONTE DE

P APEIS JORNAIS,
A QUECESSEM MEUS
P ÉS, ESFRIASSEM MINHA CABEÇA E
E LEVASSEM MEU ASTRAL. ISSO PARA NÃO FICAR
L OUCO. CADA VEZ MAIS LOUCO.

Esse poema,dedico a Clevane Pessoa, por ser um texto que se tornou pra mim a base do meu espetáculo de teatro "Brinquedo Proibido".
Em uma de suas visitas ao Espaço Cultural Casa do Fernando eu tive a oportunidade de apresentar para ela e convidados, teatralmente falando,
esse poema.
Fernando Barbosa
Dedicado a dedicado a: Clevane Pessoa & leitores do Site
Data 15/09/2007


clevane pessoa de araújo lopes < clevaneplopes@gmail.com>

Mineira-Goiana ou Goiana- mineira?


Masé Soares, mineira que reside em Goiânia, capital de goiás, posa aqui, em brasília, onde andou a passeio.

É ela quem faz PPS de meus poemas e de mais muitos poetas.Realiza esse trabalho com zelo e bom gosto,busca da música às imagens, com paciência e técnica.A poesia segue então uma tend~encia:vira poesia sonora, com efeitos audiovisuais.

Além disso, tem um blog onde há festa de amigos todos os dias.

Para ela, enviei a Trova abaixo, que ela postou lá no seu cantinho especial:

Primavera o ano inteiro
você terá , onde houver
um amigo verdadeiro
para o que der e vier...

Clevane Pessoa, para Masé Soares
( a trova é antiga, mas a verdade é permanente...)

Visite-a:http://masesoares.zip.net

E, se quiser contactar:masesoares@gmail.com.

Yamandú na Alemanha



Yamandú Costa,, que toca e estuda violão desde os quatro anos, quando toca, toca o infinito das mentes que o ouvem.O seu infinito, sei não, algo de anjo-gênio.
Tânia, brasielira casada com o alemão Clemens, manda-me contar, pela Casa dos Taurinos, que vai encontrá-lo hoje .

Aqui em casa, adoramos o som esse menino-homem,gaúcho,de família musical, mas à qual transcende com seus laivos de prodígio, capaz de tocar em violão de cinco, seis, sete, oito cordas...
Um brasileiro para ser aplaudido no Exterior até que as mãos doam, conhedico em tantos países, com uma bela discografia, é um fenômeno!

Tem carinha de Putto, e para quem não sabe,esse é o nome dados aos anjinhos de rosto gorducho, nas igrejas barrocas de Minas Gerais.

Primavera

Minha amiga, a chargista Maria Fortuna,desenhando sua personagem deliciosa, a Lena Luci, mulher na menopausa...Noutro dia, no Jornal Virtual João do Rio, foi publicada uma série.
Às vezes, quando ela vem a Belo Horizonte (mora aqui e lá, por causa de sua tia idosa), começamos a imaginar situações novas para Lena Luci viver e andamos às gargalhadas...Vou postar algumas das charges aqui, autorizada pela autora.
Seu livro, O Anjinho Que Queria ser gente, vai para a segunda edição, pela Editora Mazza, de Belo Horizonte, que também vai editar "O pardalzinho Desconfiado".
Contei a ela que tenho uma história de pardal e outra de anjo.Temos algumas parecenças, além dela ser também nordestina.
O tubo com osm lápis aquareláveis, dei -lhe de presente, para ela carregar mais facilmente de um lado para o outro.E o papel kraft,ela adorou, agora LL está sendo criada nele.
Mariinha:raízes no maranhão un pé no Rio, outro em Belo Horizonte, onde seu apartamento cheio de fadinhas , borboletas e coisas lindas, além de suas telas, a espera - e um olhar do coração na França, onde mora sua filha Fernanda...






A primavera explodiu


em flores e folhas novas...


Quem fez tudo, ninguém viu


mas as cores são as provas!




Clevane Pessoa


(Na foto, perto de uma de minhas bromélias.Essa flor é fascinante, rosa, com bolinhas lilazes inseridas entre as pétalas.Juro que vou procurar os nomes científicos...Rss)




Nessa trova, quero registrar as mãos invisíveis , que trabalham durante a noite, as sementes que esperavam sob a terra e eclodem , os botões fechados , bebês gorduchos ou longilíneios,que de repente, adolescem e se abrem , numa festa para os olhos!


Plantei uma semente de pata-de-vaca, e vi o tronco esguio e jovem alcançar alturas,Nesse ano, subo a escada em caracol, externa, que leva ao sótão,pintada de marrom e que minha amiga, a poeta e pintora Maria Fortuna (Mariinha) e encontro a primeira flor, similar a uma orquídea lilás e roxa.Poderia ser da branca, pois ao plantar "aquela semente", não sabia ainda a cor da floração.Não obstante a vizinha avisar que raízes de árvores são perigosas para o piso de ardósia.Que o arrebentem.Desde que respeitem encanamentos, vibrarei com sua pujança...O que importa, é a visita das borboletas e o alrido dos pássaros.Nesta semana, já há cachos floridos.


Minha amiga médica, Andréia Campolina, disse-me que as mulheres devem ,para curar hemorragias e outros males uterinos, apanhar um punhado de flores e folhas da espécie de pata-de-vaca branca e, sob o chuveiro, levantar a mão e deixar que uma espécie de caldo ou chá escorra sobre elas.Do pescoço para baixo.


Vovó



Nessa foto , mamãe, eu e vovó sentada, em seu banho de sol matinal



Relembranças


Vovó-Relembranças


Na Páscoa, vovó contavaque seu pai, meu bisavô,o "coronel" José Víctor da Câmara"na janela a colocava,filha única,bem mimadaou melhor dizendo, muito amada,a distribuir bacalhau aos colonosna Semana Santa:costume nordestino,presentear aos pobreso peixe salgadovindo da Europa,em pequenos barris...Hoje,o bacalhau é farto apenasnas mesas mais fartas,já não faz o pobre feliz!


Lembro-me dessa minha adorável avó Theófila Theonila que tinha modos de santa...Deu à luz dezenove filhos dos quais a caçula, TerezinhaDo Menino Jesus truxe-me à luz bem mocinha...Vovó era contrita na Páscoa,fazia jejum ,pedia perdão não sei de quê,pois jamais fez algo impensável -e morreu com quase cem anos de idade...


Coração farto de bondade,piedosa, ensinou-me cada preciosidade!"Nunca faça mal juízo do ausente",dizia-me e aprendi a esperarpara melhor perdoar quem estava atrasado -talvez a trair, talvez distraído (coisas de seu marido,meu querido avô trovadorque era bem "levado") e chegasse com desculpas na ponta da línguae então, ficava isento de culpas!


Certa feita,vovó ganhou um ovo pascal muito grande,sem igual,e resolveu escondê-lo dentro do guarda-roupa para nós, os netos,que nas férias de julho íamos a Pouso Alegre...Contristada,ao abrir o papel de estanho, amarrotado,encontrou-o mofado...Nós queríamos de qualquer maneira comer aquele chocolate...E para nos apaziguar, foi para a cozinha fazer tapioca ,o coco raaldo no ralador nordestino de ferro .Depois mamãe,sempre alegrezinha,brincou conosco de "passar anel"enquanto vovó cantava"Pobre Emília"...

Pobres de nós, ricos de tudo que era ternura do Amor mas frustrados com o inesperado bolor...
clevane pessoa de araújo lopes
(na realidadem o texto acima é um poema,publicado originalmente ,verso a verso,no Recanto das Letras em 14/09/2007Código do texto: T652573.Quando colei aqui, desconfigurou-se e decidi deixar assim mesmo))