terça-feira, 28 de outubro de 2008

Claudio Marcio Barbosa e eu






Muito bom ter amigos fraternos ,com ideias semelhantes.
Meu amigo Claudio Marcio e eu, falamos longamente, sobre Poesia, fazemos projetos,
buscamos haromnizar a vida e fazer o Bem.
Em meu sarau, ele leu para mim o poema que Gabriel Bicalho, aldravista de Mariana, MG,
escreveu para mim em deliosas analogias coma notas e pautas musicais.

Quando ele foi convidado a apresentar-se no Poesia na Praca Sete, acompanhei-o a ler seus belos versos.



Imagens, de baixo para cima



Camiseta com poema.No ~H~, ele decreta que melhor do que ter, e SER historia.Na foto, a camiseta ainda estava sem assinatura.

No sarau de poesia do MUNAP, em 21 de julho,declamando um de seus poemas


Com a namorada Marlene e eu, no dia do em que aniversariou de sua mae, a querida D.Preta.

Amigos cordifraternais, Claudio Marcio e eu, quando ele recebe o Certificado de Amigo da paz, da artes, da poesia e da Vida.E ele realmente,corresponde...Local-->Restaurante D.prewta, Bairro Ipirangfa.

Jussara Salazar, hoje e homenagem César Leal no Terças Poéticas




Fotos -->a poeta pernambucana,Jussara Salazar radicada em Curitiba.


O poeta,editor e performer Wilmar silva e eu, num dos saraus abertos do Museu Nacional da Poesia-MUNAP, que acontece a cada segundo domingo,mensalmente, das dez ao meio dia, no Parque Municipal-Pr.dos Fundadores.

Temos livros nas m'aos, para leitura e doa;'ao aos rpesentes.Wilmar mostra ~Mulheres no banquete de Eros~da Editora aBrace-Brasil * Uruguai, onde estou com vp[arias poetisas, entre as quais a belorizontina Brenda Mars.


Jussara Salazar homenageia César Leal no Terças Poéticas



Fonte: Governo do Estado de Minas Gerais
27 de Outubro de 2008

~A última edição de outubro do projeto Terças Poéticas vai receber, nesta terça-feira (28), a poeta Jussara Salazar, em homenagem ao cearense César Leal. Este grande encontro de poesia acontece às 18h30, nos Jardins Internos do Palácio das Artes, e a entrada é franca. Durante o Terças Poéticas Jussara Salazar fará o lançamento e leitura do livro Natália, publicado pela Travessa dos Editores, e divide com Wilmar Silva a leitura de poemas de César Leal.


Em novembro, a programação do Terças Poéticas vai trazer, mais uma vez, grandes nomes da arte e literatura, como os poetas Murilo Antunes, Luís Serguilha, Jorge Melícias, Tadeu Martins e Alain Bisgodofu. O projeto é realização conjunta da Secretaria de Estado de Cultura, Suplemento Literário e Fundação Clóvis Salgado, com apoios culturais da Rádio Inconfidência e Rede Minas.

Jussara Salazar

Poeta, artista plástica e designer, Jussara Salazar nasceu em Caruaru, no Pernambuco, e vive no Paraná desde 1985. Graduada em Comunicação Visual pela Universidade Federal de Pernambuco, atualmente Jussara é pesquisadora do Mestrado da Universidade Federal do Paraná na área de Estudos Literários. A artista tem diversos livros publicados como Inscritos da casa de Alice (1999), Baobá, poemas de Leticia Volpi (2002), Natália (2004) e Coloraurisonoros (2008). A poesia de Jussara já foi publicada em várias revistas internacionais, como Tsé-Tsé (Argentina), Chain (EUA), Rattapallax (EUA), Galerna (EUA/Espanha), Mandorla (México), Mar com Soroche (Chile), e nacionais, como as brasileiras Babel, Suplemento literário de Minas, Cultura & Ciência, Sibila e Poesia Sempre, da Biblioteca Nacional.

Jussara faz parte das antologias Na virada do século (2002) Passagens, Poesia Contemporânea no Paraná, Imprensa Oficial do Paraná, (2002), Invenção Recife, (2004) Poetry Wales, (País de Gales, 2004), Relicário Latino, Antologia de poesia latina, (2004), Revista Continente, (Imprensa oficial de Pernambuco), Literatura Brasileira Hoje, (Publifolha 2004), Antologia Comentada da poesia brasileira do século XXI, organizada por Manuel da Costa Pinto (Publifolha, 2006) e The Geometry of Hope, (New York University, 2008). Atualmente Jussara Salazar edita a revista eletrônica de arte e literatura Lagioconda7.

César Leal

O poeta e crítico César Leal, Prêmio Machado de Assis - o principal da Academia Brasileira de Letras -lançou, em 2005, Dimensões Temporais na Poesia e Outros Ensaios, uma publicação de dois volumes que reuniu ensaios sobre grandes autores, como Camões, Shakespeare, Jorge Luís Borges e Thomas Mann. Francisco César Leal nasceu em março de 1924 em Saboeiro, no Ceará. O poeta estudou em Manaus e Fortaleza, e em Recife ele iniciou sua carreira literária. Como ensaísta, publicou seu primeiro livro em 1968, mas já atuava como crítico do "Diário de Pernambuco" e editor do suplemento literário do jornal. Também foi professor da Universidade Federal de Pernambuco.

Serviço:

Terças Poéticas -Jussara Salazar & homenagem a César Leal

Data: 28/10 - terça-feira -

Horário: 18h30Local: Jardins do Palácio das Artes (avenida Afonso Pena, 1537, Centro)

Entrada franca

Informações (31) 3236-7400www.palaciodasartes.com.br


Título Jussara Salazar homenageia César Leal no Terças Poéticas
Autor Secretaria de Estado de Governo Data 27/10/2008
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Fonte: Manuela Salazar



Autor: Secretaria de Estado de Governo~

Halleluya e Poetas pela Paz e pela Poesia




No evento BH na PAZ (25/10/2008), que culminou os meses de ações conjugadas com 68 ONGs e a Associação Arte Pela paz-um braço da Banda DOMINUS-mui justamento denominado HALLELUYA- e que contou com a Tribo Maranata, Dalvimar galo, Davison Silva, Alto Louvor , DJ Rodrigo, Cosme e a própria DOMINUS, além de várias apresentações que foram da dança do ventre à capoeira, dos corais à percussão, foi concedido ao Grupo Poetas pela paz e pela Poesia, um estande, onde colocamos um super banner , com os poarticipantes do Paz e Poesia (evento de 30/03 deste ano).

Na foto, poso com Graca Campos, artista pl[atica e poetisa e Bila Bernardes, poeta e psicoterapeuta, na frente dos poetas outros, alguns presentes, outros ausentes, mas representados por seus poemas ali expostos.

Wilmar Silva homenageado pelas Terças Poéticas e Pelo ANU




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Fotos do terças poéticas de 14/10/2008

O curador do Terças Poéticas, Wilmar Silva, foi homeangeado, durante o sarau do Terças Poéticas de 14/10/08, quando homenageamos Lindolf bell e apresentamos nossos poemas.

Além do prórpio sarau em si , que promove os poetas e saua lavra, o curador completa 5 naos doa primeira publicação do ANU.

Declamamos para ele um poema, com este nome, e lhe entregamos o certificado de Amigo da paz, das artes, da poesia e da Vida.

A nosso pedido, Wilmar leu o poema "30 Anos Sem Wlado", de nossa autoria, publicado no Roda Mundo do editor Douglas lara, de Sorocaba(Edit.Ottoni, de Itu).O poema, agônico, contém nossa relembrança para Wlademir Herzog.Foi sua segunda interpretação do mesmo, a primeira, em nosso sarau "Poesia é Ouro, produzido por Karina Campos e apresentado pela jornalista Luciana campos(com quem estou na foto acima)

Na ocasião, Brenda Mars, que interpretava fragmentos de nossa peça "Mas Afinal, Onde Dormem os beija Flores, quebrou a seqüência e disse que "o Anu fora incinerado".Alguns não entenderam.Há uma explicação:
É que no ano passado, Ademir Bacca, de bbento Gonçalves, solicitara que os poetas levassem terra de seus Estados para o encontro anual ,quando é lançado a antologia Poetas do Brasil (neste ano, muito volumosa, lembrou-me a "Trovadores do Brasil" que Aparício Fernandes editava nos Anos 60).
Wilmar Silva esqueceu de levar e então, queimou um de seus livros, na simbologia do adubo.
Neste ano, repetiu o feito, com o ANU.
A pedido de Neuz aLadeira, ela também interrompeu o fluxo , para ler um poema escrito pela primeira, em homenagem a Wilmar.

Clevane pessoa de Araújo Lopes
poetisa, Diretora Regional do inBrasCi e Embaixadora Universal da paz.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Lindolf bell, por Eulália radtke

http://www.youtube.com/watch?v=g1XeVHSf4-c

Amigos, escutem Eulália falar a respeito de Lindolf Bell e sou poema

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Em tão boa companhia fico sem ar de pura alegria -coisa que apenas amigo faz











Fotos;

Eu (Clevane Pessoa ), na Terças poéticas (14/10/08), a ler Lindolf Bell, em meu sarau.

Andreia Donadon (Governadora do inBRasCi em MG)

Gabriel Garcia Marquez ( entre outros romances, o renomado Cem Anos de Solidão)

Saint-Exupèry (francês, famoso autor de Cidadela e O pequeno príncipe)

Pablo Neruda ((poeta chileno, de "Confesso que Vivi")

Olga Savary (brasileira, poeta paraense)

Clarice Lispector (ucraniana, muito brasileira)

Em tão boa companhia fico sem ar de pura alegria -coisa que apenas amigo faz

Buscava , pelo Google, Olga savary, com quem troquei recadinho quando eu trabalhava na Gazeta Comercial em Juiz de Fora nos Anos 60/70 ,e recebia livros dela, qual o ESPELHO PROVISÓRIO, essa filha de russo e paraense,mulher de Jaguar, o chargista, para publicar poemas em meus blogs e deparei-me com o Nota independente, onde, perpleza, vi meu nome entre meus amados poetas, audaciosamente, generosamente colocado por meu amigo Edison pereira de Almeida, com quem troco escritos e é o chanceler do inBrascI(*), na Ilha da Madeira.Eu recebera e comentara com ele ese escrito, mas não vira meu nome...Claro, estar em companhia tão grandiosa é delicioso, mas permito-me contentamento, sem vaidades.Quero ir ao Rio, abraçar Olga.Será que vai se lembrar da mocinha que fui?

Agradeço ao Édison , lembro-me de ter lido esse texto, naõ recordo de ter-me visto por ele cita, talvez a alegria de ler o nome desses outros autores queridos, da nova amiga antiga, Deia leal(Andréia donadon), tenham feito com que eu nem percebesse estar de meio,de mãos dadas nessa ciranda...

A crônica, sempre instigante do Ermitão da Piciguaba, brasileiro nas terras portguguesas lindas de tirar o fôlego:

"Quem Bate?


por Édison Pereira de Almeida



Curioso, a mania que eu tenho de viver em meio a natureza, em estradas de terra, que nem estradas são, poder-se-iam chamar caminhos, veredas....enfim....chão batido como diz o caipira Brasileiro, que criou um linguajar próprio e assim le libertou das amarras do colonialismo . Transcendendo a figura do ser que habita o seu ser, o CAIPIRA, foi se alastrando pelo Brasil a fora em diversas dimensões, e até a MÚSICA SERTANEJA, uma época era chamada de MÚSICA CAIPIRA...
Até homenageado foi O CAIPIRA na canção: SOU CAIPIRIRA PIRA PORA NOSSA, Senhora de APARECIDA....
E por aí vai a LENDA DO CAIPIRA que eu até gostaria de ser ; na ALMA, sei que sou, na Alma também repentista, sei que sou, pois nem bem chego ao NORDESTE já começo a falar igualzinho a qualquer nordestino e fazer repente então é um risco, um traço, na hora a coisa começa a sair que eu nem sei mais se sou eu ou se é O CABOCLO que baixou e claro se aproveitou do meu plasma para então cantar, versejar, rimar, e tudo mais que faz um repentista, e isto é antigooooooooooooooooooooo em mim.
MAMÃE tinha por hábito dizer : "Você onde vai, logo fica com o sotaque do lugar!"
Grande verdade, dona MARIANNA, minha mãe, grande senhora, mulher de armas e de luta!
E tudo isto eu estou contando justamente por causa de MARIANA.....a cidade histórica de tantas cidades HISTÓRICAS de Minas Gerais, Brasil.
Conhecida como A PRIMAZ DE MINAS....e ninguém melhor que Andréia Leal para explicar isto.
Então foi assim, e é assim: em Casa, que fica no meio do mato, estrada de chão e tudo mais, quem chega não bate à porta, tem por hábito ir chegando, "vamos chegar!"
E também foi assim que ocorreu com o povo do JORNAL ALDRAVA, .....foi chegando, chegando, chegando e chegaram!
Engraçado Povo e chegaram não tem lá muita concordância vernacular , mas se povo é coletivo de gente, e gente é considerado um ser em extinção no geral da humanidade que a todo dia cresce em tudo quanto é direção , mas crescer mesmo CRÊ...SER, tá danado de difícil de acontecer, porque ser GENTE é algo muito sublime, hoje em dia, lembro que já nos anos 60 as pessoas vinham, principalmente a juventude e diziam : "Você é Gente!", "Fulano é Gente!"
Então ser GENTE nos apercebemos, virou mesmo ser um ser em extinção.
É engraçado este jeito que o povo tem de criar termos para designar alguma coisa que não se encontra nos dicionários e muito menos na LITERATURA das Academias.
Assim, indo de pato para ganso, eu comecei a escrever tudo isto para explicar que antigamente e até hoje em dia aqui onde eu vivo ,na ILHA DA MADEIRA, onde vim em auto exílio, por motivos pessoais e claro, institucionais próprios, pois para mim a maior de todas as instituições é O UNIVERSO e ser UNIVERSALISTA,em meio a tantos EGOS, fica complicado, e quando então os Egos estão exarcerbados de ira, de ódio, de ganância de tudo quanto é vício e ausência de vicissitudes, é melhor mesmo a gente dar um novo rumo ao nosso viver e claro, procurar um local onde não mais se é perseguido, pois a vida já é curta e com gente perseguindo a gente, melhor mesmo é usar da tática do caipira e ficar lá no meio do mato, esperando a ONÇA PASSAR....
Depois que ela passou, aí sim podemos respirar, andar, vercejar, viver nossa vidinha tranquila e em paz, mas, quando estamos no TRILHO DA ONÇA, eitaaaaaaaaaaaaaaaaaa, ou somos mesmo UNIVERSALISTAS, e entendemos a bio diversidade, ou então, se quisermos virar chiclets de onça, é facinho, facinho,eu que o diga!
E então resumindo o assar do pato, que está virando já ganso, na fervura desta caldeira eterna que é a vida, este mundo onde vivo ainda tem muitas portas com uma peça de ferro fundido, trabalhado, com imagens diversas, e que chamam ALDRAVA, termo arcaico, ou original.
Com esta peça então as pessoas batem á porta dos que estão dentro da casa , do museu, da quinta, do casario, da igreja, do cartório, enfim........................lá dentro do espaço tempo de cada qual, e o que está no espaço tempo exterior, usa a ALDRAVA, para então se COMUNICAR COM O INTERIOR.
Uma figura realmente interessante esta da COMUNICAÇÃO EXTERIOR COM O INTERIOR, e se calhar, mesmo eu vivendo em uma ILHA, por acaso lindíssima, em pleno OCEANO ATLÃNTICO, a NOROESTE DE ÁFRICA....bem próximo do Monte Atlas que deu origem a Atlântida, escutei BATEREM À PORTA....
Curiosamente, normalmente aqui os cães ladram, os gatos dão sinal de que algo está se passando lá fora, as águias que costumam sobrevoar meu espaço tempo, ficam em circulos no mais alto dos céus, a poeira da estrada denuncia que claro, alguém ou algum veículo está passando ou já passou, até os sinos de vento dão sinal que há algo de diferente lá fora.....
Muitas das vezes, como eu gosto de escrever e a escrita tem destas coisas da gente ficar na TOTALIDADE, quase que ausente do espaço tempo terreno, há vezes em que até me assusto com ruídos repentinos, e como que se estivesse caindo de uma altura infinita venho pairando , pairando, como uma folha sêca ao vento da tarde....e chego à terrra, sinto-me de volta e percebo que alguém de fora quer vir se INTERIORIZAR comigo.
Assim aconteceu eu conhecer O JORNAL ALDRAVA, andava em meus sonhos, idílios, buscas interiores, e de repente, vai se saber como foi que tudo começou, quando eu me apercebo estou OUVINDO A VOZ D'ALDRAVA.
É, tem ALDRAVAS em forma de rosto e de uma boca escancarada....há várias formas, desenhos e figuras, e esta, do JORNAL ALDRAVA, com sinceridade é muito AMPLA, uma figura AMPLA, ETERNA e LUMINOSA, que , eu nem consigo definir como uma forma TERRENA, parece-me ser ela uma fusão de vários elementos ou elementais do plano terra a gerarem no elemental vegetal, transformado em papel, o que conhecemos como JORNAL.
No entanto, sem querer me alongar , realmente há algo além, muito além , que sei lá se todos que lêem o JORNAL ALDRAVA percebem, mas sabe como é, quem vive no meio do mato, tendo apenas os pássaros, águias, cães, gatos, riachos, peixes, florestas e mais florestas a sua volta, o mar lá embaixo, no sopé da montanha que chamamos ILHA DA MADEIRA, montanha esta que deve ter até o fundo do mar uns bons 6.500 metros , tendo seu pico mais alto a tona, 1.880 metros e chamado RUIVO, pela cor vermelha das suas pedras VULCÂNICAS....o que claro, denuncia a purificação pelo fogo e pela água do mar....neste cantinho de mundo que nos restou, ....e quem só tem isto, nada mais do que isto, é claro, fica com a sensibilidade mais apurada e se calhar é por isto, que vejo algo além....destas folhas de papel com textos e figuras, traços, desenhos, caricaturas, poesia, crônicas, ........títulos e sub.títulos.....e também por isto agradeço a tudo e todos me permitirem ter atingido este grau de sensibilidade, espiritualidade e sintonia cósmica, terrena e humana.
Agradeço principalmente à onça ou onças, pois sem elas como iria eu me interiorizar e perceber melhor a vida e a essência da mesma?
Lembrei do PÉRICLES e o eterno AMIGO DA ONÇA....há que ser mesmo amigo da Onça...senãoooooooooooo.
Saudades de O CRUZEIRO, e todos que nele trabalhavam, eternizando uma ÉPOCA de excelente jornalismo no Brasil.
E é aí que começa toda a coisa que eu escrevi aqui : Quem bate?
Sinto bater sim meu coração...e ele sufoca todos os outros ruídos.....é que sendo ele ESSÊNCIA não produz ruído, muito pelo contrário, .....toda essência produz algo maravilhoso de se sentir....vide CORA CORALINA, ANDREIA LEAL, CLEVANE PESSOA, PABLO NERUDA, GARCIA MARQUEZ, EXUPERRY, CLARICE LISPECTOR, ...quanta essência em um só ser, na somatória de todos seres UNIVERSAIS.
Essencialmente ALDRAVISTA este meu coração, podem acreditar e só agora me apercebi disto."

Édison Pereira de Almeida - Escritor Brasileiro - Produtor Independente de Televisão.
Ermitão da Picinguaba - www.ermitaodapicinguaba.com

Fonte:http://www.notaindependente.com.br/materias.php?id=0138

sábado, 18 de outubro de 2008

Eliane Velozo-Pequena Crônica do Caos Anunciado



Pequena Crônica do caos Anunciado,

Foto:fonte-->Portugal,www.ipf.pt/.../2008_01/default_files/velozo.jpg

página: www.ipf.pt/conteudo/newsletter/2008_01/

"Fotografia de Eliane Velozo".

A palestra tem como tema básico três projectos:
- "Tempos de Tempos”, um apanhado filosófico, poético, fotográfico sobre tempo.
- "Travesão”, uma viagem a pé, da cidade de Ouro Preto até Belo Horizonte, em Minas Gerais, Brasil.
- "Sonho Branco”, sobre plantações de algodão, tendo como fundamentação ancestralidade, memórias e sonhos.
No IPF-Lisboa: 15 de Janeiro, às 19h00. Entrada livre.
Evento organizado pela Embaixada do Brasil em Lisboa.

Leia a entrevista feita pelo jornalista Ranulfo Pedreiro:
Eliane Velozo e a fotografia para cegos

Para todos queridos e queridas amigos (as)


Retorno, mais uma vez de minha terra natal - Pernambuco - tendo viajado numa lata voadora, o que acho uma coisa muito anti-natural... Bom mesmo seria estar sempre com os pés no chão!

Fico assustada quando entro numa dessas latas, mas confesso ser a única maneira de administrar minhas idas e vindas mundo afora.


Lá, na terrinha natal, estão todos bem, apesar do que reza as questões familiares (de saúde, trabalho e de relacionamentos).

Fui ao agreste pernambucano, o torrão exato no qual iniciei minha jornada nesse mundo.

Ali está tudo bem verdinho e a promessa de boas safras de feijão, milho, e quem sabe, em algum lugar, um tiquinho de algodão.

Estou “passada”, “bege”, etc e etc, com as coisas da política e da falta de lei e ética em nosso país....

Isso eu somente falo agora, porque vivenciei mais de perto o que de alguma forma já sabia... a realidade que está posta, com naturalidade, em muitos municípios de nosso Brasilzão.

A cidade a que agora me refiro, tem uma população de cerca de doze mil habitantes, incluindo a zona rural.

Apesar de todos os esforços que já possam ter sido feitos, nela existem bolsões de pobreza e muitas pessoas que passam a vida esperando os “bolsas” os “vales” as “ajudas” e nunca os empregos., que, de alguma forma, são desnecessários.

Nessa cidade, por incrível que possa parecer, um vereador (são 7) ganha, de salário mensal, algo em torno de três mil reais, a secretária de educação (entre outras), cinco mil reais por mês, o vice prefeito cinco mil e o prefeito oito mil, além dos outros “cabides”, claro!

Para fazer o que? Nada ou quase tudo isso: NADA!

A “corrida do ouro” acirrada em época de eleições, gera um “vale tudo” sem fim.

Comprar voto é como beber água.

A cidade, tão pequenininha e indefesa, vive ao descaso em todos os sentidos.

A poluição sonora, algo ensurdecedor, não dá paz, especialmente aos mais idosos, pois todo jovem tem uma motocicleta “envenenada”, para se exibir subindo e descendo as ruas da cidade. Os que ganham um pouco mais de dinheiro possuem um sistema de som, equipado de carro, para, rua acima, rua abaixo, ouvir(?) músicas(?) em altíssimos volumes, sendo essas em geral de péssimo teor em qualidade musical e letras que primam por conteúdos jocosos. Quanto mais jocosos mais chamam a atenção.

Nenhum projeto de educação, esportes, cultura, ou qualquer coisa que informe que o município está vivo, apesar dos quinhentos a um milhão de reais que recebe, de várias fontes, a cada mês, para programas que não funcionam pois toda essa grana vai pra o “buraco negro” da política brasileira, onde nada ou quase nada é feito e os recursos são, em geral “embolsados” pelos mais “espertos” que enriquecem descaradamente.

É isso, meu povo.

O meu agreste, rico pelo esforço do trabalho diário, pela capacidade de esperar as chuvas para a lavoura, e conhecido pelos homens de bem que costumavam viver por lá, hoje sofre de um câncer sem tamanho, e acredito que não houve, na história do Brasil, momento tão crítico de barbárie.

Por causa da violência, muitos desses homens de bem já não ficam mais morando nos sítios. Eles são arrastados, para os aglomerados humanos, pela ilusão de uma vida melhor e mais segura nas cidades.

O “nome do santo” eu não preciso revelar, pois acredito que esse é o caso de tantos outros recantos de nosso país!

O que nos resta fazer?

-rezar quando for de rezar

-chorar quando for de chorar

-abrir os olhos quando for de abrir

-calar quando for de calar

-falar quando for de falar.


Terra sem lei!!!!!


Sorrir???

Até quando?????



Eliane Velozo

Belo Horizonte, (dia do professor), 15 de outubro de 2008.

>>**<<

Eliana, conforme noticiamos, é poeta visual e suas fotografias são espetaculares,Recentemente, conforme divulgamos, chegou do Texas , onde expôs a série White Dream , com tem´´atica do algodão, resultante da perseguição a um sono, o que a levou a pesquisar suas raízes.
Pernambucana, radicada em Minas gerias, Elaine é um exemplo.
Informar que ela é deficiente visual, parece absolutamente desnessário, mas a força do exemplo, a ser aplaudido, leva-me a lhes dizer que sua visção é curtíssima.Para mim , foi uma honra estar com ela na edição III do ORIGINA<_Livro de Artistas, organizada por Regina mello, Diretora do museu Nacional da Poesia, MUNAP.

A foto em cores, mostra a fotógrafa Eliane Velozo,ao centro, entre Iara Abreu (atualmente expondo poemas ilustrados e outras peças, -inclusive o facies de Milton Nascimento em barro , na Biblioteca municipal -Praça da liberdade 21 e temas urbanos) e Regina Mello, também fotógrafa, o trio, integrante do livro-álbum POIETISA que Marco LLobus e eu estamos preparando.