domingo, 2 de agosto de 2009

Espantalhos e Rememória

Espantalhos e Rememória

Clevane Pessoa, para Zanoto(escritor e jornalista do jornal O Sul de Minas).


Espantalhos não me espantavam,
nem se tivessem neles alhos
secando ao sol,
porque a passarada vivia em volta deles,
nas rocinhas por onde meu ônibus escolar passava,
no Sul de Minas- de Bicas (*) a Itajubá.
Tinham alhos, tinham olhos de tampinhas,
ou outra coisa qualquer,
nariz de sabugo de milho, corpo de roupa masculina,
(jamais vi uma espantalha!)
mãos de feixes de palha,
chapéu caipira...
(jamais vi uma espantalha!)
Já escrevi sobre eles, já os desenhei,
bordei em panos de enxoval,
-e parecem-me sempre ótimos personagens.
(ah, o Magico de Oz!)...

Uma dia escrevi uma pecinha sobre um deles,
bonachão e sem malícia.
Nas minhas andanças pelos brasis,
perdi a historiazinha, mas depois de ler a rememória de Zanoto,
vou reescrever para os netos que ainda não tenho.

(*) Bicas do meio, hoje Wenceslau Brás

Um comentário:

Eliene Dantas disse...

Olá Clevane, adorei sua visita e adorei o que escreveu também! Obrigada pelo carinho e volte sempre.

Abraço de fera