sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Mulheres de Sal ,Água e Afins, no site do CLESI,de Ipatinga


No site do CLESI, as palavras de meu editor, João de Abreu Borges,sobre meu livro de contos(http://www.clesi.com.br/talentos/talentos4.html)


Mulheres de Sal,
Águas e Afins




MULHERES DE SAL, ÁGUAS E AFINS

Clevane Pessoa Lopes

Contato: pessoaclevane@gmail.com



Por João de Abreu Borges - Poeta, músico e editor

A fruta virgem

As mulheres, enquanto gênero da humanidade, possuem peculiaridades extraordinariamente contraditórias, ao mesmo tempo que fundamentais para nossa compreensão masculina do mundo. E mais: cada uma delas, em particular, possui suas idiossincrasias, enquanto indivíduos. Mais ainda: se formos falar de mulheres escritoras - como é o nosso caso aqui - mais do que peculiaridades, mais do que idiossincrasias, podemos então falar sem medo de intimidades, já que nos contos de Clevane Pessoa encontramos elementos quase mínimos (quasínimos), quase imperceptíveis da condição feminina em nosso meio social.

A começar pelos títulos "A Nuca", "Os Pés...", "O Moço que Amava...", "A Moça..." Só um título destoa dos outros, porém é o melhor para quem os lê; esse título é "A Pokã", fruta que ao ser aberta por um jovem sedutor com o dedo indicador dele penetrando em seu interior, alicia sensivelmente o sonho antes virgem e agora aberto de uma moça. É tão clara a simbologia da fruta deflorada simultaneamente à vagina frutificada, que qualquer pessoa mesmo de imaginação menos fértil se sensibilizaria ao ler esta passagem.

A palavra vertigem

Eu prefiro chamar de "poeta" todo aquele que verseja sobre o que somos em essência, já que, essencialmente, não se pode dividir nada, não se pode classificar em gênero, número ou grau aquilo que ainda se encontra em estado bruto, aquilo que penetra nos mares mais profundos ou alcança as montanhas mais altas com o poder de sua criatividade. Não pode ser ela, nem pode ser ele; somos todos um só ente criador-criado por alguém ainda bem maior que também é pai-mãe, deus-deusa, indivisíveis porque eternos.

Nesse sentido, Mulheres de Sal, Água e Afins não é um livro feminino, muito menos erótico, menos ainda pornográfico. É tudo isso junto num movimento permanentemente criador, numa dança em que os pares surgem de um só elemento que de si mesmo extrai seus opostos, tal como o sol sentindo-se chuva... e vice-versa

Um comentário:

(Carlos Soares) disse...

Parabéns, Clevane. Já muitos textos bons seus em livros,blogs e conheço um pouco de seu trabalho tão bom.Um abraço.